Aloizio Mercadante deve “cair” da Casa Civil para o Ministério da Educação

Renato Janine Ribeiro, um ministro nefelibata, deve ser dispensado pela presidente Dilma Rousseff. Talvez por telegrama ou sedex

Euler de França Belém

Comenta-se na Esplanada dos Ministérios e, sobretudo, no Palácio do Planalto que, como ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro [foto abaixo, da Agência Brasil] é um bom filósofo. Noutras palavras, não existe ministro da Educação. Janine Ribeiro é uma “presença-ausente”. Por isso a presidente Dilma Rousseff deve trocá-lo pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. A troca é positiva por dois motivos. Primeiro, tira um ministro tido como ineficiente e até nefelibata, Janine Ribeiro. Segundo, “tira” um ministro, Mercadante, que não está funcionando na articulação política e desagrada do PT ao PMDB.

Jaques Wagner é cotado para a Casa Civil. O ministro da Defesa é visto pelo PT e pelo PMDB como acessível e não arrogante. É o nome do presidente Lula da Silva, que pretende assumir, ainda que de maneira indireta, o controle do governo de Dilma Rousseff, para evitar seu impeachment, que seria o fim do PT, e não apenas da quarta gestão petista.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, foi demitido por telefone. É um recado para todos de que presidente criou coragem e não está brincando. Dilma Rousseff está cortando na própria carne — doa em quem doer — para salvar seu governo e evitar o impeachment. Marcelo Castro (PMDB-RJ) é o nome mais cotado para a Saúde.

O PMDB, para não aliar-se ao PSDB na aprovação do impeachment, vai ganhar o Ministério da Saúde e mais espaço no governo (são sete ministérios com poder e recursos financeiros). Noutras palavras, o PMDB vai ser “o” governo de fato, emparedando Dilma Rousseff, transformando-a no Sarney do PT.

O senador Jorge Viana, do PT do Acre, disse ao jornal “O Globo” que, “para salvar o governo, vamos piorar o governo”. Ao que um peemedebista esperto, como Michel Temer, poderia rebater: “Antes ter parte de um governo do que não ter nenhum governo”. Fernando Collor dormiu poderoso e acordou fora da Presidência da República, em 1992, por que, ao relutar em entregar os anéis, perdeu os dedos. Dilma Rousseff quer manter os dedos, pelo menos. A tese é a seguinte: se a economia melhorar, até 2018, o PT “não morre”.

O PMDB também deve assumir o controle do Ministério de Ciência e Tecnologia ou do Ministério da Cultura.

2 respostas para “Aloizio Mercadante deve “cair” da Casa Civil para o Ministério da Educação”

  1. Avatar Epaminondas disse:

    Na presidência da “Pátria Educadora” (slogan, que como tudo que saiu das mãos de João Santana, é mais falso do que uma nota de R$ 7), o ministério da educação só teve ministros das mais elevadas irrelevâncias. Como numa curva de rio, só parou coisas ruim.

    Agora o Ministério é usado para amparar demissão branca. Não tem como não dar certo e o Brasil despontar na educação — deste, claro, João Santana esteja cuidando de apresentar os resultados.

    Deveria trocar o nome do Ministério. Pode manter o “Da Educação”, mas deveria ser “Mistério da Educação”. É um mistério como uma administração que se dizia pautada para educação, trate a pasta como uma mera cadeira para políticos desprezíveis sentarem.

  2. Avatar Fernando disse:

    Nefelibata ou não, certamente Janine entende mais de Educação (com E maíusculo) do que o Mercadante. Este talvez entenda mais da Política do Trambique (PT), motivo pelo qual se mantém à tona.

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