Resultados do marcador: Carne
Dados do Cepea mostram que a redução do preço do frango foi de apenas 2%
Nos últimos 12 meses do governo Lula, a tão prometida picanha acumula uma inflação de 15,6%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, esta não foi a carne bovina que mais encareceu no período. As pesquisas foram divulgadas pelo IBGE nesta sexta-feira, 9.
Os dados do IBGE mostram que os cortes mais populares, como patinho e acém, encareceram ainda mais. Enquanto o patinho ficou 24% mais caro, o acém subiu 25%. Até mesmo ovos e frango, muitas vezes considerados alternativas à carne, sofreram alta nos valores. Os ovos subiram 16,7% e o frango subiu 9,2%.
O índice em 12 meses segue acima da meta contínua de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O que mais pesou no resultado do IPCA de abril foi o grupo 'Alimentação e bebidas', que teve alta de 0,82% em abril, mesmo que tenha desacelerado em relação à taxa de 1,17% em março.
De forma geral, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está desacelerando, mesmo com a pressão da alta nos alimentos. Em abril, o IPCA teve alta de 0,43%, após subir 0,56% no mês anterior. Já a taxa acumulada em 12 meses chegou a 5,53% em abril, conforme o IPCA - que teve alta de 0,43%.
A alta nos preços dos alimentos vêm afetando diretamente a popularidade do presidente Lula, enquanto o governo tenta conter a inflação. Exemplo das tentativas federais de reduzir os preços é a isenção do imposto de importação sobre alguns produtos - como carne, café e açúcar, que tiveram a alíquota de importação zerada -, divulgada em março. Além disso, o governo ainda deve apostar na super safra prevista para este ano, na intenção de reduzir o preço das commodities.
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O preço das carnes caiu 0,77% em março, de acordo com a prévia de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Essa é a primeira queda das carnes no índice desde agosto do ano passado.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA-15 aponta a variação de preços de produtos entre o dia 16 do mês anterior e o dia 15 do mês da divulgação.
Os cortes que tiveram maior queda nos preços foram o peito (3,63%) e o filé mignon (3,10%). Já a picanha acabou ficando mais cara no mês, com aumento de 1,34%.
Veja os cortes que ficaram mais baratos
- Peito
- Filé-mignon
- Lagarto comum
- Alcatra
- Pá
- Contrafilé
- Patinho
- Músculo
- Carne de carneiro
- Chã de dentro
- Lagarto redondo
- Cupim
- Acém
- Fígado
Aumento nos demais alimentos
O número oficial do IPCA-15 foi de 0,64%. O resultado foi pressionado principalmente pelo preço do grupo alimentos e bebidas. No acumulado de 12 meses, o índice soma 5,26%, acima da meta do governo, que tolera no máximo 4,5%.
O resultado foi pressionado principalmente pelo preço do grupo alimentos e bebidas. No acumulado de 12 meses, o índice soma 5,26%, acima da meta do governo, que tolera no máximo 4,5%.
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE registraram aumento médio de preços em março. O de alimentos e bebidas teve alta de 1,09%, o que representa o maior impacto no IPCA-15: elevação de 0,24 ponto percentual (p.p.). Em fevereiro essa variação tinha sido de 0,61%.
Especificamente a alimentação no domicílio subiu de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março. Já a alimentação fora de casa acelerou de 0,56% para 0,66%.
Veja os subitens alimentícios que mais pressionaram o IPCA-15 em março:
- ovo de galinha: 19,44% | impacto: 0,05 p.p.
- café moído: 8,53% | impacto: 0,05 p.p.
- tomate: 12,57% | impacto: 0,03 p.p.
- refeição: 0,62% | impacto: 0,02 p.p.
- mamão: 15,19% | impacto: 0,02 p.p.
Veja todos o comportamento de todos os grupos pesquisados:
- Índice Geral: 0,64%
- Alimentação e bebidas: 1,09%
- Habitação: 0,37%
- Artigos de residência: 0,03%
- Vestuário: 0,28%
- Transportes: 0,92%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,35%
- Despesas pessoais: 0,81%
- Educação: 0,07%
- Comunicação: 0,32%
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