PL de Daniel Vilela pode acabar se tornando maior do que PL de Wilder Morais
09 maio 2026 às 21h00

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No Partido Liberal de Goiás, militantes dizem, na surdina, que o senador Wilder Morais — pré-candidato a governador — é conhecido como “Choque de Pilha”.
O apelido tem a ver com o fato de que a presença de Wilder Morais, entre os eleitores de Goiás, é “fraca”, como um “choque de pilha”.
Na semana passada, enquanto o governador Daniel Vilela, pré-candidato à reeleição circulava pelo Estado de Goiás, dialogando com os goianos, Wilder Morais circulava por Miami, funcionando como um embaixador informal na loja Louis Vuitton, cujos produtos figuram entre os mais caros do mundo. Ele estava acompanhado do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e de um homem com uma mala preta.

Na ausência de Wilder Morais, que aprecia jogar parado — à espera de um milagre bolsonarista, que certamente não virá —, membros relevantes do PL estão migrando para o lado de Daniel Vilela. Porque o governador é presente e receptivo.
Com quem os membros do PL podem contar: com Wilder Morais, que prefere ir à Louis Vuitton em Miami — sendo que há uma loja no shopping Flamboyant, em Goiânia —, ou com Daniel Vilela, que é acessível? “Com Daniel, é claro”, sintetiza um integrante do partido.

O exército do PL que hoje apoia Daniel Vilela é maior e mais consistente do que o exército do PL que apoia Wilder Morais.
Entre os membros do PL que apoiam Daniel Vilela estão aqueles que realmente têm voto: Amauri Ribeiro (deputado estadual), Carlinhos do Mangão (prefeito de Novo Gama), Gustavo Gayer (deputado federal), Magda Mofatto (deputada federal), Major Vitor Hugo (vereador em Goiânia), Márcio Corrêa (prefeito de Anápolis), Ugton Batista (secretário da Cultura de Goiânia). Há outros, muitos outros.

Frise-se que, dos citados, o único que ainda pode acompanhar Wilder Morais, quando ele aparecer em Goiás, será Major Vitor Hugo. Mas o ex-deputado federal tem simpatia por Daniel Vilela e é ligado a Márcio Corrêa.

O lado de Wilder Morais figura um exército de Brancaleone (que não usa Louis Vuitton nem Prada, são adictos de roupas da C&A e da Riachuelo): Baiano do Wilder, Delegado Eduardo Prado (Wildinho é deputado estadual), Juninho Cardoso do Wilder (assessor parlamentar), Major Araújo (deputado estadual), Maycllyn Carreiro (prefeito de Morrinhos, sob investigação do Ministério Público, por causa da área de saúde), Nenzão do Wilder (já chegou a ser preso) e Wilson Silvestre (porta-voz “voluntário”).
Em suma: o bolsonarismo está cada vez mais com Daniel Vilela em Goiás. (E.F.B.)

