Daniel Vilela não tem alternativa: ou enfrenta Iris ou não carimba passaporte para o governo em 2018

Daniel Vilela e Iris Rezende: a batalha entre os dois é a luta de substituição do velho pelo novo; e um terá de sair de cena

Daniel Vilela e Iris Rezende: a batalha entre os dois é a luta de substituição do velho pelo novo; e um terá de sair de cena

Há uma guerra no PMDB na qual o velho, Iris Rezende, tenta retardar a chegada do novo, Daniel Vilela, ao poder. Diria Abraham Lincoln — o ex-prefeito gostava de se apresentador como “lenhador” na juventude, como o presidente americano — que se trata de uma batalha mortal. O que está ocorrendo é um parto político — onde um segue vivo politicamente, até por muitos anos, e o outro pendura as chuteiras.

O problema é que Iris Rezende não entrega os pontos. Joga pesadíssimo. Às vezes, põe Iris Araújo na linha de frente, até sugerindo que sua mulher é radical e não é diplomática, mas, no fundo, é quem articula de fato. Trata-se de um político implacável que, ao longo do tempo, não recuou um minuto em relação a expurgar militantes e líderes do partido. Muitos foram saindo — até constituir um partido forte em Goiás, o PSDB, e tomaram-lhe o poder. Iris Rezende, por assim dizer, criou os adversários — que sempre tratou como inimigos — que lhes arrancaram do poder. Ninguém que trombou com Iris Rezende ficou no PMDB para contar a história. Para relatá-la à sociedade, tiveram de sair do partido, buscando liberdade de expressão noutros partidos. São os casos de Henrique Santillo, Nion Albernaz, Irapuan Costa Junior, entre outros.

Mas agora o quadro está mudando. Sentindo que a fera perdeu duas presas, peemedebistas começam a reagir ao seu poderio e controle político coronelístico. Os integrantes mais jovens do PMDB, que ainda não têm força suficiente para expurgar Iris Rezende, admitem que ele deve disputar a Prefeitura de Goiânia. O espaço é do velho cacique. No entanto, além de mandar na prefeitura, quer, também, chefiar o PMDB estadual. Nailton Oliveira ou Iris Araújo no comando é o mesmo que Iris Rezende. Os dois são prepostos.

O deputado federal Daniel Vilela, espécie de Davi do PMDB, não se intimida com o relativo vigor dos dentes frontais de Iris Rezende. Sabe que pode até sair “ferido” da refrega pela presidência do PMDB, mas nada que seja mortal. Ele sabe que a hora de enfrentar Iris Rezende é agora. Se conseguir se tornar presidente do PMDB, com o apoio dos deputados estaduais e do deputado federal Pedro Chaves, e do ex-deputado federal Sandro Mabel, Daniel Vilela carimba seu passaporte para a disputa do governo em 2018. Porém, se fraquejar agora, por covardia ou conveniência política, desistindo da peleja e dos guerreiros que estão no campo de batalha, não terá condições de disputar o governo. Assistirá o próprio Iris Rezende disputando o governo ou bancando Ronaldo Caiado — o peemedebista-chave o avalia positivamente devido ao seu anti-marconismo — para o Poder Executivo estadual.

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