Crise gerada pelo coronavírus pode levar o Cirque du Soleil à falência

A suspensão de shows em vários países afeta mais de 4,6 mil empregados do circo mais famoso do mundo

O Cirque du Soleil reinventou o circo, recriando a magia do palco com técnica apurada e métodos sofisticados. No seu cast estão os principais artistas do circo mundial, os mais refinados e criativos. Até as vestes dos malabaristas, ginastas e outros artistas parecem saídas de alguma pintura de Matisse. Pois, ante a crise do coronavírus, o Cirque du Soleil cancelou shows em vários países — o que, de pronto, aumentou o seu endividamento (a crise é anterior a vírus, mas foi agravada). Seus dirigentes estudam, devido ao endividamento, pedir falência.

Parte da equipe do Cirque du Soleil já foi dispensada. Segundo a Agência Reuters, “a suspensão dos shows afeta mais de 4,6 mil empregados, correspondente a 95% da mão de obra do Cirque du Soleil. Os problemas atuais na saúde financeira do grupo foram exacerbados por uma dívida assumida de US$ 1,5 bilhão em 2015, que resultou na empresa de private equity TPG adquirindo uma participação majoritária nas ações do Cirque du Soleil”.

O cancelamento dos shows em 2020 levará a perdas financeiras incontornáveis, por isso a Consultoria de investidores Moody’s Investors Service avalia que será difícil o Cirque du Soleil se reestruturar de modo sustentável. Portanto, informa a Reuters, “há um ‘alto risco’ de que o Cirque du Soleil não consiga pagar suas dívidas”.

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