Auxiliares de prefeito estariam exigindo propina pra passar escritura de lotes em distrito industrial

Não se sabe se o prefeito está envolvido na falcatrua. Mas dois auxiliares estariam exigindo de 500 a 800 mil reais

Há uma história narrada apenas nos bastidores, por empresários, que receiam colocá-la à luz do dia. Quando foram instados a implantar unidades de suas empresas no distrito de um município, industriais receberam a informação de que, depois de algum tempo, as áreas seriam repassadas para seus nomes ou para suas empresas. No entanto, quando solicitaram a escritura, descobriram que auxiliares do jovem prefeito estavam exigindo de 500 mil a 800 mil reais para repassá-las.

Os empresários assustaram-se, pois isto, a propina, não havia sido combinada no momento em que o prefeito conseguiu convencê-los a instalar o empreendimento no município. Mesmo assim, e sentindo-se desconfortável, ao menos um deles fez uma contraoferta: pagaria 50 mil reais. No entanto, o emissário do prefeito radicalizou: 500 mil reais ou nada feito. O empresário, constrangido, decidiu abandonar as tratativas. Em seguida, noutra ocasião, teria oferecido 200 mil reais. O emissário voltou a dizer “não”.

Sabendo que a escritura estava num cartório, o empresário dirigiu-se para lá. Descobriu que os documentos haviam sido recolhidos pela prefeitura.

Os empresários continuam com seus negócios no distrito industrial do município da Grande Goiânia, mas persistem sem as escrituras dos imóveis que lhes foram prometidas. Um deles teria dito: “Há políticos jovens que, em termos de probidade, nasceram ‘velhos’”.

Mas não se sabe exatamente se o prefeito está exigindo propina. Pode ser tão-somente secretários que, quem sabe sem autorização, falam em seu nome.

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