Por Euler de França Belém
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Sebastião Macalé, polido e popular, passa a ser o nome forte da OAB-Goiás / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O presidente da OAB-Goiás, Henrique Tibúrcio, renuncia na segunda-feira, 12, e o vice-presidente Sebastião Macalé assume o comando e, em 30 dias, convoca eleição para o mandato-tampão — que vai até novembro deste ano, quando será realizada nova eleição. Na disputa indireta, votam apenas os integrantes do Conselho.
Diplomático e cordial, além de habilidoso, Macalé deve ser candidato para o mandato-tampão e tende a ser eleito. Ele é o favorito.
Para evitar uma divisão do grupo que está no poder na Ordem, advogados com alto poder de articulação, como Miguel Cançado, devem entrar em ação para que seja lançada apenas uma candidatura.
O grupo de Miguel Cançado-Henrique Tibúrcio cogita bancar Flávio Borges, um professor universitário. Porém, para manter o grupo coeso, pode apoiar Macalé e deixaria para apostar em Flávio Borges na disputa de novembro. Porém, se eleito para o mandato-tampão e fizer um mandato de qualidade, não será impossível o grupo, para manter o poder e evitar dissidência — que seria um maná para a oposição —, bancar Macalé também em novembro.
O tesoureiro da OAB, Enil Henrique de Souza, também postula a presidência e constituiu um grupo à parte.
Sebastião Macalé, Flávio Borges e Enil Henrique são advogados competentes, sérios e experimentados. Qualquer um que for eleito não deixará a OAB em maus lençóis; pelo contrário, engrandece a Ordem.
O deputado estadual Bruno Peixoto, como presidente do Comissão Provisória do PMDB metropolitano, deve convocar eleições daqui a 90 dias. Iris Rezende planeja bancar o vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, ou o ex-deputado estadual Lívio Luciano para presidente do PMDB metropolitano. Bruno Peixoto quer ser presidente, tem tentado agradar o irismo, mas é visto como desconfiança pelo peemedebista-chefe. “O problema do Bruno Peixoto é que ‘negocia demais’ e Iris Rezende quer ver no comando do PMDB um político que consiga rejeitar, de maneira peremptória, o ‘jogo sedutor’ do governador Marconi Perillo”, sustenta um irista.
Um peemedebista disse ao Jornal Opção que o deputado estadual eleito Ernesto Roller (PMDB) torce para que o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) Sebastião “Caroço” Monteiro se aposente e dispute a Prefeitura de Formosa. “Roller quer derrotar Caroço e ‘enterrar’ sua arrogância de uma vez por todas. Se brincar, Roller ganha com mais de 60% dos votos.”
Veja, leitor, como são as interpretações políticas. O grupo da deputada federal Iris Araújo (PMDB) avalia que perdeu a eleição porque o prefeito Paulo Garcia, desgastado, contaminou sua popularidade em Goiânia. O próprio Iris Rezende acredita que, se o petista estivesse mais bem avaliado, teria sido eleito governador de Goiás. Pois o PT pensa exatamente o oposto. Alguns de seus líderes avaliam que a aliança com o PMDB está puxando o partido para baixo. Em Goiás, ao menos, o PT está sendo visto como um apêndice do irismo e, como tal, um grupo político atrasado, que não se renova. Por isso, há quem defenda que o PT rompa, em definitivo, a aliança com o irismo e trilhe um caminho próprio. “O projeto de Iris logicamente não é promover a expansão do PT, mas sim subordinar o partido aos seus interesses. Portanto, temos de dizer adeus ao irismo, antes que a sociedade passe a considerar o PT como uma tendência sua”, afirma um petista.
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Flávia Lélis, Thiago Marques e Alexandre Bittencourt[/caption]
O governo Marconi Perillo reduziu de 21 para 14 as gerências setoriais de comunicação. 10 nomes já foram escolhidos. A lista: Alexandre Bittencourt — Secretaria de Saúde; Cândida Motta — Agetop; Cecília Aires — Secretaria da Fazenda; Deusmar Barreto — Vice-Governadoria; Flávia Lélis — Secretaria da Mulher, Trabalho, Igualdade Racial e Desenvolvimento Social; Leonardo Razuk — Secretaria do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos; Paulo Lício — Controladoria; Rodrigo Hirose — Segurança Pública; Thaís Couto — Secretaria de Governo; e Thiago Marques — Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e da Agricultura.
Não foram indicados os responsáveis pela comunicação das secretarias da Educação; Gestão e Planejamento (Bruno Rocha Lima chegou a conversar com Thiago Peixoto, mas recuou); Casa Civil e Procuradoria-Geral do Estado.
“Retorno” (se se pode falar assim) de câncer — ou sua “expansão” para outros órgãos — não é incomum. Porém, no caso de Lula da Silva, há indícios de que as “informações” são fofocas que surgem na internet, migram para algum site relativamente respeitado e, daí, aparecem em jornais qualificados, quando se transformam de fofocas em informações. Os desmentidos, por mais que sejam enfáticos, não são acreditados. Onde há fumaça, dizem, há fogo. No caso, há mais fumaça do que fogo...
O advogado Abelardo Vaz (PP) deve ser candidato em Inhumas e vai enfrentar o prefeito Dioji Ikeda (PDT), em 2016. Celsinho Borges, do PP, deve ser o vice na chapa do ex-prefeito. Abelardo Vaz é apontado como um dos mais qualificados prefeitos da história de Inhumas. A única crítica é que, ao assumir a presidência da Associação Goiana de Municípios (AGM), descuidou-se da gestão da cidade.
Na semana passada, os telefones do Jornal Opção ficaram congestionados. Prefeitos, auxiliares, puxa-aquilo e puxa-tudo ligaram em busca de explicações sobre os critérios da lista dos piores prefeitos. A lista foi elaborada a partir da votação de 20 políticos de vários partidos, que, para votar com isenção, exigiram o anonimato. O critério era basicamente a qualidade da gestão. Os prefeitos, como de Rio Verde, Juraci Martins, foram avaliados por políticos do PSD (dois consultados), PSDB, PT, PMDB, PHS e PP. Curiosamente, um dos eleitores, do PSD, o partido de Juraci, o colocou na lista dos piores, esclarecendo que, no primeiro mandato, o prefeito fez uma gestão qualitativa. O pessedista também votou em Itamar Barreto, do PSD, como um dos piores prefeitos de Goiás, mas ressaltando que teria herdado uma dívida de 80 milhões de reais. O que mais recebeu votos negativos foi o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, curiosamente, o único que não reclamou da lista.
Chiquinho Oliveira assume o mandato de deputado estadual em fevereiro, mas já trabalha, em tempo integral, como representante de alguns municípios. Ao ser informado que a Secretaria da Fazenda iria fechar a Delegacia da Fazenda de Morrinhos, a Formiguinha Atômica do PHS não pensou duas vezes. Escreveu um ofício e procurou o governador Marconi Perillo. Depois de muita conversa, apresentando números sobre a economia da região, sobre sua pujança, o ex-vereador conseguiu convencer o tucano-chefe, que decidiu manter o órgão no município representado por Chiquinho Oliveira. Ao sair da sala do governador, encontrou-se com o prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal, e com a deputada federal Magda Mofatto, e comentou sobre a vitória duramente conquistada. Poucos minutos depois, descobre que os representantes de Caldas Novas apresentaram a versão, nas redes sociais, de que teriam sido responsáveis pela conquista de Morrinhos. Bom de briga, Chiquinho Oliveira não se fez de rogado: exibiu uma fotografia com o ofício que comprova que a manutenção da Delegacia da Fazenda é uma vitória de sua persistência.
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Virmondes Cruvinel, que deve se aposentar este ano, é cotado para ocupar um cargo no governo de Marconi Perillo. Ele, que teria sido convidado pelo tucano-chefe, foi deputado federal e secretário da Educação. Além de político, dos mais habilidosos — poderia ajudar o tucano na sua interlocução nacional —, é um técnico preparado.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é unanimidade: os eleitores não querem bancá-lo para um segundo mandato. Mesmo assim, deve obter o apoio do ex-presidente Lula da Silva, seu guru. PPS, PSB, Solidariedade e Rede Sustentabilidade podem lançar a candidatura de Marta Suplicy para prefeita. A senadora está descontente com o PT e já disse, mais de uma vez, que pode deixá-lo. Cansada de Brasília, quer disputar a prefeitura. Na falta de quadros novos, tem chance de ser eleita.
O empresário Júnior Friboi (PMDB) está cada vez mais disposto a apoiar a candidatura de Vanderlan Cardoso para prefeito de Goiânia. Mas o ex-prefeito de Senador Canedo avisa que só entra na disputa se for para polarizar. Como postulante de terceira via, frisa o presidente do PSB, não disputa mais eleições.
O ex-deputado federal Marcelo Melo deve unir PMDB e PSDB na disputa pela Prefeitura de Luziânia, em 2016. Do círculo íntimo do vice-presidente da República, Michel Temer, Marcelo Melo é sempre citado por políticos de Luziânia como favorito. Temer quer mantê-lo no PMDB, mas o Pros de Eurípedes Júnior joga pesado para tê-lo em seus quadros.
O prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD), estaria muito “desgastado”, segundo o deputado federal eleito Célio Silveira (PSDB) e o ex-deputado federal Marcelo Melo (PMDB). O deputado federal Thiago Peixoto (PSD) discorda: “Cristóvão é eficiente, tem o que mostrar e é um político extremamente atento. Anote: vai ser reeleito”.
Dilema do presidente nacional do Pros, o goiano Eurípedes Júnior: consegue fazer ministro, tem prestígio junto a presidente Dilma Rousseff, mas não consegue um cargo de proa para si mesmo. A um aliado, o segundo suplente Eurípedes Júnior teria confidenciado que, como acreditava que se tornaria deputado federal — o governador Marconi Perillo de fato tentou atrair dois deputados federais para sua equipe, mas não conseguiu —, demorou muito a postular um cargo no governo da presidente Dilma Rousseff.

