39 políticos que tendem a disputar mandato de deputado federal em 2022

Delegado Waldir, Flávia Morais, Zacharias Calil são considerados favoritos. João Campos, José Nelto e Adib Elias são apontados como candidatos altamente competitivos

Goiás elege, de quatro em quatro anos, 17 deputados federais. Nem sempre a renovação é grande, mas às vezes ocorre. Na eleição passada, a principal surpresa foi o médico Zacharias Calil, do partido Democratas, o terceiro mais votado, com 151 mil votos (espontâneos, pois não gastou quase na campanha). Outra surpresa foi a vitória do empresário Glaustin da Fokus, do PSC, até então um ilustre desconhecido no meio político. Flávia Morais, do PDT, sempre consistente, foi a segunda mais votada — superando o outsider Zacharias Calil. O mais votado foi, pela segunda vez, o deputado federal Delegado Waldir Soares, do PSL. Frise-se que sua votação não tem a ver com a vitória do presidente Jair Bolsonaro, pois na eleição anterior também havia sido o campeão de votos.

A lista a seguir não é, obviamente, precisa, até porque alguns dos citados podem não disputar mandato. O prefeito de Catalão, Adib Elias, é cotado para ser vice na chapa do governador Ronaldo Caiado. Adriano do Baldy, se Alexandre Baldy desistir de disputar o Senado, deve abrir espaço para ele na disputa de deputado federal (iria a deputado estadual, talvez).

Marconi Perillo é apontado como a grande aposta do PSDB. Porém, quando inquirido se irá postular uma vaga na Câmara dos Deputados, não diz que “sim” nem que “não” — sugere que se espere um pouco mais. Mas admite, aos amigos, que o pressionam, que não vai disputar mandato de governador. Se for candidato, em 2022, será a deputado federal. Sua estratégia será conquistar votos na maioria dos municípios. Há quem aposte que será um grande puxador de votos. Mas há quem avalie que sua rejeição ainda é alta.

A surpresa no PT pode ser Rubens Otoni desistir da reeleição. Ele poderá apoiar Kátia Maria para deputada federal. Há quem postule que chegou a hora de a deputada estadual Adriana Accorsi disputar mandato de deputada federal. Antônio Gomide, também do PT, é cotado para deputado federal.

A aposta do MDB de Anápolis deve ser Márcio Corrêa. Há quem acredite que, se o candidato a governador pelo MDB for Gustavo Mendanha, Daniel Vilela será, possivelmente, candidato a senador ou a deputado federal.

Vale lembrar que a eleição será realizada daqui a um ano e dez meses. Mas a movimentação político-eleitoral começa bem mais cedo.

1
Adib Elias/Podemos

Adib Elias: prefeito de Catalão | Foto: Reprodução

O prefeito de Catalão é cotado para ser o vice do governador Ronaldo Caiado em 2022. Ele foi reeleito, com votação expressiva e derrotando tanto o candidato do MDB, Elder Galdino, quando o candidato do PSDB, Gustavo Sebba. Seu partido, o Podemos, elegeu prefeitos de cidades importantes e será uma peça decisiva na disputa de 2022. Sua cúpula não quer ficar fora da chapa majoritária.

2
Adriana Accorsi/PT

Adriana Accorsi: deputada estadual | Foto: Divulgação

Aos poucos, Adriana Accorsi vai se tornando a principal estrela do PT em Goiânia. Ela é bem avaliada, foi bem votada para prefeita da capital. Se disputar a reeleição, tende a ser reeleita. Entretanto, se quiser se tornar uma política estadual, terá de ir para a Câmara dos Deputados. Porque então poderá manter mais contatos com os prefeitos do interior (as emendas são decisivas para abrir interlocução política com os líderes municipais).

3
Adriano do Baldy/PP

Adriano do Baldy: deputado federal | Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

Aliado do ex-ministro Alexandre Baldy, presidente do Progressistas, Adriano Avelar, ou “do Baldy”, é um candidato consistente. Ele anda por todo o Estado — é uma máquina para trabalhar, um verdadeiro workaholic — e dialoga com integrantes de vários partidos. Pode disputar mandato de deputado estadual? Só se Alexandre Baldy for candidato a deputado federal. Mas, como a preferência absoluta do ex-ministro é pelo Senado, Adriano do Baldy irá à reeleição, como um dos nomes mais competitivos. Está na lista dos parlamentares tops.

4
Alcides Cidinho Rodrigues/Patriota

Alcides Cidinho Rodrigues: deputado federal | Foto: Reprodução

O ex-governador Alcides Cidinho Rodrigues, do Patriota, não é um deputado que aparece. Mas contribui, de maneira eficaz, com suas bases. Daí a sua força eleitoral. É um dos principais aliados do governador Ronaldo Caiado.

5
Amauri Ribeiro/Patriota

Amauri Ribeiro | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O deputado estadual começou atuando com firmeza. Em seguida, talvez devido à pandemia, esfriou um pouco. É um parlamentar posicionado e, em determinados momentos, fez uma defesa firme do governo de Ronaldo Caiado. O problema da disputa para deputado federal é que precisa ampliar suas bases. Não pode ficar circunscrito a Piracanjuba — onde sua candidata a prefeita foi derrotada — e a Caldas Novas, para onde transferiu seu domicílio eleitoral.

5
Antônio Gomide/PT

Antônio Gomide: deputado estadual pelo PT | Foto: Divulgação/Campanha Antônio Gomide

O deputado estadual ainda não definiu seu destino político. Há quem acredite que pode sair do PT. Mas aliados sugerem que, se for confirmado que seu irmão, Rubens Otoni, não vai disputar a reeleição para deputado federal, é provável que o ex-prefeito de Anápolis busque uma vaga em Brasília.

6
Célio Silveira/PSDB

Célio Silveira, deputado federal pelo PSDB | Foto: Renan Accioly/ Jornal Opção

O deputado federal está sendo disputado pelo Democratas do governador Ronaldo Caiado e pelo MDB de Daniel Vilela. Há quem aposte que pode ocupar uma vaga numa chapa majoritária — como vice. No entanto, o mais certo é que dispute a reeleição. Ele contribuiu, de maneira decisiva, para a vitória de Pábio Mossoró (prefeito reeleito), em Valparaíso de Goiás, e do deputado federal Diego Sorgatto (prefeito eleito), em Luziânia.

7
Cristóvão Tormin/Progressistas

Cristóvão Tormin, prefeito de Luziânia | Foto: Reprodução / Facebook

Cristóvão Tormin tem fama de político bom de voto. Mas seu candidato a prefeito de Luziânia, Wilde Cambão (PSD), apesar da imensa estrutura, foi um verdadeiro vexame. Ficou em segundo lugar, mas bem distante do prefeito eleito, Diego Sorgatto (DEM). Vive-se um dilema. Wilde Cambão planeja disputar mandato de deputado estadual, mas Tormin é o chefe do grupo, portanto, se decidir que quer ir para a Assembleia Legislativa, o seu parceiro terá de sair da raia. Mas há a possibilidade de Tormin disputar mandato de deputado federal.

8
Delegado Waldir Soares/PSL

Delegado Waldir Soares: deputado federal pelo PSL | Foto: Reprodução

O deputado federal Delegado Waldir Soares é uma força da natureza. É recordista de votos nas duas últimas eleições. É como se tivesse um eleitorado cativo, que o banca em quaisquer circunstâncias. Ele pode disputa mandato de senador ou vice em 2022. Mesmo não tendo feito vários prefeitos, ampliou suas bases  no interior. O prefeito eleito de Planaltina, Delegado Cristiomário, do PSL, é de sua base.

9
Elias Vaz/PSB

Elias Vaz: deputado federal pelo PSB | Foto: Câmara dos Deputados

O deputado federal disputou a Prefeitura de Goiânia e não foi muito bem. Mas, para o Parlamento, é sempre bem avaliado pelos eleitores. Ele é atuante em Brasília. Tem chance de ser reeleito. Na eleição deste ano, como presidente do PSB, espraiou seu trabalho por várias cidades de Goiás, o que, certamente, contribuirá para aumentar sua votação em 2022.

10
Ernesto Roller/sem partido

Ernesto Roller: secretário de Governo| Foto: Francisco Costa / Jornal Opção

O prefeito de Formosa, Gustavo Marques, do Podemos, foi reeleito. Ele é aliado do secretário de Governo, Ernesto Roller. O ex-deputado e ex-prefeito é um político experiente e um articulador experimentado. É cotado para ocupar uma vaga tanto no Tribunal de Contas do Estado quanto no Tribunal de Contas dos Municípios. Mas há quem aposte que pode ser candidato a deputado federal.

11

Fátima Gavioli

Fátima Gavioli : secretária da Educação | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Secretária da Educação do governo de Goiás. Seu domicílio eleitoral não fica no Estado. Mas pode transferi-lo. Na campanha para prefeito, mostrou-se uma gigante, comunicando-se muito bem e articulando, politicamente, com extrema habilidade. Surpreendeu e agradou tanto candidatos quanto lideranças políticas. Como secretária, contribuiu para o Ideb elevado de Goiás. Sua imagem é cada vez mais positiva no governo de Ronaldo Caiado.

12
Flávia Morais/PDT

Deputada federal Flávia Morais (PDT) | Foto: Divulgação

A deputada federal foi a segunda mais votada na disputa eleitoral de 2018. Ela faz um trabalho de formiguinha no interior de Goiás, atendendo muito bem seus representantes. É uma parlamentar presente, que não aparece nas cidades apenas em época de eleição. Tende a ser eleita, sobretudo porque tem votos em grande parte dos municípios.

13
Francisco Jr./PSD

Francisco Júnior: deputado federal | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O deputado federal Francisco Júnior (PSD) era cotado para disputar a Prefeitura de Goiânia, mas abriu mão para o senador Vanderlan Cardoso. O parlamentar tem bom discurso e, embora discreto, é eficiente na sua atuação política. E tem amplo apoio em setores da Igreja Católica. Permanece como um candidato consistente, com chance de ser reeleito.

14
Glaustin da Fokus/PSC

Glaustin da Fokus: deputado federal | Foto: Divulgação

O empresário Glaustin da Fokus, evangélico da Assembleia de Deus, foi eleito deputado federal em 2018 de maneira surpreendente. Era, em termos políticos, um desconhecido. Na campanha para prefeito em 2020, o parlamentar circulou por todo o Estado, fortalecendo ou instalando novas bases político-eleitorais em várias cidades. Mesmo muitos de seus candidatos a prefeitos não tendo sido eleitos, o que importa, para ele, é que adquiriu novas bases em vários municípios. O deputado federal provavelmente terá uma votação maior em 2022.

15
Helio de Sousa/PSDB

Helio de Sousa: deputado estadual| Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O tucano Helio de Sousa sempre ganha para deputado estadual. Mas agora seu grupo político em Goianésia e adjacências (vale do São Patrício) quer emplacá-lo para deputado federal. Ele é a aposta dos empresários Otavinho Lage e Jalles Fontoura, do PSDB, para deputado federal. (O grupo deve bancar o delegado Marco Antônio Maia para deputado estadual).

16
Henrique Arantes/MDB

Henrique Arantes (MDB): deputado estadual | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

O deputado estadual Henrique Arantes é cotado para disputar mandato de deputado federal. Mas depende do projeto de seu pai, Jovair Arantes. Se Jovair for a deputado federal, o filho disputa a reeleição. O fato é que os Arantes reestruturaram suas bases no interior e avaliam que podem eleger um político de seu grupo para a Câmara dos Deputados em 2022. Henrique Arantes hoje é um dos mais próximos aliados de Daniel Vilela, presidente do MDB estadual.

17
Heuler Cruvinel

Heuler Cruvinel: ex-deputado federal | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O ex-deputado federal Heuler Cruvinel havia se retirado da política, dizia que estava satisfeito ao cuidar de seus negócios. Mas aliados consideram que pode mudar de oposição e disputar mandato de deputado federal, em 2022, pelo MDB (e não mais pelo partido Progressistas). Se realmente for postular, o médico Osvaldo Fonseca Júnior — são parentes — teria de sair do páreo. Porque não seria lógico o emedebismo bancar dois candidatos a deputado federal por uma mesma cidade, e disputando as mesmas bases eleitores.

18
Hildo do Candango/PTB

Hildo do Candango: prefeito de Águas Lindas| Foto: Ascom

O prefeito de Águas Lindas talvez seja o político mais popular da história do município. Ele foi eleito e reeleito com facilidade. Na campanha deste ano, ficou neutro. Por isso a campanha foi tão intensamente disputada. Se tivesse apoiado um dos candidatos que polarizaram, a vitória de um deles teria sido mais elástica. Para 2022, Hildo do Candango ainda não definiu seu projeto. Mas aliados dizem que deve ser candidato a deputado estadual ou a deputado federal. Dado o imenso eleitorado de Águas Lindas (quase 100 mil) e por ter um nome respeitado no Entorno de Brasília, o prefeito tem chance para deputado estadual ou federal.

19
Jânio Darrot/PSDB

Jânio Darrot: prefeito de Trindade | Foto: Reprodução

Jânio Darrot foi eleito e reeleito prefeito de Trindade e, em oito anos, modernizou a cidade. O município praticamente foi “recriado”, sofreu uma espécie de refundação. O prestígio do político e empresário é tanto que, mesmo sob grande adversidade, contribuiu, de maneira decisiva, para eleger seu candidato a prefeito, o jovem Marden Júnior. O prefeito é cotado tanto para disputar mandato de deputado federal quanto de senador e governador. Está cacifado. Ele se salvou da debacle geral do tucanato goiano.

20
João Campos/Republicanos

João Campos: deputado federal | Foto: Divulgação

O deputado federal João Campos foi o quinto mais votado em 2018, com 106.014 votos (3,50% dos votos). Ele trafega com desenvoltura por dois ambientes, o evangélico (é da Assembleia de Deus) e pelo policial (é delegado de Polícia Civil licenciado). É o principal líder do Republicanos em Goiás. Trata-se de um político discreto, que não aparece na mídia, exceto eventualmente, mas tem prestígio na Câmara dos Deputados e nos municípios que representa. Sua reeleição é tida como certa. Na disputa para prefeito de Goiânia, apoiou o vencedor, Maguito Vilela.

21
José Eliton/PSDB

José Eliton: ex-governador | Foto: Reprodução

O ex-governador de Goiás José Eliton, advogado gabaritado e atuante, não disse que será candidato a governador. Mas aliados do ex-governador Marconi Perillo o colocam na lista dos possíveis candidatos, até por ser um nome conhecido. Trata-se de um político de tradição mais técnica. Permanece ligado ao ex-gestor tucano. Se convocado, disputará? Talvez sim. Talvez não. Giuseppe Vecci, seu amigo, também pode disputar. Mas não quer.

22
José Nelto/Podemos

José Nelto: deputado federal | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O deputado federal José Nelto é um dos mais atuantes de Goiás, tanto na Câmara dos Deputados quanto na arena política em Goiânia. Na disputa deste ano, o parlamentar trabalhou, de maneira firme, em várias cidades, contribuindo, de maneira decisiva, para a vitória de Vanuza Valadares, em Porangatu, Janinho Pacheco, em Ipameri, Cida Tomazini, em Pires do Rio, Adib Elias, em Catalão, e Dr. Lucas da Santa Mônica, em Águas Lindas. Além de outros municípios. Para 2022, pode disputar a reeleição, mas também pode ser candidato a senador. O mais provável é que o Podemos pressione para a indicação do vice, talvez Adib Elias.

23

Kátia Maria/PT

Katia Maria: presidente do PT em Goiás | Foto: Divulgação

O PT de Goiás não se renova na Câmara dos Deputados. O deputado federal Rubens Otoni tem cadeira ativa. Mas isto pode mudar em 2022. Em Anápolis há quem aposte que o parlamentar deverá disputar mandato de governador ou de deputado estadual. Ou pode compor em alguma chapa majoritária, talvez com o MDB de Daniel Vilela. Se não postular mandato na Câmara, a tendência é que apoie Kátia Maria — presidente do PT e política articulada — para deputada federal. Antônio Gomide também está no jogo.

24
Leandro Vilela/MDB

Leandro Vilela: ex-deputado federal | Foto: Patrícia Neves

Comenta-se que Leandro Vilela não quer disputar mandato de deputado federal (já foi parlamentar). Mas, se for convocado pelo MDB — quer dizer, por Daniel Vilela e pelo prefeito eleito de Jataí, Humberto Machado —, poderá ir para a disputa.

25
Lincoln Tejota/Cidadania

Lincoln Tejota: vice-governador de Goiás

O vice-governador, se for barrado no baile, tende a disputar mandato de deputado federal. Entretanto, se for para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a tendência é que seu pai, Sebastião Tejota, se aposente e dispute mandato de deputado federal. Frise-se que Tejotinha prefere, claro, permanecer como vice para a disputa de 2022. O problema é que, para a vice, o meio-campo está tremendamente congestionado.

26
Lissauer Vieira/PSB

Lissauer Vieira: presidente da Assembleia Legislativa de Goiás | Foto: Divulgação

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás planeja disputar mandato de deputado federal em 2022. Na campanha deste ano, o seu partido, o PSB, não foi bem. Mas as alianças do parlamentar estão espraiadas por outros partidos. Ele contribuiu para a vitória de candidatos de várias legendas. Sobretudo, na campanha, conseguiu constituir bases político-eleitores em dezenas de municípios. Antes era um político de Rio Verde, agora é um político estadualizado. É cotado também para vice do governador Ronaldo Caiado.

27
Lucas Vergílio/Solidariedade

Lucas Vergílio: deputado federal | Foto: Divulgação

O deputado federal não obteve uma votação excepcional em 2018 (78.431 votos, ou 2,59%). Mas Lucas Vergílio, mesmo quando não elege prefeitos, conta com uma base eleitoral forte no interior. Sua chance de ser reeleito vão de média para alta. Prefeitos do interior elogiam seu trabalho, sobretudo na questão das emendas. É um político discreto, que quase não aparece na mídia, nem positiva nem negativamente.

28
Magda Mofatto/PL

Magda Mofatto: deputada federal | Foto: Divulgação

A deputada federal mobiliza uma estrutura gigante para sua campanha. Por isso sua votação em 2018 — 88.894 (2,93%) — não é considerada alta. Mas a empresária praticamente recriou suas bases eleitorais, ampliando-as. Mesmo onde um aliado não obteve resultado favorável, como em Caldas Novas — onde seu marido, Flávio Canedo, perdeu para para feito —, fortaleceu suas bases ou instalou novas bases eleitorais.

29
Major Vitor Hugo/PSL

Vitor Hugo: deputado federal | Foto: Luís Macedo/Agência Câmara

É o nome do presidente Jair Bolsonaro em Goiás. Seu problema é que o Delegado Waldir vai trabalhar outro nome para a disputa de deputado federal. Na eleição passada, Vitor Hugo obteve 30 mil votos e foi “carregado” pelo parlamentar mais experimentado. Agora, os dois estão em guerra. Só Bolsonaro, se fizer as pazes com Delegado Waldir, poderá pacificá-los. Sem o apoio do campeão de votos, o político bolsonarista terá dificuldade para se eleger. Mas ele tem feito um bom trabalho no interior, com vários prefeitos.

30

Márcio Corrêa/MDB

Márcio Corrêa: líder do MDB em Anápolis | Foto: Divulgação

O dentista e empresário Márcio Corrêa foi o terceiro mais votado na eleição para prefeito de Anápolis (16% dos votos), atrás apenas de Roberto Naves (o prefeito reeleito pelo partido Progressistas) e de Antônio Gomide (PT). O jovem emedebista fez uma campanha criativa e, sob seu comando, o MDB ressurgiu na cidade (elegeu duas vereadoras). Ele tanto pode ser candidato a deputado estadual quanto a deputado federal. Costuma dizer que está “dentro” do projeto do presidente do MDB em Goiás, Daniel Vilela, para a disputa de 2022.

31
Marconi Perillo/PSDB

Marconi Perillo: ex-governador de Goiás | Foto: Reprodução

O ex-governador Marconi Perillo é apontado por seus correligionários como o possível grande puxador de votos para 2022. A recuperação de sua imagem recomeçaria pelo Legislativo. Por enquanto, o tucano-chefe ainda tem uma rejeição muita alta. Mas seus aliados acreditam que, a partir de 2022, tende a arrefecer. Na campanha deste ano, atuou nos bastidores, bancando alguns candidatos a prefeito. No geral, não foi bem. Mas o que se costuma dizer é que, no fundo do poço de políticos, ao menos de determinados políticos, há uma mola. A verificar.

32
Osvaldo Fonseca Júnior/MDB

Osvaldo Pacheco Júnior: médico em Rio Verde | Foto: Divulgação

O médico Osvaldo Fonseca Júnior (MDB) saiu de “nada” para 41,91% dos votos válidos na disputa pela Prefeitura de Rio Verde. Não é pouca coisa, ainda mais disputando com o prefeito Paulo do Vale, que obteve 51,07% do votos. A diferença foi de 8.178 votos pró-postulante do Democratas. Profissional da Medicina respeitado, Osvaldo Júnior. conta também com a força do MDB no município — que, na eleição deste ano, ressurgiu, mostrando que está vivo. Ressalva: Rio Verde tem mais de 130 mil eleitores, mas há outros candidatos na disputa, como Lissauer Vieira. Portanto, para ser competitivo, Osvaldo Júnior precisa trabalhar, politicamente, em outras cidades (o que Lissauer Vieira já vem fazendo).

33
Paulinho Rezende/PSDB

Paulo Rezende: presidente da Associação Goiana dos Municípios | Foto: Reprodução

O prefeito de Hidrolândia Paulo Sérgio de Rezende pode disputar mandato de deputado estadual ou federal. Comenta-se que, se o ex-governador Marconi Perillo desistir da disputa, será o candidato bancado por ele para a Câmara dos Deputados. Mas não há nada definido. O mais provável é que Marconi Perillo seja candidato (acredita-se que será o puxador de votos do partido), assim como Paulinho Rezende, que mantém contatos com vários prefeitos, dado o fato de presidir a Associação Goiana de Prefeitos (AGM).

34
Professor Alcides Ribeiro/PP

Professor Alcides: deputado federal |Foto: Reprodução

O deputado federal Professor Alcides é o tipo de político-solo. Sua campanha é bancada por ele mesmo, que trabalha de sol a sol para sedimentar suas bases eleitorais. Ele dá ampla assistência aos municípios que representa. Em 2018, foi o nono mais votado dos 17º eleitos, com 88.545 votos (2,92%). Não se trata de uma votação excepcional, porém, como não tem grupo político — atua praticamente sozinho —, acaba por ser uma grande votação. Como ampliou suas bases político-eleitorais, tem chance de ser reeleito.

35
Rodney Miranda

Rodney Miranda: secretário de Segurança Pública | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Secretário de Segurança Pública de Goiás. Vota em outro Estado, mas pode transferir o título para Goiás. É sisudo, mas é um articulador tido como hábil. É eficientíssimo (e decente) como secretário. Se for candidato, com uma candidatura azeitada, tem chance de ser eleito. O tema segurança — e a segurança melhorou em Goiás — já elegeu um senador em Goiás, Demóstenes Torres.

36
Talles Barreto/PSDB

Talles Barreto: deputado estadual / Foto: Divulgação

O deputado estadual disputou a Prefeitura de Goiânia com o objetivo de sedimentar bases em Goiânia para disputar mandato de deputado federal em 2022. Não foi bem votado (até porque o eleitorado decidiu pela polarização entre Maguito Vilela, o eleito, e Vanderlan Cardoso, deixando de avaliar os demais candidatos). Mas certamente se tornou bem mais conhecido. Curiosa ou sintomaticamente, para deputado federal pode acabar sendo mais bem votado, porque os eleitores dissociam eleições parlamentares de eleições executivas. O tucano também constituiu bases político-eleitores em vários municípios. Estuda também a possibilidade de disputar a reeleição, que, em tese, seria mais fácil.

37
Wilder Morais/PSC

Wilder Morais: ex-senador | Foto: Reprodução

O ex-senador e empresário Wilder Morais perdeu as duas eleições que disputou — para senador e para vice-prefeito em Goiânia (era o companheiro de chapa de Vanderlan Cardoso). Mas se tornou mais conhecido na capital e articula bem com alguns vereadores. Se disputar para o Senado, não terá chance, pois não se ganha devido à estrutura financeira, e sim por ter amplo apoio partidário (outsiders como Jorge Kajuru são raros). Mais viável é uma disputa para deputado federal. Prefeitos e vereadores de vários partidos tendem a apoiá-lo.

38
Zacharias Calil/DEM

Zacharias Calil: deputado federal | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

O deputado federal e médico Zacharias Calil tem afirmado que planeja disputar mandato de senador em 2022. Ele é filiado ao Democratas, e deve permanecer no partido. Mas o MDB gostaria de tê-lo em seus quadros. Só há uma vaga para o Senado no próximo pleito — o que significa que o espaço possivelmente estará congestionado. É um dos favoritos para deputado federal. Está fazendo um bom trabalho em Brasília, onde é muito respeitado pelos colegas.

39
Zé Mario Schreiner/DEM

José Mário Schreiner: deputado federal | Foto: Jornal Opção

O produtor rural e líder classista José Mário Schreiner é um dos deputados federais mais discretos, em termos de mídia. Mas é um gigante político nos bastidores, dando plena (e ampla) assistência aos municípios que representa. Em Cristalina, eram favas contadas que o ex-prefeito Luiz Carlos Attié, do Podemos, seria eleito. Zé Mário agiu rápido, levou o prefeito Daniel do Sindicato para o partido Democratas, conquistou o apoio do governador Ronaldo Caiado, reforçou as alianças e o prefeito acabou por ser reeleito. Em Mineiros, uma das mais importantes cidades do Sudoeste goiano, não conseguiu eleger sua candidata, Flávia Vilela, do Democratas. Mas a dentista e ex-vereador foi bem votada. O parlamentar aumentou suas bases eleitorais para a disputa de 2022, que tende a ser menos difícil do que a de 2022.

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