Por Euler de França Belém

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Livro de italiano aponta envolvimento de políticos, empresários e espiões com a máfia

ZONA FRANCA O italiano Francesco Forgione volta às livrarias brasileiras com mais um livro interessante, “Zona Franca — Políticos, Empresários e Espiões na República da ’Ndrangheta, a Poderosa Máfia Calabresa” (Bertrand Brasil, 391 páginas, tradução de Mario Fondelli). No livro “Máfia Export — Como a ’Ndrangueta, a Cosa Nostra e a Camorra Colonizaram o Mundo”, ele conta que a máfia está entronizada “até” em Brasília.

Filho de político é envolvido em agressão a estudante. O que não se pode fazer é sensacionalismo

Reportagem de “O Hoje” informa que o filho adolescente de um político goiano participa de um grupo que agride garotos em Goiânia. As cenas foram filmadas. A fonte do jornal diz que o jovem é filho de um prefeito, mas não revelou seu nome. O “O Hoje” decidiu não divulgar o nome do garoto — respeitando a legislação, pois é menor — e o de seu pai. A cautela do jornal procede? Procede pelo menos em parte. Porque a divulgação atinge o pai do garoto, que não é responsável direto por seus atos. O problema é que os jornais — não apenas “O Hoje” — não tratam os cidadãos comuns com o mesmo respeito.

Jornalismo não sabe, mas marqueteiro está mais próximo de cientista do que de bruxo

[caption id="attachment_30131" align="alignleft" width="300"]Foto: ultimosegundo.ig Foto: ultimosegundo.ig[/caption] O veterano Renato Dias, torcedor cada vez mais solitário do VilaNãoVence, publicou ótima resenha do livro “João Santana — Um Marqueteiro no Poder” (Record, 250 páginas), de Luiz Maklouf Carvalho, no “Diário da Manhã”, no domingo, 1º. Há um único problema, se é problema: o jornalista chama o marqueteiro que contribui para a eleição de presidentes no e fora do Brasil de “bruxo”. O problema nem é de Renato Dias, mas do jornalismo em geral. Acredita-se, no Brasil, que o marketing político tem a ver mais com bruxaria, magia, prestidigitação. Não é nada disso. O marqueteiro lida com criatividade, com subjetividade, mas a parte forte de seu trabalho é uma base que se pode chamar de científica. São as pesquisas, tanto qualitativas quanto quantitativas, que norteiam, em larga medida, seu trabalho. Quando feitas com o máximo de seriedade e preparo técnico, as pesquisas têm caráter científico — nada têm a com bruxaria. Portanto, o marqueteiro está mais próximo de um cientista, que precisa da criatividade para “colorir” suas informações científicas, do que bruxo imaginoso, hábil em grandes sacadas.

A jornalista americana Claudia Pierpont publicou um vade mecum sobre Philip Roth

[caption id="attachment_30129" align="alignleft" width="300"]Foto: Steve Pyke/ContourPhotos/Getty Images) Foto: Steve Pyke/ContourPhotos/Getty Images)[/caption] Tudo aquilo que você quer saber sobre o escritor norte-americano Philip Roth e, sobretudo, sua obra, mas não tem tempo de consultar vários livros, inclusive os dele, pode ser pesquisado agora em único livro: “Roth Libertado — O Escritor e Seus Livros” (Companhia das Letras, 479 páginas, tradução de Carlos Afonso Malferrari), de Claudia Roth Pierpont, jornalista da revista “New Yorker”. Claudia Pierpont escreveu um livro notável. Suas críticas aos principais romances de Philip Roth — “O Complexo de Portnoy” e “O Teatro de Sabbath” — são de primeira linha. Além de apresentar o que outros críticos disseram sobre os livros do escritor, a jornalista apresenta suas próprias críticas, numa leitura direta extraordinária. Trata-se de um livro brilhantíssimo. Porém, se o leitor acredita que é um livro meio hagiográfico, porque é a favor — a autora não esconde os laços de amizade com o escritor —, está redondamente enganado. Claudia Pierpont aponta a fragilidade literária, a falta de aprofundamento dos temas e a linguagem que não consegue expô-los com brilho, em alguns livros de Philip Roth. Não deixa de ser curiosa a tese de que Philip Roth cresce, como escritor, quando encontra oposição forte pela frente. As críticas e, até, ataques são transformados em literatura. Uma das principais críticas literárias do “New York Times”, Michiko Kakutani, é transformada em personagem de um seus livros. Uma de suas ex-mulheres, Claire Bloom, que o criticou duramente em suas memórias, também se torna personagem — com nome modificado, é certo — de um de seus romances. Para Philip Roth, tudo pode ser transformado em literatura e é isto que faz em seus livros. Sua história e a história de parentes e amigos apareceram em seus livros, com nomes modificados, às vezes parecidos. O autor estaria fazendo história? Nada disso. A imaginação poderosa de Philip Roth colhe histórias reais e as transforma em ficção. Ficcionadas, por assim dizer, as histórias se tornaram patrimônio coletivo da humanidade — uma espécie de história de todos nós —, mas sem perder conexão com as histórias primevas (das quais poucos sabem). As histórias, as reais e as imaginadas, são parecidas, mas não são iguais. Philip Roth não faz biografia, e sim literatura.

“O jornal ‘O Hoje’ não está à venda”, afirma o empresário José Allaesse

O empresário José Allaesse disse na sexta-feira, 6, que não está vendendo o diário “O Hoje”. “Eu nem sabia que estavam falando sobre isso. É a primeira vez que ouço falar sobre o assunto. O jornal não está à venda”, insistiu.

Prestigiado pela cúpula nacional, Ricardo Quirino assume a presidência do PRB em Goiás

Ricardo Quirino assume a presidência do PRB em Goiás no sábado, 7, às 10 horas, no auditório Jaime Câmara da Câmara Municipal de Goiânia. Fernando Mendes deixou a presidência do PRB. O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, é o responsável pela troca de comando. Ele estará presente na posse de Ricardo Quirino. A missão de Ricardo Quirino é preparar o PRB para os próximos embates eleitorais. O partido planeja eleger prefeitos e vereadores em vários municípios goianos, em 2016. Ricardo Quirino é experimentado politicamente. Ele foi suplente de deputado federal, em 2016, e assumiu a Secretaria Especial do Idoso do governo do Distrito Federal, em 2011. O líder político é coordenador nacional do Movimento PRB Idoso para a implantação de políticas que favoreçam indivíduos da terceira idade. O novo presidente do PRB é considerado um político extremamente bem articulado e com “muito prestígio” junto à cúpula nacional do partido.

Revista diz que o ator Jack Nicholson está com Alzheimer. Maria Shriver contesta notícia

A revista “Star” revela que o ator norte-americano Jack Nicholson, de 77 anos, está com Alzheimer, em estágio avançado. O notável ator de “Chinatown”, “O Iluminado” e “Um Estranho no Ninho” estaria vivendo recluso e não saberia mais quem é. “Para Jack parar de trabalhar em tudo é um enorme sinal vermelho para seus amigos, que estão com muito medo”, diz a “Star”. O ator não participou de uma comédia, em 2013, porque, segundo a revista, não conseguia memorizar as falas. Durante uma exposição de fotos dos Rolling Stones, Jack Nicholson cumprimentou o cantor e músico Mick Jagger, mas não conseguiu se lembrar que esteve em festas, na década de 1970, ao lado do artista britânico. Porém, uma amiga do ator, Maria Shriver, contesta a informação da “Star” e garante que ele não tem Alzheimer. Shriver diz que o “diagnóstico” divulgado é “100% falso”. Ele continua a frequentar os jogos de basquete do time do Los Angeles Lakers. Genialidade Se se pode dizer que um ator é genial — talvez não seja —, isto deve ser dito sobre Marlon Brando e Jack Nicholson. Há quem diga que o Jack Nicholson às vezes representa a sai mesmo. Há um pouco de verdade nisso, mas grandes atores, como ele, colocam muito de si nos papéis não por comodismo, por aderir ao fácil, mas para enriquecê-los. Mesmo em papéis que parecem menores, porque os filmes não são lá grande coisa, Jack Nicholson transforma-os e o filme acaba por se tornar melhor do que teria sido com outro ator. Ao lado de Marlon Brando, Jack Nicholson é um dos atores mais intensos de Hollywood. É quase convincente. Ele nunca é contido? Não é bem assim. Quando preciso, é contido, conciso. Mas de fato o filme e ele ganham quando o personagem é mais excessivo, diferente. A “Star” garante que a notícia de que tem Alzheimer é verdadeira. Torço para que Maria Shriver seja a proprietária da verdade.

Editora Três extingue a revista “IstoÉ Gente” e demite jornalistas

A Editora Três, que publica a “IstoÉ”, extinguiu a revista “IstoÉ Gente” — uma espécie de “Caras” 2. A empresa da família de Domingo Alzugaray demitiu sete jornalistas e designers. Estão de saída Andrea Debiagi (produção) e Daniela Mendes (edição), revela o Portal dos Jornalistas. O editor da revista “Planeta”, Ricardo Arnt, um dos mais experimentados jornalistas brasileiros, foi demitido. A Editora Três adotou um programa de demissão voluntária. “O objetivo” é “corta até 25%” da “folha de pagamento de celetistas”. Porém, afirma o Portal dos Jornalistas, “esses profissionais” representam “apenas 10% da redação. Por isso, além deles, já estariam sob risco funcionários com outras modalidades de contrato”. Pelo PDV, deixaram a Editora Três: Juca Rodrigues, editor de Fotografia, Mônica Tarantino, repórter de Saúde de “IstoÉ”, e Joca Alvarenga, diretor de Arte da “IstoÉ”. O repórter de “Negócios” Fabrício Bernardes, contratado pela “Exame PME”, deixou a empresa por conta própria.

Extinção da pena de José Genoino é uma das boas notícias da semana. É um homem decente

Podem até sugerir que sou petista, o que não sou. Mas a decisão do Supremo Tribunal Federal que extinguiu a pena de José Genoino foi uma das boas notícias da semana. José Genoino pode ter sido um político radical, na ditadura, mas, na democracia, se tornou uma das vozes moderadas do PT — dialogava com inteligência com as forças de centro (e até de direita) do Congresso Nacional, sem execrá-las. Não havia como a Justiça não condená-lo, porque estava mesmo envolvido no mensalão — muito mais por omissão, por ter deixado outros petistas decidirem por ele, que teoricamente mandava no PT (o rei sempre foi José Dirceu), do que devido a envolvimento direto. Mesmo parecendo um dom Quixote do Nordeste, José Genoino é um político, ex-político, tudo indica, decente. Fica-se com a impressão que, dos mensaleiros, é o único que realmente abateu-se.

Suplente de deputado Gugu Nader troca o PT pelo PPS de Marcos Abrão

O ex-vereador e empresário Gugu Nader troca o PT (do qual é segundo suplente de deputado estadual) pelo PPS na sexta-feira, 6, às 14 horas, na sede do Diretório Estadual do PPS, em Goiânia. A ficha de Gugu Nader será abonada pelo presidente do PPS em Goiás, deputado federal Marcos Abrão. O deputado estadual Álvaro Guimarães vai comparecer à filiação. Álvaro e Gugu têm um acordo político. Em 2016, quem estiver melhor nas pesquisas de intenção de voto será candidato a prefeito. O segundo colocado deve ser candidato a vice.  

Repórteres de O Popular reclamam dos salários baixos para o consultor Eduardo Tessler

Um dos objetivos de Eduardo Tessler é transformar o “Pop” numa espécie de Correio Braziliense de Goiás, com menos textos e mais fotos

Suspeito de mandar jornalista paraguaio é preso no Mato Grosso Sul

A Polícia Federal prendeu o ex-prefeito de Ipehú Vilmar “Neneco” Acosta (foto acima) no Mato Grosso do Sul, no Brasil, nesta semana. Ele é o principal acusado do assassinato do jornalista Pablo Medina e a estagiária Antonia. O repórter havia publicado várias reportagens conectando traficantes de drogas com políticos paraguaios. O paraguaio Vilmar Acosta foi denunciado pelo Ministério Público como autor intelectual do assassinato. Ele deverá responder judicialmente também por produção e tráfico de maconha. Seu irmão, Wilson Acosta, e um sobrinho, Flávio Acosta, foram denunciados como autores materiais do crime. Eles estão foragidos.

O Popular pode ter se equivocado: Sandes Júnior não faz críticas ao vice-governador José Eliton

[Sandes Júnior, José Eliton, Roberto Balestra e Issy Quinan: não há rebelião contra o vice] Há, possivelmente, alguma informação equivocada na nota “Crise cresce na base e obriga governo a se mobilizar para evitar rachas”, da coluna “Giro”, de “O Popular”, assinada pelo repórter Jarbas Rodrigues Jr. “No PP os deputados federais Roberto Balestra e Sandes Júnior criticam o vice-governador e presidente estadual do partido, José Eliton”, escreve Rodrigues Jr. No entanto, para o Jornal Opção, Sandes Júnior sempre defende o vice-governador e inclusive o apoia para a disputa de 2018. É provável que sobre Roberto Balestra, apontado como desafeto político de José Eliton, por ter perdido o comando do partido para ele, o repórter esteja certo. Sobre Sandes, é provável que terá de se corrigir. Detalhe: Sandes Júnior trabalhou, junto com a cúpula nacional do PP, para que José Eliton se tornasse o presidente do partido em Goiás.

Michel Temer sugere que não se deve expulsar Friboi e que o PMDB goiano precisa eleger mais deputados

[caption id="" align="alignnone" width="620"] Michel Temer com Júnior Friboi: o PMDB nacional rejeita a expulsão do empresário[/caption] O vice-presidente da República, Michel Temer, o político que de fato manda no PMDB nacional, confidenciou a um político goiano que não apoia a expulsão de Júnior Friboi. Sobre outros nomes, nada disse, até porque não conhece a maioria dos supostos desafetos de Iris Rezende. A tese de Temer é simples e politicamente madura: partido político tem de somar, agregar, e não expulsar. Ele chegou a sugerir que não se exclui um “gigante” como Friboi. Ele avalia que, se o partido quiser crescer, precisa se renovar e incorporar novas forças — não expurgá-las. Com Iris Rezende no comando, o PMDB não ganha eleição para governador desde 1998 — em 2018, o partido estará 20 anos fora do poder — e não envia senador para Brasília desde 2002. Para piorar a situação, na eleição de 2014, o partido elegeu apenas dois deputados federais, Daniel Vilela e Pedro Chaves, e não fez o senador. Políticos do PMDB goiano, como José Nelto e Adib Elias, demonstram não entender como funciona a política em termos nacionais. Em Brasília, o que importa, para cada partido, é ter bancadas fortes tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. O PMDB de Goiás não tem contribuído para aumentar a força do PMDB nacional em Brasília. Aumentar as bancadas é muito mais importantes, teria sugerido Michel Temer, do que expulsar filiados que possam contribuir para aumentar o capital político do partido.

Ex-diretor da Petrobrás garante que Renan Calheiros foi beneficiado pelo Petrolão

Há quem avalie que deveria tirar licença do cargo de presidente do Senado. Por uma questão moral e para evitar que use o poder para de defender