Bruno Peixoto pode ser o vice para Daniel Vilela ganhar no primeiro turno?
09 maio 2026 às 21h00

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O presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (União Brasil), e alguns deputados estaduais circularam por cidades do Entorno de Brasília — como Planaltina, Padre Bernardo e Cristalina — na semana passada.

De acordo com uma fonte, por onde passou, Bruno Peixoto foi “praticamente aclamado como o vice que pode ajudar o governador Daniel Vilela (MDB) a ser reeleito no primeiro turno”.
Sabendo que é melhor cuidar do passarinho que está na mão do que daquele que está voando, Bruno Peixoto está cuidando mesmo é de sua pré-campanha para deputado federal. Há quem postule que ele pode ser o mais votado do pleito deste ano, ao lado de políticos como Silvye Alves (União Brasil) e Lucas do Vale (PSD).

Ainda assim, Bruno Peixoto está sempre aberto a conversações. “A vice lhe interessa. E muito”, sustenta um deputado.
No momento, o vice preferido de Bruno Peixoto é o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha. Porém, o líder do PRB parece não ser o “preferido” da base governista.

Então, por volta de julho, Bruno Peixoto pode ser anunciado como vice? Não se sabe. Mas, se for vice, a tendência é que banque Gustavo Mendanha para deputado federal. Seria o seu candidato.
Quem está mais no jogo para vice são: Adriano da Rocha Lima, José Mário Schreiner e Luiz Carlos do Carmo. Todos filiados ao PSD do ex-governador Ronaldo Caiado.

Adriano da Rocha Lima é o nome preferido do pré-candidato a presidente da República pelo PSD, Ronaldo Caiado. Mas precisa se viabilizar na base. Ele tem conversado com lideranças expressivas do interior, como o ex-prefeito de Rio Verde Paulo do Vale (PSD).
O grupo de Paulo do Vale (PSD), que inclui o deputado Lucas do Vale (PSD) e o prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo (MDB), demonstra ter interesse em apoiar Adriano da Rocha Lima. Mas também tem conversado com Luiz Carlos do Carmo.

José Mário Schreiner é a aposta do Agro para a vice de Daniel Vilela. Tem prestígio em todo o Estado. Mas há uma resistência forte à sua postulação. Ela vem de Rio Verde. O grupo de Paulo do Vale não tem nenhum entusiasmo com sua indicação para vice. Pelo contrário, articula contra.
Paulo do Vale mantém forte ligação com o Agro em Rio Verde e demais municípios da região. O que é um sinal de alerta para José Mário Schreiner.

Luiz Carlos do Carmo é forte para vice porque representa a força da igreja Assembleia de Deus — dirigida pelo bispo Oídes José do Carmo, seu irmão. Conta também com o apoio do prefeito de Bela Vista de Goiás, Eurípedes José do Carmo, outro irmão.
O ex-governador Ronaldo Caiado e o governador Daniel Vilela têm apreço por Luiz Carlos do Carmo. E, como se sabe, o voto dos evangélicos é mais coeso, militante e engajado. Por isso diz-se que, por enquanto, o ex-senador está no pole position — é o Kimi Antonelli da política de Goiás.

Gustavo Mendanha, ao contrário do que alguns pensam, não saiu do páreo. Ele é articulado e representa a região metropolitana de Goiânia, cujo eleitorado pode ser o elemendo definidor da eleição de 2026, ao lado do Entorno de Brasília.
Os nomes de Júnior Friboi e da deputada federal Flávia Morais (MDB) têm sido apontados como possíveis vices. Mas Flávia Morais tem dito que prefere ser candidata à reeleição. O empresário e produtor rural estaria sem filiação partidária.

Se Wilder Morais renunciar à candidatura, a tendência é que o PL indique o vice de Daniel Vilela. Poderá ser o vereador Major Vitor Hugo, o primeiro-amigo de Jair Bolsonaro em Goiás. O senador pode ser o vice? Ele chegou a ser sondado, há algum tempo.
Frise-se que o senador não tem falado em renunciar, mas, se o fizer, a ação será recebida com festa por vários líderes do partido, como o deputado federal Gustavo Gayer e o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa. Talvez por todos os membros do Partido Liberal. (E.F.B.)


