Acordão não sai e Marcelo Baiocchi deve ser o próximo presidente da Fecomércio

Reunião não define candidato único, mas Marcelo Baiocchi prova que tem o apoio da maioria dos presidentes dos sindicatos

Marcelo Baiocchi: favorito para presidir a Federação do Comércio do Estado de Goiás | Foto: Fernando Leite

A eleição para presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio) será realizada em maio de 2018, mas as articulações já começaram. Há duas possibilidades: chapa única e disputa de duas chapas. O empresário Marcelo Baiocchi é apontado como pule de dez, inclusive por oposicionistas. O empresário José Carlos Palma permanece no jogo. Na segunda-feira, 20, presidentes de 26 candidatos se reuniram para discutir o lançamento de uma única candidatura. Inicialmente, definira-se que o grupo que apresentasse apoio do maior número de sindicatos indicaria o candidato a presidente.

À reunião compareceram 26 dos 29 sindicados. Marcelo Baiocchi levou 16 presidentes de sindicatos — o que não significa que os outros dez apoiam necessariamente José Carlos Palma. Os que apoiam Marcelo Baiocchi, além de explicitarem que bancam sua candidatura, assinaram um documento de apoio.

Citado como “altamente profissional”, Marcelo Baiocchi apresentou dez propostas detalhadamente (com o uso de data-show) e levou um folheto para os presidentes dos sindicatos acompanharem a exposição. E distribuiu botons. “Parecia candidato a presidente dos Estados Unidos”, comentou, impressionado, um apoiador da candidatura de José Carlos Palma.

José Carlos Palma não tem o apoio da maioria dos sindicatos | Foto: divulgação

José Carlos Palma optou por não apresentar pessoalmente suas propostas. Seu aliado Paulo Diniz apresentou-as — o que não agradou alguns dos presidentes de sindicatos, sugerindo que um líder não pode terceirizar sua posição de líder.

Estranhamente, José Carlos Palma disse que seu grupo ainda não tem definiu o candidato e sublinhou que pode ser ele ou outra pessoa. Chegou a sugerir que se prorrogasse o mandato do presidente da Fecomércio, José Evaristo dos Santos. Mas este disse que seria necessário mudar o estatuto, o que dá muito trabalho — alguns presidentes de sindicato abandonariam a instituição se isto acontecesse — e que já deu sua contribuição às lutas empresariais, indicando que é hora de renovar. O “recuo” de José Carlos Palma foi interpretado como sinal de fraqueza.

Racionalidade

O fato é que a reunião, da qual deveria ter saído um acordo, deu em nada, mas ficou evidente que José Carlos Palma não tem votos para derrotar Marcelo Baiocchi.

Se houvesse acordo, Marcelo Baiocchi, o candidato a presidente da Fecomércio, teria como primeiro-vice José Carlos Palma. No caso de disputa, que se anuncia, Marcelo Baiocchi vai bancar um dos cinco líderes do interior para seu primeiro-vice. Aí o grupo de José Carlos Palma fica fora do comando da Fecomércio — o que não é, no entendimento dos empresários, um atitude inteligente e pragmática de seu grupo. “Zé Carlos tem a opção de ficar com algum pedaço do poder ou com nada; no momento, se confirmar o que seu grupo está sustentando, não terá qualquer espaço na Fecomércio”, afirma o presidente de um sindicato. Acredita-se que, no final, a racionalidade predominará: a união é positiva para todos os grupos — sobretudo para a Fecomércio.

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