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A prisão de Valdemar da Costa Neto, o presidente nacional do Partido Liberal, o PL, não é o único fator que pode interferir negativamente nas articulações da legenda para as eleições nos 5.570 municípios brasileiros. Em Goiás, a legenda se prepara para disputar nas principais cidades: Goiânia pode ter candidato com o deputado federal Gustavo Gayer, Anápolis pode ter o ex-líder de Bolsonaro, Major Vitor Hugo e na disputa em Aparecida de Goiânia, o também deputado federal Professor Alcides é o nome do bolsonarismo para a disputa.
Além da prisão do principal articulador, a Polícia Federal pediu e o Supremo Tribunal Federal determinou que os investigados pela tentativa frustrada de golpe de Estado e derrubada do estado democrático de direito no país fiquem impedidos de manter diálogo. A determinação é clara, esse contato não pode ocorrer para que não haja interferência nas investigações.
O presidente do PL começou a ser investigado após o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, em meados de novembro. Ele e seu partido contestaram o resultado do pleito. O argumento era que urnas eletrônicas antigas utilizadas no primeiro e segundo turno tinham apresentado falha de funcionamento e teria utilizado código diferentes. O pedido de anulação de parte dos votos daria, claro, a vitória para Bolsonaro.
Incomunicáveis, Bolsonaro e Valdemar podem encontrar dificuldades para articular as candidaturas a prefeito e vereadores. Mas não só isso. Com todo o desgaste político exposto pelas manchetes de jornais e nas redes sociais, boa parte dos partidos devem começar a rever alianças com uma legenda que hoje é considerada mais "radical".
Em São Paulo, por exemplo, o MDB, que hoje comanda a prefeitura da capital, pode ter um indicado do PL na disputa pela reeleição de Ricardo Nunes. Resta saber se o MDB manterá o apoio, tendo em vista a pretensão de formar uma ampla chapa democrática.
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A Polícia Federal identificou que a organização criminosa que atuou para manter Jair Bolsonaro no poder operava em cinco eixos de atuação. A representação fala que a "tentativa de Golpe de Estado e de Abolição violenta do Estado Democrático de Direito" eram voltadas para disseminar narrativa de fraude nas eleições presidenciais antes mesmo da realização do pleito, além de ataques contra adversários e à vacinação da Covid-19.
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Os núcleos, segundo a PF, se dividiam em: ataques virtuais a opositores; ataques às instituições Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além do sistema eletrônico de votação e à higidez do processo eleitoral; tentativa de Golpe de e Estado e de Abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Ataques às vacinas contra a Covid-19 e às medidas sanitárias na pandemia e uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens.
Leia a decisão na íntegra:
Esse último núcleo tinha a função, segundo o documento que autorizou a operação na manhã desta quinta-feira, 8, de usar suprimentos de cartões corporativos para pagar despesas pessoais, inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistema do Ministério da Saúde para falsificar cartões de vacina; desvio de bens de alto valor patrimonial entregues por autoridades estrangeiras ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a ocultação com o fim de "enriquecimento ilícito".
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A petição, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, diz haver semelhança na atuação do grupo com o chamado Gabinete do Ódio, também alvo de investigação no Supremo.
Operação Tempus Veritatis
A PF cumpriu cumpre 85 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão contra uma organização criminosa composta por militares, assessores e apoiadores do clã Bolsonaro, que atuaram na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, com o objetivo de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à frente do Brasil.
Entre as medidas que são acompanhadas pelo Exército estão: a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas.
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