Por Euler de França Belém
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Governador Marconi com a presidente Dilma no lançamento do BRT; fotos: Eduardo Ferreira[/caption]
Pesquisa do Instituto Paraná mostra que o governador de Goiás, Marconi Perillo, é um dos mais bem-sucedidos do país.
Ao enfrentar a crise, apostando que um governador tem margem de manobra para que o Estado não soçobre — incentivando investimentos em várias áreas —, o tucano-chefe colhe frutos positivos. Como Goiás. Os governos do Rio Grande do Sul (governado pelo PMDB) e de Minas Gerais (gerido por Fernando Pimentel, do PT) — Estados bem mais ricos — estão atrasando salários; o primeiro está praticamente paralisado, fazendo apenas cortes, sem investir. Marconi Perillo, pelo contrário, tem uma aprovação de 53,8% — índice considerado alto. É o sexto colocado no ranking geral do instituto de pesquisa.
A pesquisa e, sobretudo, o fato de que Goiás não está à deriva — ao contrário de um Estado governado pelo PT, Minas Gerais, e outro Estado governado pelo PMDB, Rio Grande do Sul — indicam que as críticas de parte das oposições são inconsistentes. Publicamente, deputados oposicionistas fazem ressalvas e, às vezes, criticam duramente o governador tucano. No entanto, privadamente, admitem que estão surpresos com os resultados das ações do governo, que antecipou-se às outras unidades da Federação, fez um ajuste rigoroso e, agora, colhe os frutos.
Os acertos do governo Marconi, que reduziram o impacto da crise em Goiás, certamente contribuirão para resultados eleitorais positivos nas eleições de 2 de outubro deste ano. Em Goiânia, por exemplo, o tucanato pode surpreender e, depois de muitos anos, eleger o prefeito. Não lidera as pesquisas de intenção de voto, mas a campanha ainda não começou.
Presidente do PRP, o empresário e marqueteiro Jorcelino Braga articula o tempo inteiro a montagem de uma chapa para tentar derrotar os candidatos da base governista em Goiânia. Ele conversa com frequência com o senador Ronaldo Caiado, do DEM, e com o ex-prefeito da capital Iris Rezende, do PMDB. Um de seus sonhos, que gostaria de transformar em realidade, é levar Vanderlan Cardoso de volta para o PMDB, e exatamente para disputar a Prefeitura de Goiânia.
Ao se aproximar da senadora Lúcia Vânia, do PSB, e do deputado federal Marcos Abrão, do PPS, Vanderlan Cardoso teria acreditado que poderia ser o candidato do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, a prefeito de Goiânia. Descobriu que isto não será possível. Não por que o tucano-chefe o vete, e sim por que a base tem vários pré-candidatos. Portanto, não há como impor sua candidatura aos militantes do PSDB, PTB e PSD, para citar três partidos.
No PMDB, se Iris Rezende saísse do páreo, Vanderlan Cardoso seria um candidato consistente. Ao mesmo tempo, fortaleceria o projeto das oposições para 2018. Parece impossível? Aliados de Jorcelino Braga avaliam que não. Até o fim de março — quando se pode trocar de partido para disputar a eleição de 2 de outubro deste ano —, muita coisa pode acontecer. Ou, claro, não acontecer.
Pode parecer maluquice. Mas um político diz que ouviu, no escritório de Iris Rezende, que a grande jogada pode ser o lançamento da candidatura do deputado federal Waldir Delegado Soares a prefeito de Goiânia pelo PMDB.
“Parece maluquice, é maluquice, mas é o que eu ouvi. Se Iris Rezende optar pela renovação, desistindo da disputa, Waldir Soares, que está insatisfeito no PSDB, porque se sente boicotado pela cúpula, pode ser o nome do partido”, afirma o político. “Além disso, o PMDB ganharia um deputado federal.”
No entanto, três peemedebistas — um deles o deputado José Nelto — disseram ao Jornal Opção que Iris Rezende será candidato a prefeito de Goiânia. “A candidatura está praticamente selada”, afirma José Nelto. O vice-prefeito Agenor Mariano disse, recentemente, que, mesmo que não queira — e há quem acredite que não queira —, Iris Rezende deverá ser candidato. É o grande nome do partido na capital. Há quem acredite que, para ganhar, é o único nome.
O deputado federal Fábio Sousa vai disputar as prévias do PSDB. Sua discordância tem a ver mais com o prazo determinado pela cúpula do partido, 29 de janeiro. De fato, sexta-feira não é o melhor dia para um encontro político. As pessoas trabalham e, muitas vezes, não têm tempo para comparecer em eventos nos dias úteis. O ideal é que se façam encontros aos sábados ou domingos.
As relações entre Fábio Sousa e o deputado federal Giuseppe Vecci são cordiais. Eles não vão “brigados” para as prévias. Na verdade, os dois são os pré-candidatos mais sólidos do PSDB. Porque Waldir Delegado Soares não quer participar das prévias, consequentemente não tem como ser candidato do partido. Anselmo Pereira, que na verdade quer ser vice, é carta fora do baralho.
Jayme Rincón, até sexta-feira, 8, não havia aventado a possibilidade de disputar as prévias.
Poucos escritores são tão brutais quanto William Faulkner, autor de “O Som e a Fúria”, “Luz em Agosto” e “Absalão, Absalão!” Mas a brutalidade que descreve é menos uma invenção literária e mais um fato da vida. Não é um artifício para atrair leitores. Poucos autores mostraram tão bem, sem a típica retórica americana, a maldição da escravidão.
Porém, se a literatura é a arte suprema — a que mais se aproxima é a música, que às vezes é literatura oralizada —, cinema não é arte; é entretenimento. Quem o percebe como arte são os críticos, cada vez mais numerosos, dada a vitalidade da internet — a meca das oportunidades culturais. Os espectadores, se não persuadidos pelos críticos, percebem o cinema como mero entretenimento. Trata-se, por vezes, de divertimento de primeira linha.
É provável que o diretor Quentin Tarantino, narrador tão implacável quanto Faulkner, perceba o cinema tão-somente como entretenimento, ainda que saiba refiná-lo — estetizando a violência, diriam adeptos, conscientes ou inconscientes, da Escola de Frankfurt — e torná-lo artificioso.
Tarantino choca pela violência, que parece desmedida — a vida supera seus filmes, mas a violência exposta na sala de anatomia que se tornam as salas dos cinemas é mais brutal —, porque a adorna, quase repetindo as cenas, e porque parece tomá-la como um fato do cotidiano. Uma segunda pele do indivíduo.
O filme “Os Oito Odiados” é drama, comédia e western. O “Estadão”, no qual militam ótimos críticos de cinema, chegou a mencionar John Ford — o Ingmar Bergman das pradarias — e Anthony Mann como “padrinhos” do filme de Tarantino. Aqui e ali — a diligência e os personagens durões — há ecos de Ford e Mann. Ecos, porém não marcas muito acentuadas. O pai ou avô do ótimo (mesmo admitindo-se que há certa chatice palavrosa e enrolada) “Os Oito Odiados” é o excelente “Meu Ódio Será Sua Herança”, filme de Sam Peckinpah.
As cenas de violência, pacientemente montadas, dando a ideia de que o espectador examina-as com um microscópio eletrônico — pode repassá-las —, ecoam Sam Peckinpah, um grande diretor. A falta de linearidade da história lembra, e não vagamente, as histórias de Faulkner, quase sempre intrincadas e descontínuas. Tarantino nos dá a verdade aos poucos, dosando-a — como se fosse uma Emily Dickinson de calça: “A verdade há de deslumbrar aos poucos/Os homens — p’ra não cegá-los”.
Os homens de Tarantino estão cegos aparentemente pela cobiça, mas, de algum modo, buscam alguma coisa a mais — uma carta de Abraham Lincoln, falsa ou verdadeira, sabe-se lá. A verdade “chega” e é exibida, com os jogos (inteligentes e maliciosos) de todos explicitados, por meio de um poderoso strip-tease visual e palavras candentes, quase declamadas, como se as personagens estivessem num recital de poesia.
Críticos apontam que a violência é, por vezes, gratuita. E, como na vida, é. Tiros que destroem cabeças mais espantam do que chocam, quem sabe. Parecem desnecessários. Mas a Guerra Civil Americana, na primeira metade da década de 1860, que opôs o Sul, os Confederados, ao Norte, os ianques de Lincoln, Ulysses S. Grant e George Sherman, foi tremendamente brutal. Mais de 600 mil pessoas foram mortas e milhares ficaram feridas e mutiladas. As armas não eram tão poderosas quanto as atuais — mata-se hoje com certa distância asséptica, por assim dizer —, o que, paradoxalmente, reforçava ainda mais a crueldade das batalhas.
“Os Oito Odiados” conta histórias do pós-Guerra Civil — terminada em 1865, com o grande Lincoln assassinado, num teatro, por um sulista —, quando as brutalidades não haviam cessado.
Samuel L. Jackson (o major Marquis Warren) — notável mesmo quando canastrão — e Kurt Russell (John Ruth), que lutaram na Guerra Civil, são agora caçadores de recompensas. O primeiro prefere entregar os procurados pela Justiça mortos. O segundo, numa ética diferente, a dos durões relativamente honrados do Oeste, entrega suas presas vivas, para serem julgadas. John Ruth (Russell) leva a criminosa Daisy Domergue (a formidável Jennifer Jason Leigh), mulher de boca suja, cuspindo literalmente e cuspindo palavras bravias, como se estivesse atirando com a língua, para ser enforcada. Daisy é tão brutal quanto os homens — todos filhos do Oeste selvagem, com seus próprios códigos, sem dúvida vitais para sobrevivência à época. Os personagens não se chocam com nada e nem se assustam. A vida endurecia o corpo e a alma.
Tarantino parece fazer discursos, com imagens e textos — sabe casá-los às vezes com perfeição —, e, como Faulkner, percebe que a maldição da escravidão não é superável. Permanece viva em cada ser — branco ou negro. O fim da escravidão, abolida pelo presidente Lincoln — homem de gênio, leitor de Shakespeare e autor de uma prosa extraordinária, que teria influenciado a literatura enxuta norte-americana, de Mark Twain a Ernest Hemingway, na avaliação do crítico Edmund Wilson —, não eliminou as chagas profundas que dividiram os homens antes, durante e depois da Guerra Civil. Embora pareça retórico, além de dado à grandiloquência, Tarantino mais mostra do que demonstra. Ao modo de Faulkner. A violência era um fato (e fardo) da época (e de hoje) e o diretor não tem pejo em mostrá-la em toda a sua crueza — chocando os puros da aldeia, especialmente os críticos de cinema. O major Marquis Warren é uma espécie de Sherman negro. Tão virulento quanto.
Veja o trailer do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=XI7yuHXpDbM
Os heróis são todos vilões
Não surpreende que, para recontar a história da e do pós-Guerra Civil, Tarantino tenha usado oito criminosos — os caçadores de recompensa não são, a rigor, homens da lei e o suposto xerife, Chris Mannix (Walton Goggins), parece tudo, menos um xerife. Os sete homens — o fato de serem sete é uma referência a outro filme de western — e a mulher são bandidos sem nenhuma piedade. Vítimas e sujeitos da imensa batalha que, terminada, levou, anos depois, os Estados Unidos a se tornarem uma potência industrial e imperialista. Mas, no meio tempo, prevaleceu o banditismo em várias partes do país. Lincoln queria pacificar os Estados Desunidos, mas, como morreu, sua causa resultou, num primeiro momento, relativamente perdida. Os sulistas sofreram profundamente nas mãos dos vitoriosos nortistas — tanto que muitos escaparam do país. Alguns mudaram-se para o Brasil, onde fundaram colônias em São Paulo, Rio de Janeiro e Pará. A família da cantora Rita Lee — e Lee é uma referência ao extraordinário general confederado Robert Lee — é de origem sulista. Tarantino mostra que, com a relativa falência do Estado, os homens estavam por conta própria. Eram, digamos, o mercado e, também, o Estado. A lei e a falta da lei. O western “Os Oito Odiados” conta uma história alternativa. O western é isto: uma história paralela. O lado “B” da história americana.
A bela música de Ennio Morricone “colore” o filme, tornando-o ainda mais um western (de “interiores”, como anota a crítica especializada).
Os críticos, para apreciar os filmes e para convidar os leitores e espectadores a apreciá-los, deveriam levá-los menos a sério. É o excesso de pretensão dos críticos que “piora”— e, às vezes, “melhora” — os filmes.
Vários ex-prefeitos terão dificuldades de se reeleger em 2 de outubro deste ano — daqui a nove meses e 22 dias. A situação de oito deles é difícil e, em alguns casos, muito difícil. O prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD), é um dos mais rejeitados de Goiás e enfrenta Marcelo Melo, uma parada federal. O prefeito de Porangatu, Eronildo Valadares (PMDB), faz uma gestão de baixa qualidade e brigou com vários de seus aliados. O prefeito de Novo Gama, Everaldo do Detran (PPL), surpreendeu negativamente os eleitores. A situação do prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango (PTB), não é muito ruim. Mas, se aparecer um adversário propositivo, pode ser derrotado. O prefeito de Formosa, Itamar Barreto (PSD), herdou uma dívida milionária e faz uma gestão bisonha. Deve perder para Ernesto Roller (PMDB). Lucimar Nascimento (PT), de Valparaíso, é muito mal avaliada. Miller Assis (PSD) é apontado como um dos piores prefeitos da história de Goianira. Solange Bertulino (PMDB) vai muito mal em Uruaçu.
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Issy Quinan, Evandro Magal, Chico Balla, João Gomes, Jânio Darrot, Misael Oliveira, Judson Lourenço e Jardel Sebba: alguns são favoritíssimos, como os dois primeiros, mas há outros que estão dando a volta por cima[/caption]
Mesmo quando eficientes, os prefeitos goianos têm dificuldades para administrar os municípios. Faltam recursos para investimentos e mesmo para pagar funcionários e fornecedores. O resultado é que há uma quebradeira generalizada. Oito prefeitos têm condições de serem reeleitos. Embora não sejam líderes nas pesquisas de intenção de voto, alguns deles estão em fase de recuperação. Issy Quinan, do PP, é favorito disparado em Vianópolis. Faz uma administração considerada qualitativa até por seus adversários, tanto que não tem rivais consistentes para a disputa de 2 de outubro deste ano. Evandro Magal, do PP, é favoritíssimo em Caldas Novas. É consistente tanto política quanto eleitoralmente. Tende a ser reeleito com facilidade e conta com o apoio da deputada federal Magda Mofatto (PR) e do deputado estadual Marquinho do Privê (PSDB).
Judson Lourenço (PMDB), de Santa Helena, não pretende disputar a reeleição, porém, dada sua consistência política e administrativa, é um nome forte. Pode ser empurrado para a disputa.
Jardel Sebba (PSDB), de Catalão, enfrentou uma fase difícil, mas está se recuperando. Pode surpreender Adib Elias (PMDB). Com fama de violento — numa gravação, fala em matar o empresário César da PC —, Adib Elias pode ser superado pelo afável e civilizado Jardel Sebba.
Jânio Darrot (PSDB) pôs a casa em ordem em Trindade e deve ser reeleito. Quando assumiu, em 2013, descobriu que o prefeito anterior, Ricardo Fortunato (PMDB), havia deixando a prefeitura quebrada. Aos poucos, de maneira organizada, ajeitou as contas da prefeitura e, agora, sua gestão está deslanchando. Se for reeleito, terá condições de fazer uma gestão até revolucionária. É um político decente e um gestor sério e comprometido com a sociedade. A deputada Flávia Morais, do PDT, pode apoiá-lo? É possível. Se o fizer, será imbatível.
Misael Oliveira, de Senador Canedo, não lidera as pesquisas, mas pode ser reeleito. Há um dado curioso: o prefeito do PDT é mais bem avaliado como administrador do que como político. Resta-lhe estabelecer um marketing eficiente que acoplem as imagens do gestor e do político. Zélio Cândido (PSB) é teleguiado por Vanderlan Cardoso; não tem identidade. A história de Divino Lemes (PSD), embora relativamente esquecida, não é positiva no município.
Em Itumbiara, Chico Balla (PTB), se tiver o apoio do líder José Gomes da Rocha, pode comprar o terno para a segunda posse. Não se trata de um gestor criativo e de um político popular como Zé Gomes. Porém, com o apoio do ex-prefeito, é favoritíssimo. E, até agora, a oposição não apresentou um nome sólido.
O problema de João Gomes é mais o PT do que sua gestão. O prefeito de Anápolis faz uma administração bem avaliada e articula politicamente com habilidade — tanto que mantém relação positiva com o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB —, mas o fato de pertencer ao PT o prejudica. O que o favorece é sua imagem de empresário e de que não é um petista dos mais petistas.
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Iris discursa durante o evento na sede do PMDB, ao lado dos deputados José Nelto, Bruno Peixoto e o vereador e secretário Paulo Magalhães. Ao fundo, o deputado federal Daniel Vilela; embaixo (à esquerda), o vereador Wellington Peixoto, recém-filiado ao partido | Foto: Alexandre Parrode[/caption]
Na segunda-feira, 11, os principais líderes do PMDB reúnem-se com Iris Rezende, em seu escritório, para discutir a questão da presidência do partido. A proposta coletiva é que Iris assuma o comando, com o deputado federal Daniel Vilela na vice.
“O convite é intransferível”, afirma o deputado estadual José Nelto. Quer dizer, o convite é exclusivo para Iris Rezende assumir a presidência do partido, mas não é estendido a Iris Araújo e a Nailton Oliveira. Um ex-deputado frisa que “tanto Iris Araújo quanto Nailton, se assumirem o comando, vão manter o PMDB dividido. Iris Rezende, por sua história, pode agregá-lo”.
Iris Rezende aceitaria Daniel Vilela como presidente do PMDB? “Possivelmente não”, admite um irista. Se o peemedebista-chefe rejeitar o comando, sugerindo que vai disputar a Prefeitura de Goiânia, o caminho mais factível é manter Pedro Chaves na presidência. “Iris Rezende poderia indicar o vice e o tesoureiro, por exemplo”, sugere um parlamentar. “Torço para que Iris assuma e contribua para a pacificação do PMDB”, afirma José Nelto.
Daniel Vilela, por sua vez, está de mãos estendidas para Iris Rezende. Ele quer manter e ampliar o diálogo.
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Judson Lourenço: “Depois de 14 anos como vereador e duas vezes na prefeitura, avalio que dei minha contribuição para a sociedade”[/caption]
O prefeito de Santa Helena, Judson Lourenço, é apontado como um gestor eficiente. Mas o próprio peemedebista admite que fechou as contas, no final de 2015, com “extrema dificuldade”. Ante a dificuldade de gerir o município, dada a escassez de recursos, sublinha que “cresceu a possibilidade de não disputar a reeleição”.
Judson Lourenço frisa que o partido tem integrantes de ampla vitalidade política que podem disputar a prefeitura em outubro deste ano. “Cito dois nomes, o meu vice, Antônio Ribeiro, e o presidente da Câmara Municipal, Rones Ferreira, mas poderia citar outros de igual porte político e capacidade de gestão.” Ressalte-se que a maioria dos peemedebistas, devido à sua capacidade administrativa, prefere que Judson Lourenço seja o candidato.
O peemedebista arrola alguns motivos que podem levá-lo a não disputar a reeleição: primeiro, “é preciso abrir espaço para novos líderes, o que contribuirá para reoxigenar o partido”; segundo, “fui vereador por 14 anos e prefeito duas vezes. Portanto, já dei minha contribuição política e administrativa”; terceiro, “é uma tortura ser prefeito de um município quando se tem princípios e um pouquinho de vergonha na cara. Vive-se no limite”.
O governo federal, frisa Judson Lourenço, “concentra recursos e, por isso, os municípios vivem à míngua. Os prefeitos precisam fazer milagres para terminar o mês e o ano”. Os governos federal e estadual, afiança o prefeito, “atrasam os recursos para as cidades”. O resultado é que “a capacidade de investimento de uma prefeitura é próxima de zero”.
Comenta-se em Goiânia que o ex-governador Alcides Rodrigues pode se filiar ao PMDB. “Na verdade, nunca ouvi essa conversa. Pelo menos nunca falaram nada comigo a respeito. Portanto, não sei se procede que Alcides Rodrigues vai se filiar ou não ao partido.”
Políticos experimentados dizem que é impossível definir agora a chapa majoritária da base governista para 2018. Porém, como a candidatura do vice-governador José Eliton (PSDB) está praticamente acertada — é o nome natural, quase todos admitem —, assim como a postulação do governador Marconi Perillo ao Senado, especulam-se sobre outros nomes.
Há quem avalie que, para senador, serão candidatos o tucano-chefe, hors concours, e a senadora Lúcia Vânia, dado o fato de controlar dois partidos sólidos, o PSB, como presidente, e o PPS, que tem na presidência seu sobrinho Marcos Abrão. Sobram as vagas de vice e duas suplências. O vice tende a ser Thiago Peixoto (PSD). O senador Wilder Morais (PP) e o ex-deputado federal Vilmar Rocha (PSD) são cotados para as suplências de Marconi e Lúcia.
As prévias do PSDB estão convocadas para o dia 29 de janeiro. “Pegou fogo. Há quem queira mais prazo e que as prévias não sejam realizadas numa sexta-feira, e sim num sábado. Até agora, estamos cientes de que vão disputar as prévias Giuseppe Vecci, Fábio Sousa, Anselmo Pereira e Waldir Soares”, afirma o presidente do PSDB metropolitano, Rafael Lousa. O delegado Waldir? “Sim.”
A outros tucanos, o deletado disse, explicitamente, que não vai disputar as prévias e que será candidato a prefeito de Goiânia por outro partido. Na segunda-feira, 11, a cúpula vai reunir todos os pré-candidatos. “Vou acatar o que eles decidirem”, frisa Lousa. “A definição do nome do PSDB tende a afunilar a base.”
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Ridoval Chiareloto[/caption]
Ridoval Chiareloto afirma que o PSDB deve bancar o vereador Fernando Cunha Neto para prefeito de Anápolis. “Vou apoiá-lo. É da cidade, mantém diálogo com todos os segmentos, não tem arestas, é equilibrado, inteligente e tem tradição política. Alexandre Baldy não mora na cidade e não conhece seus políticos. Com uma união ampla da base governista, nós temos condições de eleger o prefeito.”
“Não devemos tratar o deputado Carlos Antônio como ‘galinha morta’. Eleitoralmente, mesmo sem estrutura, ele é ‘perigoso’, porque é popular”, afirma Ridoval Chiareloto. “O prefeito João Gomes não é um candidato ruim, mas o PT desgasta sua imagem.”
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Foto: Ivaldo Cavalcante[/caption]
Pré-candidato a prefeito de Luziânia, Marcelo Melo, do PSDB, é apontado como “quase-prefeito” pelos eleitores. As pesquisas de intenção de voto o apresentam como líder absoluto e revelam que a rejeição do prefeito Cristóvão Tormin (PSD) é uma das mais altas da história do município. “Mas estou me dedicando em tempo integral às articulações políticas com os líderes dos partidos e à formatação da chapa dos candidatos a vereador. A história ensina que sem trabalho não se ganha eleição. Sei que sou favorito, por meus méritos e pelo desgaste do prefeito, mas quero ampliar minha base eleitoral”, afirma.
O tucano terá o apoio do PSDB, do PSB, do PP, do PMB (com 21 deputados federais, terá um tempo de televisão vantajoso, além de estrutura) e de outros partidos. “Teremos o apoio pelo menos de oito partidos, cujos líderes têm coragem de enfrentar as possíveis pressões do prefeito.” O presidente do PSD, Vilmar Rocha, contrapõe: “Cristóvão tem uma imensa capacidade de trabalho e pode surpreender”.
O secretário de Gestão e Planejamento, Thiago Peixoto, é um dos responsáveis por alguns dos resultados positivos do governo de Marconi Perillo em 2015. “A gestão para além da crise” manteve o pagamento dos servidores públicos em dia, inaugurou 900 km de estradas reconstruídas e construídas, diminuiu o número de homicídios em Goiânia e entorno, bancou o Goiás Mais Competitivo e o Inova Goiás e obteve R$ 2,9 bilhões em investimentos, o que vai garantir cerca de 22 mil empregos.
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Vanderlan Cardoso | Foto: Renan Accioly[/caption]
A situação do pré-candidato do PSB a prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso, é complicada e paradoxal. No primeiro turno, dada a quantidade de candidatos — e pelo menos dois deles, Iris Rezende, do PMDB, e Waldir Delegado Soares, do PSDB, extremamente populares —, suas chances não são altas.
Porém, se ultrapassar todas as barreiras e chegar ao segundo turno, sobretudo contra Iris Rezende, suas chances aumentam. Porque será articulada uma frente ampla, com todos os partidos da base marconista, inclusive com a participação do governador Marconi Perillo, para apoiá-lo. Antes Vanderlan, com o qual o tucano não tem contencioso pessoal, do que Iris.

