Crise entre Caiado e Baldy deve provocar debandada de prefeitos rumo ao governo

O deputado Professor Alcides deve migrar para o MDB. Mas a maioria dos prefeitos seguirá com o governismo. Progressistas pode se tornar um partido nanico

Deputado federal Professor Alcides Ribeiro| Foto: Divulgação

A tendência é que a base do PP em Goiás se torne caiadista e deixe de ser baldysta, em breve. Basta um aceno do governador Ronaldo Caiado, do partido Democratas.

Há clima de debandada no PP. A crise entre Ronaldo Caiado e o ex-ministro Alexandre Baldy deixou os prefeitos em polvorosa. A maioria deles já informou que vai continuar na base do governador e, se necessário, deixará o partido.

O deputado federal Professor Alcides Ribeiro também deve deixar o PP, mas a tendência é que se filie ao MDB. Porque o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, teria dito que vai apoiar sua reeleição.

Como não há janela partidária agora, o vereador Sandes Júnior não pode deixar o partido. Mas ele é, dos vereadores de Goiânia, um dos mais próximos do governador Ronaldo Caiado e de Marcos Cabral (são amigos). Na eleição de 2020, um grupo do PP, liderado por Oséias Varão, fez o impossível para impedir a candidatura de Sandes Júnior, que é amigo do presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira.

Sandes Júnior disputou a eleição e, tendo sido o mais votado do partido, foi eleito. Mesmo assim, no lugar de ficar “contente” por eleger um vereador na capital — coisa que o PP não conseguia há anos —, Oseias Varão decidiu recorrer à Justiça para retirar o ex-deputado federal da Câmara Municipal de Goiânia. Até agora, a cúpula estadual do Progressistas nada fez para conter a ação proposta contra um dos mais longevos líderes do partido em Goiás.

Com dois deputados federais, Professor Alcides e Adriano “do Baldy” Avelar, dois deputados estaduais, Josué Gouveia e Coronel Adailton, e um vereador em Goiânia, Sandes Júnior, além de vários prefeitos — como o de Anápolis, Roberto Naves —, o Progressistas é um partido de porte de médio para grande. Se for realmente esvaziado, se tornará um partido nanico em Goiás, mas, claro, ainda forte no país.

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