CPI vai investigar festança de R$ 1,5 milhão patrocinada pelo prefeito de Goianésia

Vereadores dizem que é constante a falta de medicamentos nos postos de saúde. Mesmo assim, Renato de Castro banca o Goianésia Mix Festival

Renato de Castro: o prefeito que patrocina festas caras e, segundo vereadores, não cuida da saúde dos moradores de Goianésia

Renato de Castro não é da família de Raúl Castro, o ditador de Cuba, mas se comporta como se fosse. Não à toa, provando certa conexão com o castrismo do Caribe, a Prefeitura de Goianésia é dirigida por dois Castros — Renato e Fião, o pai”, afirma um vereador. “As pessoas que procuram os postos de saúde de Goianésia reclamam da falta constante de medicamentos”, afirma outro vereador. “O que o prefeito de Goianésia gosta mesmo é de festa”, afirma um ex-vice-prefeito. Pois a Câmara Municipal decidiu instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para saber por quais motivos Renato de Castro, o Fiãozinho, torrou com o Goinésia Mix Festival, um carnaval fora de época, R$ 1,5 milhão. A lei orçamentária, afiançam os vereadores, sustenta que o gasto não poderia ter ultrapassado R$ 716 mil.

Vereadores garantem que o prefeito Renato de Castro pressiona a Câmara Municipal e tenta controlá-la. Mas a maioria não aceita as pressões e segue independente. Vereadores de vários partidos votaram pela abertura da CPI:

1 — Edvam da Costa Silva (PRB)

2 — Heverton Fonseca (SD)

3 — Jefferson Siqueira (PMN)

4 — Jota Carlos (PP)

5 — Marcos Pernambuco (PDT)

6 — Mauricinho André (PSDB)

7 — Moisés Lino (PSDB)

8 — Valdomiro Baiano (Podemos).

Consta que até vereadores da base de Renato de Castro estão com vontade de apoiar a CPI. Mas temem perder cargos na prefeitura. Já a população estaria irritada com as festas do prefeito e a escassez de obras consistentes. “Renato é o prefeito do ‘vou fazer’. O problema é que não faz”, afirma um ex-vice-prefeito. “Ele faz sim… festas”, contrapõe um vereador.

O Ministério de Público de Goianésia, um dos mais atuantes de Goiás, apontado como independente ao poder de pressão de Renato de Castro, também deve proceder investigação a respeito do show milionário. “Em tempo de crise, embora seja necessário não perder a alegria, o mais importante é atender as necessidades básicas da população”, afirma um vereador.

Há quem aposte que, se a Justiça Eleitoral não cassar Renato de Castro, sob acusação de abuso do poder econômico na eleição de 2016 — a decisão deve sair em outubro —, a Câmara Municipal dificilmente deixará de votar seu impeachment. Políticos até do PMDB dizem, em off, que o prefeito “não é agregador” e se comporta como se “não precisasse de aliados”.

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