Proposta de taxa será teste para dimensão da base aliada

O segundo semestre legislativo começa nesta terça-feira, 10, na Câmara de Goiânia com polêmica à vista nos debates do plenário: é que o retorno das atividades começa a tramitar o projeto da taxa de limpeza urbana, enviado pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos) para apreciação dos vereadores no primeiro dia do recesso do meio de ano.

Nos bastidores, vereadores integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira parada do projeto do Paço na Câmara, afirmam que a proposta de nova taxa será alvo de “série de diligências”. A mais importante delas, disse a interlocutores o vereador Henrique Alves (MDB), presidente da comissão, é que questiona a previsão de valor.

O texto enviado pelo prefeito prevê que a Prefeitura defina o valor por decreto. “Pior do que criar a taxa seria criar uma taxa com boleto em branco para a prefeitura preencher”, diz um vereador. Na prática, a diligência é uma espécie de devolução do projeto, com prazo de retorno, para que as informações solicitadas sejam apresentadas.

A proposta de criação da taxa de limpeza urbana é vista no Paço Municipal e na Câmara de Goiânia como o teste de fogo da formação da base de Rogério Cruz (Republicanos) no Legislativo. Nos bastidores, a articulação política do Executivo e os vereadores mais próximos ao prefeito já tentam marcar os votos considerados certos na proposta.

A avaliação é que nem o então prefeito Iris Rezende (MDB) desfrutou de base de sustentação tão ampla quanto a de Rogério, que na prática só tem como opositores declarados Mauro Rubem (PT), Santana Gomes (PRP) e Kleybe Morais (MDB). Mas, na avaliação de integrantes do Legislativo e do Executivo, isso não significa, nem de longe, que a taxa será aprovada com facilidade. A aposta hoje é num acordo para retirada do texto da pauta da Casa.