Assediado pelo PT, Marconi Perillo prefere aliança com Wilder, no 2º turno, por causa do bolsonarismo
09 maio 2026 às 21h00

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Assediado pelo PT de Lula da Silva e Delúbio Soares — pré-candidato a deputado federal —, o pré-candidato a governador de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo, tem conversado e desconversado com petistas de proa.
Marconi Perillo é o pré-candidato preferido do presidente Lula da Silva, do presidente do PT nacional, Edinho Silva, e de Delúbio Soares, ex-tesoureiro nacional do PT. Porque acredita-se que terá condições de montar um palanque mais encorpado para a reeleição do petista-chefe.
Pesquisas de intenção de voto mostram que Lula da Silva vai mal em Goiás — bem atrás de Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro, pré-candidatos a presidente da República, respectivamente, do PSD e do PL. A cúpula petista postula que, se firmada uma aliança com Marconi Perillo, o líder red poderá até continuar em terceiro lugar, mas aumentaria seu percentual.

A pedra no caminho é exatamente Marconi Perillo. Com pesquisas nas mãos, examinadas com lupa, o tucano-chefe teria chegado à conclusão de que uma aliança com o PT equivale, em termos políticos, a caixão e vela preta. Porque o eleitorado conservador em Goiás é amplo e forte.
De acordo com a versão exposta por petistas, Marconi Perillo acredita que irá para o segundo turno. Por isso, aposta que vai precisar do apoio do PL de Wilder Morais, quer dizer, do bolsonarismo. O ex-governador estaria apostando que seu rival, na disputa final, será o governador Daniel Vilela, do MDB. “Wilder Morais é como um choque de pilha — não tem energia”, pontua um tucano.
Petistas de proa fazem uma avaliação pertinente do quadro. “De que adianta levar Wilder Morais, no segundo turno, se Marconi Perillo não levar o PL? Porque o PL tende a fechar com Daniel Vilela. Aliás, a maioria de suas figuras mais expressivas — o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, e o deputado federal Gustavo Gayer — não apoia Wilder Moraes e, desde já, está com Daniel Vilela. Wilder não representa o voto do PL em Goiás. O voto do PL no Estado é de Gustavo Gayer, Márcio Corrêa e Major Vitor Hugo — nenhum deles próximo do senador”, disserta um petista.
Há outro risco, de acordo com um petista de Brasília: “Marconi Perillo aparece em segundo lugar, atrás de Daniel Vilela e na frente de Wilder Morais. Porém, se o caso Banco Master & Daniel Vorcaro explodir em suas mãos — pois recebeu 14 milhões do banco liquidado —, sua imagem poderá ruir. Então, poderá perder o segundo posto para Wilder Morais. Embora ele não saiba, é muito provável que sua única salvação seja o PT, que conta com uma força político-eleitoral substancial, coesa e leal”.
O fato é que Marconi Perillo está dizendo “não” ao PT. Em tempo integral. Só que, até agora, não recebeu o “sim” das direitas. (E.F.B.)

