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Desfile
China realiza maior desfile militar da história com apoio de Rússia e Coreia do Norte e envia sinais aos EUA

O presidente chinês, Xi Jinping, exibiu novos mísseis de longo alcance, incluindo o balístico intercontinental DF-5C, com alcance de 20.000 km

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Ativos Minerais
Cade investiga duas plantas de possíveis terras raras em Goiás; disputa envolve disputa entre EUA e China

A Superintendência-Geral do Cade publicou, nesta terça-feira, 26, um despacho que instaura um Apac, com o objetivo de verificar se a transação deveria ter sido previamente notificada ao órgão

Tensão
Trump ameaça impor tarifa de 200% contra China se fornecimento de ímãs não for mantido

A declaração reacende as tensões entre as duas maiores economias do mundo

Frigorífico
Envio de carne goiana aos EUA cai em meio ao tarifaço, mas Goiás exportou mais do que importou

A carne bovina não está entre os produtos que entraram na lista de exceções e passou a sofrer uma taxa adicional de 40%

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Premiação
Universitário do Centro-Oeste poderá ganhar viagem à China

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 15 de setembro de 2025, no site do prêmio

Internacional
Brasil envia oficiais-generais pela primeira vez como adidos militares na China

EUA eram único país a receber alto escalão

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Canal militar CCTV7
China revela minidrone espião com aparência de mosquito para uso militar

Em uma demonstração que chamou atenção internacional, a China apresentou um minidrone espião com formato semelhante ao de um mosquito, projetado para operações de inteligência e combate. O dispositivo, desenvolvido pela Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT), foi exibido em uma reportagem do canal militar CCTV7, revelando o avanço do país na corrida global por drones cada vez menores e mais sofisticados.

A revelação do minidrone chinês marca um novo capítulo na evolução da guerra tecnológica, onde a espionagem pode ser feita por máquinas quase invisíveis. Com o avanço da robótica e da inteligência artificial, o campo de batalha do futuro pode ser dominado por enxames de drones minúsculos, silenciosos e altamente eficazes.

O minidrone biônico possui duas asas translúcidas, três pernas e um corpo diminuto, imitando com precisão a aparência de um inseto. Segundo o pesquisador Liang Hexiang, da NUDT, o equipamento é ideal para missões de reconhecimento e operações especiais em ambientes hostis.

“Aqui na minha mão está um robô parecido com um mosquito. Minirrobôs biônicos como este são especialmente indicados para obtenção de informações e operações especiais no campo de batalha”, afirmou Liang à CCTV7.

Além do modelo com duas asas, a universidade também desenvolveu uma versão com quatro asas, que pode ser controlada remotamente por um smartphone.

A apresentação pública do minidrone surpreendeu especialistas, não apenas pelo seu tamanho reduzido, mas pela complexidade envolvida em sua construção. Para funcionar de forma eficaz, o dispositivo precisa integrar microcâmeras, microfones, sistemas de controle e baterias em um espaço minúsculo — tudo isso mantendo características como silêncio, resistência e autonomia de voo.

O projeto chinês se junta a iniciativas semelhantes em outros países. Um exemplo é o “RoboBee”, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Harvard em 2013. Com cerca de três centímetros de tamanho, o modelo americano é maior que o chinês, mas também representa um marco na miniaturização de drones.

Limitações

Apesar do entusiasmo, especialistas apontam que os minidrones ainda enfrentam limitações para uso em combate real. A resistência a condições climáticas adversas, a precisão na coleta de dados, a autonomia de bateria e o alcance de controle remoto são obstáculos que precisam ser superados antes que esses dispositivos possam ser plenamente integrados às operações militares.

Enquanto isso, o exército dos Estados Unidos também investe em tecnologias semelhantes, embora mantenha em sigilo os detalhes sobre seus projetos e o estágio de desenvolvimento.

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Mundo
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Para o primeiro-ministro, o cenário global está mais desafiador por causa do crescimento do protecionismo entre países

Investimento
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Projeto prevê que a ferrovia comece na Bahia, atravessando os estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, até chegar ao Peru

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Cooperação
Universidade chinesa abre centro de estudos para professores e estudantes do Brasil

A Universidade de Beihamg, em Hangzhou na China, abriu onze salas para professores, pesquisadores e estudantes brasileiros. A criação do Centro Beihang Brasil foi liderada pelo físico Diao Xungang. Ele viajou ao Brasil, onde deve permanecer por três meses.

“Os professores estão vindo e vamos acomodá-los, trabalhar juntos em engenharia, especialmente a parte de aviação, mecânica, inteligência artificial e big data”, disse à Folha de S.Paulo.

Segundo Diao, a universidade era chamada de Universidade Aeronáutica e Aeroespacial e, hoje, é "equivalente ao ITA", o Instituto Tecnológico de Aeronáutica brasileiro, mas sem o currículo e o comando militar. Ela é vinculada ao Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e ex-alunos seus se destacam em startups como Deepseek.

Beihang participou do desenvolvimento de conquistas chinesas como o avião comercial C919 e a estação espacial, destaques em seu museu em Hangzhou.

“Como é uma universidade aeronáutica, teremos uma colaboração muito próxima com a USP, cujo departamento de aeronáutica em São Carlos eu conheço bastante bem”, disse o professor. “Estamos apenas começando, mas seguindo uma grande estratégia, baseada na relação entre a China e o Brasil”, continuou.

O movimento da Universidade chinesa é parte de um projeto de aproximação acadêmica com a América Latina. Há um mês, Xi anunciou 3.500 bolsas de estudo para a região, entre outras ações.

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O momento foi filmado por pessoas que passavam pelo local

Economia
Bancos Centrais de Brasil e China firmam acordo de troca de moedas, indicando um processo de desdolarização do comércio internacional

Com o objetivo de fornecer mais liquidez ao mercado financeiro em momentos de necessidade, o Banco Central do Brasil (BC) e o Banco Popular da China (PBoC) irão assinar nesta terça-feira (13) um acordo de swap (troca) de moedas. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, e sua contraparte chinesa, Pan Gongsheng, assinarão o documento em Pequim.

Conforme resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), o valor em aberto das operações não poderá ultrapassar R$ 157 bilhões, e elas terão validade de cinco anos. O Banco Popular da China receberá reais, creditando o valor equivalente à moeda brasileira em dólares numa conta de especial de depósito aberta em seu nome no Banco Central brasileiro. O dinheiro só poderá ser movimentado conforme as determinações do acordo.

Para garantir o equilíbrio econômico-financeiro das obrigações, o BC observará as taxas de câmbio relativas às duas moedas, cobradas nos mercados cambiais nacional e internacional, assim como os juros e os prêmios de riscos das obrigações soberanas (como taxas de títulos públicos) nos mercados financeiros doméstico e global.

Iniciativas semelhantes

Em nota, o BC ressaltou que pretende firmar mais acordos do tipo com outros países. 

“Esses acordos de swap de moedas têm se tornado comuns entre os bancos centrais, especialmente desde a crise de 2007. O BC já tem conversas com outros bancos centrais para a realização de acordos semelhantes ao que será assinado com o PBoC amanhã”, informou o BC em nota.

Segundo o BC, o Banco Popular da China tem 40 acordos semelhantes de swaps de moedas com autoridades monetárias de países como Canadá, Chile, África do Sul, Japão, Reino Unido, assim como com o Banco Central Europeu.

O BC tem um acordo semelhante com o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Chamado de Foreign and International Monetary Authorities Repo Facility (FIMA, na sigla em inglês), esse acordo dá a possibilidade de o BC brasileiro acessar dólares americanos oferecendo operações compromissadas (títulos públicos usados para regular a quantidade de dinheiro em circulação da economia. Em troca, o BC recebe títulos do Tesouro norte-americano como contrapartidas.

Agenda 

Galípolo acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na viagem ao país asiático. Além de assinar o acordo de swap nesta terça, o presidente do BC deve participar de um seminário sobre títulos públicos internacionais da China, chamados de Panda Bonds, na quinta-feira (15).