Daniel Vilela diz que MDB pode apoiar candidato a governador filiado ao PSDB

O ex-deputado federal disse que pode ser vice de Otavinho Lage. “A única coisa que lhe peço é para estar ao seu lado em 2022”, afirmou o presidente do MDB

Daniel Vilela: presidente do MDB já admite aliança com o PSDB de Otavinho Lage | Foto: Reprodução

De olho na eleição municipal, a de 2020, por vezes deixa-se de perceber que, na mais próspera cidade do Vale São Patrício — Goianésia — está-se gestando a aliança entre dois grupos políticos de Goiás, e tendo em vista a disputa de 2022. De um lado, o grupo dos Vilelas — Maguito e Daniel Vilela, pai e filho, ambos do MDB. De outro, os empresários e políticos Jalles Fontoura e Otavinho Lage, do PSDB. Os dois são irmãos e o ex-deputado Daniel Vilela (presidente estadual do MDB) costuraram, com rara habilidade, a aliança entre o candidato a prefeito de Goianésia, Pedro Gonçalves, do MDB, e seu vice, o delegado de Polícia Marco Antônio Maia, do PSDB. Trata-se de uma frente considerada imbatível no município. Ao menos, no momento.

Jalles Fontoura e Otavinho Lage apreciam mexer nos cordões da política, mas sinalizam que não interessados em disputar mandatos. Pode ser que seja a posição do momento — que exigia, localmente, renovação para vencer o candidato do prefeito Renato de Castro, de saída do MDB. Mas em 2022 o quadro pode mudar.

Otavinho Lage: o tucano, se depender do ex-deputado federal Daniel Vilela, pode ser candidato a governador com o apoio do MDB | Foto: Reprodução

Se Maguito Vilela perder a Prefeitura de Goiânia, para Vanderlan Cardoso, do PSD, a tendência é que o candidato a governador do MDB seja Daniel Vilela. Entretanto, se Maguito Vilela for eleito, a tendência é que, para evitar o discurso da panelinha, Daniel Vilela dispute mandato de senador ou de deputado federal.

Para a disputa do governo, o MDB tenderia a bancar o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha. A questão a resolver é como ficará a chapa majoritária em termos de coligações. Aí é que entra a questão de Goianésia, município no qual o PSDB é forte e não tem qualquer contaminação com denúncias de corrupção.

Se o candidato a governador for Daniel Vilela — ou Gustavo Mendanha —, a tendência é que o vice seja Otavinho Lage, do PSDB. Se o candidato a governador for Gustavo Mendanha, a tendência é que Otavinho seja o seu vice. Daniel Vilela iria para o Senador.

Na presença de Otavinho Lage, em Goiânia, Daniel Vilela disse: “Otavinho, vou aproveitar para dizer, do fundo do meu coração: estou pronto para ser o que você precisar em 2022. A única coisa que lhe peço é para estar ao seu lado. Posso ser seu vice, ser seu candidato a deputado  ou ser seu candidato a senador. Tenho toda a disposição”. É um claro chamamento a uma parceira política mais duradoura. E é a primeira vez que o presidente do MDB diz que o partido pode apoiar um candidato a governador filiado ao PSDB.

Mas há outra possibilidade. O PT pode figurar na chapa indicando, por exemplo, Rubens Otoni para o Senado.

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