Baldy pode disputar o governo e Daniel Vilela o Senado ou vice-versa

A operação de 2022 passa pela discussão de 2020 em Goiânia, quando Vanderlan Cardoso deve comandar o processo e pode bancar Francisco Júnior

A decadência do PSDB, que não tem mais líderes de expressão em Goiás, ao menos não presentes no debate, está movimentando o quadro político. No momento, não se pode frisar que há uma oposição firmada contra o governador Ronaldo Caiado (DEM). O ex-deputado federal Daniel Vilela, presidente do MDB, ensaia uma oposição, mas parte de seu partido trabalha com o gestor estadual. O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, é caiadista, assim com o deputado Bruno Peixoto, que, por sinal, é líder do governo Caiado na Assembleia legislativa. Mas a Comissão de Ética do MDB expulsou alguns emedebistas — como os prefeitos Adib Elias, de Catalão, e Paulo do Vale, de Rio Verde —, o que sinaliza que Daniel Vilela quer fazer oposição.

Uma oposição moderada e propositiva está sendo construída a partir do PP do ex-ministro Alexandre Baldy, do senador Vanderlan Cardoso e do deputado federal Adriano do Baldy. A intenção do trio é criar uma espécie de segunda via — em substituição ao PSDB do ex-governador Marconi Perillo — para a disputa tanto da eleição para prefeito em 2020 quanto para governador e senador em 2022. A intenção é formatar um novo grupo político que inclua, entre outros, MDB, PP e PSD.

O PP e o MDB, se o candidato a prefeito deste for Maguito Vilela, manteriam a aliança de 2018 em 2020. Mas o PP não apoia o prefeito Iris Rezende, que deve disputar a reeleição. Aliança só com Maguito Vilela e Daniel Vilela. O PP, portanto, está livre, leve e solto para a disputa do próximo ano. Vanderlan Cardoso, que tem carta branca para operar a disputa em Goiânia, está conversando com os deputados federaisl Francisco Júnior, do PSD, e Elias Vaz, do PSB.

As chances maiores de uma aliança são com Francisco Júnior. Porque seu partido, o PSD, não tem candidato a governador para 2022. Portanto, pode fechar alianças para 2020 e 2022. Elias Vaz e Vanderlan Cardoso são amigos há anos e pertenceram ao mesmo partido, o PSB. Mas o PSB de Elias Vaz tem candidato a governador em 2022: o senador Jorge Kajuru. Mais: na campanha de 2018, Kajuru fez ataques pesados a Vanderlan Cardoso. Os dois voltaram a conversar, mas, na política, quem bate esquece, mas quem apanha jamais esquece. A tendência é que, adiante, voltem a terçar forças. Portanto, Kajuru “tira” Elias Vaz de uma possível aliança com Vanderlan Cardoso.

Há quem aposte que Vanderlan Cardoso, no final, será candidato a prefeito de Goiânia. Mas o senador afirma que não vai disputar. Alexandre Baldy poderia ser candidato na capital, como o nome da renovação consistente? Poderia, mas seu jogo principal não é para o próximo ano.

O jogo principal é mesmo o de 2022, com 2020 sendo tão-somente — ainda que importante — a entrada ou o aperitivo. Como está longe, o jogo ainda não pode ser inteiramente armado. Mas há algumas tendências. Se a eleição fosse hoje, e claro que não será, o candidato a governador da aliança MDB-PP seria Daniel Vilela — com Alexandre Baldy para senador.

Mas há outras duas jogadas. Primeira: Alexandre Baldy pode ser o candidato a governador e Daniel Vilela o postulante ao Senado. Se Maguito Vilela for candidato em Goiânia, sobretudo se for eleito, pode ser o projeto dominante. Porque seria difícil o prefeito bancar o filho para o governo — dois cargos executivos.

Segunda: Vanderlan Cardoso poderia disputar o governo e Daniel Vilela o Senado. Aí o suplente de Vanderlan Cardoso, Pedro Chaves, do MDB, assumiria por quatro anos, no caso de vitória do líder do Progressistas. Porém, como Vanderlan Cardoso já tem mandato, a tendência é Daniel Vilela e Alexandre Baldy figurarem na chapa majoritária. Se tudo ocorrer de acordo com o previsto, só falta definir a posição na chapa.

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Ronan

Só pensam no poder esses canalha vao casar o que fazer urubus