Eles circulam pelos bairros, articulam com líderes comunitários e sugerem que o olho no olho e o contato pessoal ainda valem mais

O Jornal Opção conversou com 11 candidatos a vereadores, na semana passada. Todos não estavam em gabinetes nem nas redes sociais. Estavam nos bairros, dialogando diretamente com os eleitores.

O repórter perguntou: “Mas a campanha mais forte não será nas redes sociais e por WhatsApp?” Nenhum dos 11 ouvidos concordou.

Os candidatos disseram que redes sociais e WhatsApp são mais aglutinar a militância, motivá-la. Mas, para convencer os eleitores, é mesmo preciso ir onde estão.

Eles apostam que quem ficar em redes sociais vai perder a eleição. Sugerem que os votos dos que estão nas redes sociais já estão mais ou menos definidos. Por isso é mais importante buscar o voto de quem ainda não se definiu.

Manter contato com líderes comunitários — desde que respeitados — é, segundo os entrevistados, mais produtivo do que ficar enviando vídeos bem-feitos e agradáveis para internautas. O excesso de material que circula nas redes faz com que, em geral, as pessoas nem prestem atenção direito naquilo que recebem. Entretanto, os contatos nos bairros, sobretudo se mediados por pessoas acatadas pelas comunidades, podem render muito mais em termos eleitorais. Pelo menos é assim que pensam os candidatos.

Os postulantes a um mandato de vereador sugerem que, para cargos executivos (são poucos os candidatos em cada cidade), as redes sociais e o WhatsApp podem funcionar melhor. Mas, para o Legislativo, não são adequados.