A máquina pública sempre teve um peso decisivo nas eleições de Bonópolis, no Norte de Goiás, nas proximidades de Porangatu.

Em 2012, Bete do Edilberto foi eleita com 60,98% dos votos. Na disputa seguinte, em 2016, foi eleita com 50,75%. Seu adversário, Dioclécio (Deocleciano) Araújo de Araújo (Didi) obteve 49,25%. A diferença entre os dois foi de 39 votos.

Noutras palavras, a máquina foi decisiva para vencer o então candidato da “mudança”, do “novo” — Dioclécio Araújo de Lira (União Brasil).

Bete do Edilberto

Em 2024, daqui a oito meses, o quadro estará invertido: Dioclécio está no poder. Ou seja, tem o controle da máquina, mas também tem desgaste político e, inclusive, no plano pessoal, declaram adversários.

A grande adversária de Dioclécio será, possivelmente, Bete do Edilberto. Os dois estão praticamente empatados. “Mas a disputa em Nerópolis depende muito de dinheiro. E hoje quem tem mais dinheiro é o prefeito, e não a oposicionista”, diz um líder local. (E.F.B.)