A delação premiada da bolsonarista Sara Winter

A líder do movimento 300 pelo Brasil estaria disposta a abrir o jogo sobre os “atos-antidemocráticos”

A ativista bolsonarista Sara Winter decidiu fazer delação premiada e abriu conversações com a Procuradoria-Geral da República. Segundo a revista “Veja”, “embora incipiente, uma negociação já está em curso”. Ela pretende abrir o jogo sobre os “atos-antidemocráticos”, dos quais era uma das supostas comandantes.

Sara Winter e o presidente Jair Bolsonaro: nos bons tempos| Foto: Reprodução

Sara Winter conversou, formalmente, com o procurador Aldo Costa. Ele opera o inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal que tem como objetivo investigar os financiamentos “das manifestações classificadas como antidemocráticas”. As manifestações atacaram o Supremo e pediram a instauração de uma ditadura no Brasil.

A revista afirma que Sara Winter estaria dizendo que, se entabular o acordo com a PGR, vai sair do Brasil. “Ela avisou a outros alvos do processo que” está “em vias de delatar”.

Aldo Costa não quis comentar o assunto com a “Veja”. Depois de negar que está em negociação, Sara Winter, sublinha a revista, “pediu um tempo para se manifestar”.

Líder do movimento 300 pelo Brasil, Sara Winter foi presa pela Polícia Federal por ações de combate à democracia.

Em prisão domiciliar, a bolsonarista — ou pós-bolsonarista — é monitorada por tornozeleira eletrônica.

É provável que a PGR receie que Sara Winter esteja tentando usá-la para conquistar apoio do bolsonarismo palaciano. Ela teria sido abandonada pelos aliados do presidente Jair Bolsonaro.

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