Por Euler de França Belém
O governador Marconi Perillo e o vice José Eliton patrocinaram o consenso na disputa pelo comando da Associação Goiana de Municípios. Márcio Cecílio ficará no Conselho Deliberativo
A derrota para Rodrigo Maia, que montou uma máquina poderosa, não enfraqueceu o deputado goiano, que mostrou força e incomodou a aliança PMDB-DEM-PSDB
Provando a força do senador Ciro Nogueira, o PP tem dois ministros, o presidente da Caixa Econômica Federal e agora o líder do governo na Câmara dos Deputados
As vendas da rede caíram 8% em 2016 e a Livraria Cultura, que era vista como o “paizão” do mercado, agora é tratada como o “patinho feio”
Leitores que frequentam a Livraria Cultura, em São Paulo e Brasília — as que uso; é meu “Viaduto Santa Ifigênia”, o da música de Adoniran Barbosa —, reclamam do atendimento. Se o serviço físico caiu de qualidade, possivelmente pela redução de funcionários — eram 2 mil e caíram para 1,4 mil, em toda a rede —, o atendimento online igualmente piorou. Os livros demoram muito a chegar, provavelmente porque seus diretores estão negociando pagamentos e preços com as editoras. Sua política de preço já foi a melhor do mercado, mas tem sido superada pela Amazon (que tem custos menores, por ser exclusivamente digital). O livro “A Maldição de Stálin”, de Robert Gellately, custa R$ 63,90 na Amazon e R$ 79,90 na Livraria Cultura. A diferença de preço, R$ 16, é considerável. O que está acontecendo?
A Livraria Cultura é “vítima” da crise econômica geral — que empobreceu parte dos brasileiros, notadamente os de classe média e aqueles que estavam emergindo para a classe média — e da crise do livro (a internet favorece a consulta a vários livros e, sobretudo, possibilita acesso a sínteses e resenhas — o que acaba contribuindo para reduzir as vendas). A repórter Adriana Mattos, do “Valor Econômico”, publicou, no final de janeiro, a reportagem “Livraria Cultura perde vendas e renegocia seus pagamentos”, que elucida a crise, ou parte dela (não se menciona qual é a dívida da rede com editoras e outros fornecedores).
O “Valor” relata que a Livraria Cultura “está no vermelho há dois anos” e que “o faturamento de 2016 ficou próximo ao de 2013”. A rede faturou, em termos brutos, 420 milhões de reais em 2016 — com uma queda nas vendas de 8% (o faturamento das livrarias caiu 16,5%, o dobro do da Livraria Cultura).
Renegociação
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Sérgio Herz e Pedro Herz: duas gerações no controle da Livraria Cultura[/caption]
O presidente da Livraria Cultura, Sérgio Herz, contou ao “Valor” que a rede “abriu negociação com fornecedores para estender prazos de pagamentos”. O jornal informa que “já foi renegociado o equivalente a cerca de 15% da sua receita anual”. O quadro não é falimentar — os financiadores não vão desligar os “aparelhos” —, mas o estado do paciente não é dos melhores, sobretudo se a economia não deslanchar em 2017. As pessoas deixam de comprar aquilo que avaliam que “não” é vital para a subsistência. Livros são importantes para a formação profissional e espiritual dos indivíduos, mas, se deixarem de comprar menos obras, certamente não vão morrer. Depois, há as bibliotecas, como a Mário de Andrade, agora sob o comando de Charles Cosac, que fechou há pouco a editora Cosac Naify. “[Isso] continua ainda porque é uma renegociação difícil”, afirma Sérgio Herz.
Para o mercado, a Livraria Cultura era o “paizão”, porque pagava corretamente, e agora se tornou, rapidamente, o “patinho feio”. O “Valor”, ecoando o que lhe disse Sérgio Herz, assinala: “O consumidor compra em até 10 vezes, e o comércio tem que pagar fornecedores em até 120 dias (para editoras, em 60 dias). Quem financia o cliente é a loja. E ela repassa este custo. O problema é que, em tempos de vendas em queda, o repasse ao preço final fica mais difícil”.
Sérgio Herz informa que não abrirá nenhuma loja em 2017. Vai continuar com 17 livrarias em grandes cidades, como São Paulo, Rio, Brasília e Curitiba. Ele diz que, em 2017, o que se prevê é “queda ou estabilidade” do mercado livreiro. A rede vai investir cada vez mais no sistema de vendas pela internet. Hoje, as vendas virtuais representam 28%, mas, no prazo de cinco anos, a rede planeja chegar a 60% ou 70%. As vendas pela internet reduzam os custos de manutenção, além do fato de que se pode comercializar livros em todo o país — não apenas nas cidades nas quais há livrarias fixas.
Amazon e Estante Virtual
Do médico e escritor Roberson Guimarães: “Mais que a crise econômica: Amazon e Estante Virtual quebraram as pernas da Livraria Cultura. Porque o mercado do livro cresceu, apesar da crise”.
Paulo Gama assume o Painel da “Folha”, Marcos Augusto Gonçalves vai para Nova York e Gustavo Patu assume a editoria de Opinião do jornal
O deputado federal do PTN frisa que o prefeito de Goiânia, uma vez eleito, será capaz de renovar a defesa dos prefeitos
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Alexandre Baldy, deputado federal: "Os prefeitos precisam de uma AGM cada vez mais ativa para defendê-los" | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O deputado federal Alexandre Baldy, principal líder do PTN em Goiás, apoia e trabalha para que o prefeito de Hidrolância, Paulinho Sérgio de Rezende, seja eleito presidente da Associação Goiana de Municípios.
Alexandre Baldy diz que, reeleito, Paulinho é um prefeito “experimentado e renovador”. O deputado aposta que, uma vez eleito, ele vai ser capaz de transformar a AGM numa potência em defesa dos prefeitos. “Num momento de crise, como agora, a AGM é crucial para criar estratégias de apoio aos prefeitos.”
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Paulinho Sérgio de Rezende, prefeito reeleito de Hidrolândia e candidato a presidente da AGM[/caption]
Recém-filiado ao PSDB, com ficha abonada pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, Paulinho Sérgio disse ao Jornal Opção, na semana passada, que tem o apoio de mais de 150 prefeitos. Ele é apoiado por, entre outros, o prefeito de Sanclerlândia, Itamar Leão, ex-presidente da AGM.
Com o apoio do deputado federal Célio Silveira, a prefeitura adquire um moderno aparelho de anestesia
Iris Rezende, Marconi Perillo, Virmondes Cruvinel Filho e Ronaldo Caiado são os destaques do 7º Prêmio Os Mais Influentes da Política em Goiás 2017
Voluntários contribuíram com a prefeitura e ajudaram a limpas o Jardim Barcelona, que estava sujo e quase intransitável
O deputado federal Alexandre Baldy, irmão de Joel Santana Braga Filho, é apontado como concorrente de Iris Araújo em 2018
Secretário de Comunicação precisa ter luz própria, não pode apenas concordar com o que diz o chefão
Hoje, se Iris Rezende e Iris Araújo batem o pé, os secretários dizem de imediato: “Sim, sr.” e “Sim, sra.”. Ninguém questiona os dois peemedebistas
Se Iris Araújo pode ser comparada às estrelas mundiais da política, o multimídia Erivaldo Nery é o James Joyce dos trópicos
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Marisa Letícia e Lula da Silva: tolerância, e não agressividade desmedida, indica que o indivíduo é de fato moderno | Foto: Ricardo Stuckert / Agência Brasil[/caption]
As redes sociais tornaram-se um espaço sem limites — o que muitos confundem com democracia e inovação. Na semana passada, quando jornais e emissoras de rádio e televisão e sites anunciaram que Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula da Silva, havia sofrido um acidente vascular cerebral e estava internada no Hospital Sírio-Libanês, várias pessoas fizeram comentários que não merecem outros qualificativos que não abusivos e desrespeitosos.
Num dos posts, apostando que vários usuários não checam informações, um dos usuários do Facebook “informou” que Marisa Letícia havia falecido. A mensagem é de quinta-feira, 26. Na verdade, a ex-primeira-dama permanece internada.
Noutro post, outra pessoa, uma sra. distinta, lamentava que Marisa Letícia não estivesse em alguma unidade do SUS. Ora, por que a mulher de Lula não pode ser atendida num hospital de qualidade? Pode e deve, como qualquer outra pessoa. Aos poucos, apesar de todas as falhas, pacientes pobres começam a ter um atendimento de mais qualidade em hospitais públicos — sustentados pelos cidadãos que mais pagam impostos — e mesmo em hospitais particulares.
Um pouco de civilidade ao mencionar o caso de Marisa Letícia não desmerece aqueles que não aprovam falcatruas dos governos do PT. Na cama do Hospital Sírio-Libanês, lutando pela vida, está, mais do que a mulher de um político que é investigado sob acusação de corrupção — frise-se que não há processo transitado em julgado —, um ser humano. É assim que Marisa Letícia deve ser vista. O ser humano de fato moderno é mais o tolerante do que o agressivo.
O que se está sugerindo não é que os indivíduos deixem de criticar Lula e o PT — assim como não devem evitar críticas ao PSDB e a Geraldo Alckmin, Aécio Neves, José Serra, entre outros —, e sim, fundamentalmente, que se respeite a luta de uma pessoa, Marisa Letícia, para continuar viva, em circunstâncias dramáticas. É uma questão de humanidade.
Vale o registro de que jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão estão se comportando de maneira decente. As redes sociais — que são importantes, pois criam novos nichos de comunicação, conectando indivíduos díspares de vários países — estão se tornando “locais” de linchamento, de personalidades públicas ou não (nas redes, ressalve-se, todas são públicas). Como se sabe, os indivíduos, quando participam de linchamentos, não se veem como indivíduos, e sim como integrantes das massas. Os indivíduos são, por assim dizer, “dissolvidos” e, deste modo, se “dissolve”, teoricamente, a responsabilidade individual — daí a “extinção” da culpa, tanto em termos das leis quanto em termos psíquicos. Na perspectiva dos linchadores, “nós matamos” não equivale a “eu matei”. “Nós matamos” equivale a “eu não matei” e “eles mataram”.
Iris Rezende veta disposições de servidores para gabinetes de vereadores e Andrey Azeredo o obedece caninamente

