Por Euler de França Belém
O rei do aço, Jorge Gerdau, diz, com frequência, que o governador de Goiás, Marconi Perillo, deve ser presidente da República. Pois, mesmo sem ter lido as declarações de Jorge Gerdau, o gestor de Liège, terceira maior cidade da Bélgica, Hervé Jamar, ouviu a história do governador goiano e, em seguida, exigiu mais uma fotografia ao seu lado. “Este homem vai ser presidente do Brasil e vou colocar a foto na minha parede.”
Segundo integrantes da equipe do governador Marconi Perillo, sua turnê europeia tem sido bem-sucedida em todos os aspectos, porque Goiás está sendo apresentado com inteligência, objetividade e clareza. Do ponto de vista acadêmico, o sucesso é considerado total. O programa Goiás Sem Fronteiras foi elogiado por autoridades, políticos, empresários e intelectuais.
Dois marqueteiros e um pesquisador disseram ao Jornal Opção que levantamentos qualitativos sugerem que o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira tem mais aceitação na sociedade goianiense que no próprio PT.
De todos os nomes do PT, o menos contaminado pelas denúncias de corrupção na Petrobrás é exatamente o de Edward Madureira, seguido de Humberto Aidar e Luis Cesar Bueno.
Edward Madureira é visto mais como ex-reitor e gestor competente do que como petista. Só que isto o enfraquece dentro da máquina do PT.
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Foto: Wagnas Cabral[/caption]
Ressalve-se que o governador de Goiás, Marconi Perillo, permanece dizendo que o candidato do PSDB será Jayme Rincón. Se ele quiser, é claro.
Jayme Rincón é articulado e quer. Mas só vai começar a discutir a partir de dezembro-janeiro. Senão não dá conta dos “pedidos”.
Na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa, Luiz Bittencourt tem arrancado apoios inesperados. Suas pílulas na televisão, expondo ideias com clareza, agradaram o meio político. Mas alguns ficam com o pé atrás, sempre perguntando: “É pra valer?” Se pegar, é, teria dito Jovair Arantes para um petebista.
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Luiz Bittencourt em entrevista ao Jornal Opção, em 2007 | Foto: Renato Café[/caption]
A base do governador Marconi Perillo começa a examinar com bons olhos a possibilidade de uma candidatura do ex-deputado Luiz Bittencourt (PTB) a prefeito de Goiás. Medalhões do governo o incentivam a disputar a eleição.
Há simpatia, mas não há nada definido. Está cedo, dizem tucanos.
Pesquisas indicam que Iris Rezende, do PMDB, e Waldir Soares, do PSDB, descolaram dos demais pré-candidatos a prefeito de Goiânia. Vanderlan Cardoso ficou para trás. O perigo é, com a entrada de Luiz Bittencourt no jogo, perder o terceiro posto.
Por que faltou água em Senador Canedo? Primeiro, porque não chovia há muito tempo. Segundo, porque Vanderlan Cardoso, quando prefeito, liberou quase 50 loteamentos sem qualquer planejamento.
O ex-deputado (e atleticano) peemedebista Lívio Luciano diz que o time do Goiás só tem problemas em três lugares: “Na defesa, no meio-campo e no ataque”
Malicioso, o ex-deputado estadual Lívio Luciano sublinha que, na Série B do Campeonato Brasileiro, em 2016, “o Vila Nova vai começar com 12 pontos negativos, em decorrência de duas derrotas para o Goiás e duas derrotas para o Atlético”.
Consultores do Rabobank (como o economista e ex-ministro brasileiro Luiz Carlos Mendonça de Barros), da Holanda, sugeriram a um grupo de empresários da Bélgica que invista em Goiás.
Marita Lorenz apaixonou-se por Fidel aos 19 anos e teve um filho com ele. Recrutada pela CIA e pelo FBI, teve a chance de assassiná-lo, mas faltou-lhe mais vontade do que coragem
Se o leitor é daqueles que pensam que Brasília foi construída devido unicamente aos esforços de Juscelino Kubitschek — com o apoio dos arquitetos Lucio Costa e Oscar Niemeyer e do engenheiro e político mineiro Israel Pinheiro — precisa ler urgente o livro “Uma Luz na História” (Kelps, 546 páginas), da historiadora gaúcha Nina Tubino. A obra resgata de um injusto esquecimento o engenheiro Joffre Mozart Parada, “o primeiro engenheiro a chegar no local da futura capital”.
Nina Turbino revela “que, participando da Comissão de Cooperação para a Mudança da Capital Federal, como engenheiro-chefe”, Joffre Mozart Parada “realizou a demarcação e mapeou as fazendas a serem desapropriadas, para assentar o futuro Distrito Federal”. O especialista foi um grande parceiro de Bernardo Sayão, embora, pela timidez ou simplicidade, não tenha a mesma fama. “Em 1953, Joffre é o encarregado da construção da Transbrasiliana (BR-14) e realiza o trecho-Itumbiara. Trecho muito importante para as ligações do Centro com o Sul e Leste do país.”
Só o resgate de Joffre Mozart Parada já vale o livro. Mas a obra recupera outros aspectos da história goiano-brasileira. “Brasília não nasceu do nada”, frisa Nina Turbino. Tanto a região era habitada quanto a luta pela mudança da capital é bem antiga. No período colonial e no Império, falou-se, e muito, em mudar a capital para o interior do país. Já no governo Vargas, na década de 1950, um grande mudancista foi o general e senador Aguinaldo Caiado de Castro (nascido no Rio de Janeiro e filho de goianos).
O papel de Juca Ludovico na luta pela construção de Brasília — foi o “responsável pelo ato jurídico que determinou a desapropriação das terras do quadrilátero” — é resgatada com desvelo, como as ações de Bernardo Sayão, Altamiro de Moura Pacheco, Segismundo de Araújo Melo.
Além da pesquisa exaustiva e original, Nina Turbino escreve muito bem. Sugiro apenas que, na próxima edição, a autora coloque um subtítulo para fortalecer e iluminar o belo título. “Uma Luz na História”, por si, não chama a atenção dos leitores
O livro será lançado no dia 3 de novembro, numa terça-feira, às 19 horas, no Palácio das Esmeraldas.
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Livro resgata a história do engenheiro Jofre M. Parada[/caption]
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Roberto Irineu Marinho | Foto: Governo de São Paulo[/caption]
Mal foi lançado, o livro “Diários da Presidência — 1995-1996” (Companhia das Letras, 928 páginas), de Fernando Henrique Cardoso, está provocando polêmica. FHC conta que nomeou um funcionário do Ministério das Comunicações depois de ter consultado o presidente do Grupo Globo, Roberto Irineu Marinho. Ao comentar o assunto, a “Folha de S. Paulo” sugere intervencionismo no governo por parte do filho de Roberto Marinho.
Roberto Irineu, sócio dos irmãos Otavio Frias Filho e Luiz Frias no jornal “Valor Econômico”, contesta a interpretação da “Folha”. “Eu próprio, depois de ter pedido uma informação ao Roberto Irineu Marinho a respeito de três pessoas competentes da área, pedi ao [ministro] Eduardo Jorge que as entrevistasse. Passei os nomes ao Sérgio Motta. O secretário-executivo escolhido pelo Sérgio [Renato Guerreiro] é um desses três”, registra, no livro, Fernando Henrique. Porém, frisa Roberto Irineu, o presidente, noutros trechos, afirma que o Grupo Globo e seus sócios não tiveram influência na política de comunicação do governo.
Na opinião de Roberto Irineu, a o jornal paulista “cometeu erro grave e distorceu fatos: “Para o leitor do livro, o trecho citado pela ‘Folha’ deixa evidente o que se passou. O então presidente, por iniciativa dele, quis conhecer a minha opinião sobre três nomes para uma posição técnica, nenhum deles das minhas relações pessoais ou profissionais. E, depois de mandar auxiliares inquiri-los e de ouvir a opinião de outras pessoas, nomeou aquele que quis, prerrogativa apenas dele”.
“A Queda — Rua Atacarambu, 120” (Scriptum, 403 páginas), de Antônio Nahas Júnior, é um registro bem fundamentado sobre as ações da Política Operária (Polop) e do Comando de Libertação Nacional (Colina) em Minas Gerais. O registro varia do histórico ao memorialístico.
O autor esforça-se para ser objetivo, mas, como participante da história, fica, é claro, ao lado dos esquerdistas e guerrilheiros.
Veja abaixo a capa do livro:


