Baldy: permanência da Caoa/Hyundai é importante pra economia de Goiás e de Anápolis

O ex-ministro frisa que a defesa do Estado e dos goianos está acima de quaisquer questiúnculas políticas

Alexandre Baldy, ex-ministro e secretário do governo de João Doria | Foto: Divulgação

Os Estados Unidos, o país rico do mundo, não impedem que seus Estados ofereçam incentivos fiscais. “Quando foi para a Carolina do Sul, a Amazon negociou uma isenção de cinco anos nos impostos sobre as vendas, como pré-requisito para construir seu centro de distribuição”, diz Franklin Foer no livro “O Mundo Que Não Pensa — A Humanidade Diante do Perigo Real da Extinção do Homo Sapiens” (Leya, 236 páginas, tradução de Debora Fleck). Incentivos fiscais, notadamente em países continentais, como o Brasil e os EUA, são um fenômeno global. Não há outra maneira de desenvolver certas regiões sem incentivos para as indústrias. É a regra. Mesmo o governo de São Paulo, Estado que tem PIB maior do que o de países importantes da América Latina, está incentivando a GM para que permaneça no Estado.

Em Goiás, políticos que pensam na população — em empregos, diretos e indiretos, e em mais arrecadação para os governos (a curto, médio e longo prazo —, não devem partilhar da aventura populista (de matiz eleitoral) de se posicionar contra os incentivos fiscais. O ex-ministro Alexandre Baldy, presidente do PP em Goiás e secretário do governo de João Doria em São Paulo, defendem a permanência das empresas incentivadas em Goiás, como s Caoa/Hyundai, instalada em Anápolis. O ex-deputado federal frisa que a Caoa gera mais de mil empregos no município, e há os empregos indiretos. “Não dá para imaginar mil pais de famílias desempregados”, frisa. Baldy afirma que a economia funciona de modo integrado, e, assim, uma cidade que tem uma unidade da Caoa/Hyundai se torna interessante para investidores de outras áreas, que percebem a cidade como tendo condições de instalar grandes empreendimentos. “A empresa é uma referência positiva”, afirma o ex-ministro.

Baldy diz que, quando defende a permanência dos incentivos fiscais e a Caoa/Hyundai, não está fazendo política partidária, e sim a defesa da economia de Anápolis, de Goiás e do Brasil. Não é nada contra o governador Ronaldo Caiado, mas uma defesa do desenvolvimento e do crescimento do Estado.

O ex-ministro frisa que seu projeto político não passa por uma aliança com Ronaldo Caiado, mas, em termos de economia, é preciso trabalhar juntos. “Goiás e os goianos estão acima de quaisquer questiúnculas políticas”, sublinha.

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