Dias antes da demissão em massa que implodiu o aparelhamento do Vanguarda na Prefeitura de Goiânia, o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) havia exigido o cessar das agressões entre vereadores, mas não foi atendido.

De acordo com os ouvidos, na terça-feira, 31, Câmara e Prefeitura.de Goiânia foram surpreendidos pelos ataques de cunho pessoal deferidos pelo vereador Paulo Magalhães (União Brasil), integrante do bloco, ao vereador decano Anselmo Pereira (MDB). “O prefeito não conseguia acreditar. Os relatos do que havia acontecido eram terríveis”, relata um assessor do Paço.

Na tarde do mesmo dia 31 de outubro, o próprio Anselmo levou ao prefeito uma coletânea de vídeos feitos por visitantes e servidores que testemunharam os ataques de Paulo. “Foi uma onda de solidariedade, poucas vezes a gente viu uma comoção tão grande”, conta um membro da equipe do decano (…) Foi um erro fatal partir para o ataque assim”, afirma um vereador.

Entre os diversos pedidos (não atendidos) que o prefeito fez, um em especial o teria deixado mais aborrecido. No sábado, 28, durante as atividades do Mutirão da Prefeitura, Rogério chamou o secretário Diogo Franco (Desenvolvimento e Economia Criativa), irmão de Igor, e deu ordem expressa para o fim dos embates. Entretanto, o auxiliar não agiu de acordo.

“O prefeito deu poder e espaço demais para o Vanguarda. Quando mandou que os ataques ao presidente (da Câmara de Goiânia, vereador) Romário (Policarpo) parassem e foi desobedecido, ele se deu conta de que os vereadores do bloco podiam se voltar contra ele também”, analisa um auxiliar do mandatário. “Para piorar, já estava parecendo que o prefeito estava por trás dos ataques. Estava insustentável”. (A.B)