Ana Carla e Thiago Peixoto são eleitos como melhores secretários do governo Marconi Perillo

Ana Carla e Thiago Peixoto: a primeira deixou o Estado mais enxuto para atravessar a crise nacional e o segundo criou programas para incentivar o crescimento e o desenvolvimento de Goiás

Ana Carla e Thiago Peixoto: a primeira deixou o Estado mais enxuto para atravessar a crise nacional e o segundo criou programas para incentivar o crescimento e o desenvolvimento de Goiás

O Jornal Opção ouviu alguns presidentes de partidos políticos, deputados, vereadores, economistas e perguntou: “Qual foi o melhor secretário do governo de Goiás em 2015?” Das 30 pessoas ouvidas, entre segunda-feira, 21, e quarta-feira, 24, a maioria disse que é muito difícil avaliar sem conhecer detalhes da atuação de cada secretário. Um economista assinalou: “Sem saber detalhadamente o que todos fizeram, tenho dificuldade de avaliá-los de maneira equânime”. Mesmo assim, a partir do que leu em jornais e ouviu em encontros com políticos e auxiliares do governador de Goiás, Marconi Perillo, decidiu opinar.

Os secretários da Fazenda, Ana Carla Abrão, e de Gestão e Planejamento, Thiago Peixoto, empataram em primeiro lugar. Na sequência, o terceiro mais citado foi o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eliton.

Ana Carla é apontada como uma secretária corajosa, que decidiu enxugar a máquina do Estado e enfrentar inclusive empresários poderosos. Ope­rando com o apoio dos auditores fiscais, que perceberam que têm apoio integral para autuar sonegadores, em geral aqueles que são contumazes em não pagar impostos, a doutora em economia organizou as contas do governo, ao menos dentro do que era possível. Se o quadro de Goiás é bem melhor do que o de outros Estados — muitos estão atrasando salários, parcelando 13º, deixando de pagar o serviço da dívida —, isto se deve, em larga medida, à sua determinação e competência técnica. Esta é a opinião, sintetizada, de todos os entrevistados. Um economista apresenta uma ressalva: “Ana Carla precisa ser mais proativa, falar menos em crise. Não que a crise vá acabar por causa disso, mas injetar ânimo, o fato psicológico, contribui para aumentar os investimentos”.

Thiago Peixoto é visto como um secretário que formula e que, em tempo de crise, percebe novos caminhos para o desenvolvimento do Estado. Eco­nomista, fala pouco em crise e aposta que o crescimento econômico depende da vontade dos agentes do Estado. O Consórcio Brasil Central e o Goiás Com­petitivo são algumas de suas intervenções vistas como positivas. É um dos poucos que conseguem ter uma visão técnica e política do processo.

José Eliton é visto pelos entrevistados como um secretário equilibrado e que tem “imenso peso político”. O secretário da Saúde, Leonardo Vilela, foi elogiado pela eficiência e pela discrição. Vilmar Rocha foi mencionado por ter contribuído para a melhoria das relações do governo goiano com o Ministério das Cidades — o que vai representar um investimento de 508 milhões de reais em saneamento no Estado. A secretária da Educação, Raquel Teixeira, é apontada como eficiente. Mas ressalva-se que demorou a se empolgar com as organizações sociais na Educação e que isto contribuiu para o aumento e cristalização das críticas.

O secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, é visto como um profissional que entende do assunto, mas não é “assimilado” pelas políticas Militar e Civil. É notado como um “corpo estranho”.

Embora não seja secretário, e sim presidente da Agetop, Jayme Rincón foi citado como um dos auxiliares mais eficientes do governo. Ele é mencionado como um executivo que faz, com o perfil de profissionais da iniciativa privada. É tido como um dos poucos que conseguem vencer a burocracia, arrancar as ideias do papel e transformá-las em obras.

O Jornal Opção optou por manter os nomes dos votantes no anonimato. Porque, se alguns liberaram a publicação de seus nomes, outros optaram por não divulgá-los. Uns alegam razões de amizade com secretários não citados ou citados mais positivamente em comparação a outros auxiliares do governador tucano. Outros sugerem que, se citados, poderiam contribuir para gerar uma crise até partidária.

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