O ex-deputado federal Aldo Arantes, do PC do B, disse ao Jornal Opção que sua pré-candidatura a senador está mantida. Ele não vai recuar.

O PC do B faz parte da federação com o PT e, por isso, terá uma vaga na chapa majoritária. O nome escolhido pelo partido é o de Aldo Arantes — um de seus integrantes mais representativos, tanto em termos locais quanto nacionais. (Aldo Arantes foi, por exemplo, presidente da UNE.)

Em Brasília, Aldo Arantes destacou-se como um dos mais atuantes deputados federais de Goiás.

Adriana Accorsi e Cíntia Dias (cotada para vice ou Senado) | Foto: Divulgação

PDT escapa da aliança de esquerda

Aos 87 anos, está perfeitamente lúcido, inclusive escrevendo livros nos quais desanca, intelectual e politicamente, o bolsonarismo. Ao lado de João Cezar de Castro Rocha, um dos mais notáveis intelectuais brasileiros, Aldo Arantes publicou um livro altamente qualificado sobre as guerras culturais do bolsonarismo. Trata-se de “Reconstruir a Democracia — União de Amplas Forças Políticas e Sociais Para a Luta Ideológica” (Editora Anita Garibaldi, 320 páginas).

A chapa da esquerda tende a ter membros do PT, Luis Cesar Bueno (para governador), do PC do B, Aldo Arantes (Senado), do Psol, Cíntia Dias (vice ou candidata ao Senado) e um do Partido Verde (vice ou Senado).

Luis Cesar Bueno, ex-deputado estadual: pré-candidato a governador pelo PT | Foto: Leoiran/Jornal Opção

No momento, o PDT opera para se juntar ao pré-candidato do PSDB a governador, Marconi Perillo. O PDT — nos bastidores controlado por um vereador, que é filiado noutro partido — planeja lançar um candidato a senador na chapa do tucano. O quase-escolhido é um procurador da Câmara Municipal de Goiânia.

Vale sublinhar que Marconi Perillo no momento apresenta-se como um político de centro-direita. Por isso estaria rejeitando aliança com o PT.

O PSB da vereadora Aava Santiago, que deve se alinhar ao PT, vai lançar Isaura Lemos para senadora. (E.F.B.)