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Indagação
Moraes rebate comparação entre processo de Bolsonaro e ações do INSS: “São casos totalmente diferentes”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, respondeu a um questionamento feito pelo influenciador Mizael Silva sobre a diferença de velocidade no andamento do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e a tramitação de ações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A indagação foi feita durante um evento do projeto Lazy Likes, que debate o impacto da influência digital na sociedade.

Mizael relatou que, ao conversar com pessoas nas ruas, ouve com frequência a crítica de que o processo contra Bolsonaro teria avançado de forma célere, enquanto ações que afetam diretamente a vida de milhares de brasileiros, como as que tratam do INSS, enfrentariam demora. O influenciador chegou a comparar a atuação do STF a uma relação familiar, em que “um filho não pode dizer que o pai é mais justo com um irmão do que com o outro”.

Em resposta, Moraes afirmou que a percepção de tratamento desigual decorre, em grande parte, da desinformação. O ministro explicou que o processo envolvendo o ex-presidente não é conduzido exclusivamente por ele, mas segue um rito legal que envolve investigação da Polícia Federal, denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e análise de colegiados do Supremo.

“Primeiro que eu não tenho nada a ver com o processo do INSS. Não sou relator de tudo no mundo. Gostaria até de ser, mas não sou. Esse é o primeiro ponto. Segundo, o prazo não é verdade. A investigação do caso Bolsonaro está em andamento há quase dois anos. Já a questão do INSS chegou ao Supremo em abril, tem pouco mais de seis meses”, afirmou.

Moraes destacou ainda que comparar os dois casos é “complicado e equivocado”, já que cada processo depende de fatores distintos, como a atuação do relator, as provas apresentadas e os prazos da Procuradoria-Geral da República.

O ministro também chamou atenção para o impacto da desinformação na polarização política do país. Segundo ele, discursos de ódio e notícias falsas têm contribuído para acirrar divisões dentro da sociedade, inclusive no ambiente familiar.

“O Brasil foi muito dividido com base em muita mentira, em muita desinformação. Infelizmente, isso extremou ainda mais os lados. Comparar coisas diversas é fruto dessa exploração negativa da informação”, disse.

A fala de Moraes ocorre em meio a um ambiente político ainda marcado por forte polarização e pelo debate sobre a atuação do Judiciário em processos que envolvem figuras públicas de grande influência, como Bolsonaro.

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Viralizou
Pickpocket é detido com golpe de jiu-jítsu por irmãos brasileiros nas ruas de Barcelona, veja vídeo

Dois irmãos brasileiros viralizaram no Instagram após ajudarem a capturar um ladrão nas ruas de Barcelona, na Espanha. Gabriel e Gustavo Galindo, lutadores de jiu-jitsu que estavam de férias, ouviram um homem gritar que havia sido roubado. Usando técnicas da arte marcial, imobilizaram o chamado “pickpocket”, termo europeu para batedores de carteira, até a chegada da polícia.

O vídeo postado combina imagens de câmeras de segurança de um comércio local com gravações feitas pelo celular dos irmãos. Em determinado momento, Gabriel segura o suspeito enquanto parte da multidão tenta agredi-lo. Ele conta que evitou que a situação passasse dos limites, mantendo o controle até o fim.

“Confirmamos que ele tinha realmente roubado o colar de um português. Botei ele no chão para apresentar o jiu-jitsu brasileiro. Nesse momento, a multidão enfurecida começou a se revoltar. Alguns deram umas ‘massageadas’ no infeliz, mas não deixei que ele se machucasse seriamente”, disse Gabriel.

O post, publicado na quarta-feira (13), ultrapassou 270 mil curtidas e 7 mil comentários em menos de um dia. Entre elogios e piadas, internautas destacaram a rapidez da ação e o improvisado “curso prático” de defesa pessoal que os irmãos aplicaram no coração de Barcelona.

https://youtube.com/shorts/6kuM94WhSGw?feature=share

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Na berlinda
Hugo Motta encaminha pedido de cassação do deputado Eduardo Bolsonaro para Conselho de Ética

O presidente da Câmara do Deputados, Hugo Motta (Republicanos) encaminhou ao Conselho de ética da Casa o pedido de cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O documento estava parado na Mesa Diretora desde que foram protocolados. O envio do pedido acontece após o PT e o PSol apresentarem recursos contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que está nos Estados Unidos desde março.

Nas alegações da representação encaminhada ao Conselho de Ética, os partidos relatam condutas consideradas incompatíveis com o decoro parlamentar. Segundo um dos requerimento, Eduardo Bolsonaro assumiu publicamente que tenta articular sanções contra autoridades brasileira. Os recursos ainda afirmam que o parlamentar teria atuado de forma contrária aos interesses nacionais.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ)comentou que não é possível tolerar a continuidade de condutas que atentam contra a soberania nacional. "É dever do Parlamento impedir que um deputado utilize transforme prerrogativas em privilégios para representar interesses contrários ao Brasil, sem sequer comparecer presencialmente à Casa, em afronta ao artigo 228 do Regimento Interno”, afirmou.

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Eleições 2026
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Destaques
Academia Brasileira de Cinema revela lista de filmes que podem representar o Brasil na corrida pelo Oscar 2026

A disputa para representar o Brasil no Oscar 2026 começou oficialmente. Nesta quinta-feira, 14, a Academia Brasileira de Cinema divulgou os filmes inscritos para concorrer à vaga de Melhor Filme Internacional, categoria vencida este ano pelo emocionante drama “Ainda Estou Aqui”.

A seleção nacional é considerada um dos momentos mais aguardados do calendário cinematográfico brasileiro, e a expectativa é alta após a vitória histórica de Walter Salles, que levou o Oscar de Melhor Filme Internacional com sua última produção.

Entre os destaques estão O Agente Secreto, um thriller político que vem ganhando atenção internacional; Homem com H, uma releitura contemporânea da masculinidade brasileira; e O Último Azul, drama poético que conquistou prêmios em festivais europeus.

Com uma seleção diversa e promissora, o Brasil se prepara para mais uma tentativa de conquistar a estatueta dourada. A expectativa é que o escolhido tenha força para repetir o feito de Walter Salles e emocionar o mundo com o talento do cinema nacional.

A seleção passam por duas etapas: 1) a pré-lista com seis títulos será anunciada em 8 de setembro; e a 2) escolha final do representante brasileiro acontece em 15 de setembro. O filme escolhido será o candidato oficial do Brasil na corrida pelo Oscar 2026, representando o país na categoria de Melhor Filme Internacional.

Confira os filmes inscritos:

  • A Melhor Mãe do Mundo
  • A Praia do Fim do Mundo
  • Baby
  • Homem com H
  • Kasa Branca
  • Malu
  • Manas
  • Milton Bituca Nascimento
  • O Agente Secreto
  • O Filho de Mil Homens
  • O Último Azul
  • Oeste Outra Vez
  • Os Enforcados
  • Retrato de um certo oriente
  • Um lobo entre os cisnes
  • Vitória

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Opinião
COP30 na Amazônia

Por Aldenir Paraguassú

A escolha de Belém, ex-sede (capital) da Província do Grão-Pará, atual capital do Estado do Pará e segunda cidade em população, da Amazônia brasileira, com o propósito de um protagonismo amazônico na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima(Conferência das Partes -COP30), já começou a expor e evidenciar males seculares decorrentes de vários fatores dos quais a ausência do Estado (Federação, Governo Federal, ou como queira identificar), é dolorosamente um dos mais significativos.

A história da Amazônia brasileira é marcada pela definição ou não, sempre de fora para dentro, dos preços e valores das suas comodities ambientais e seus benefícios ambientais/climáticos globais como a produção de chuvas e a absorção de carbono da atmosfera, por exemplo.

Essas externalidades negativas, positivas e um determinismo econômico e social às avessas, compõe o cenário quase perfeito para manter o Estado brasileiro à revelia desses interesses e debates.

A desimportância dessa Região/Bioma que é ao mesmo tempo uma das mais antigas e a mais nova a desenhar definitivamente o mapa do Brasil, pós Acre-1.903, registra os piores dados sociais e econômicos do País, que na COP30 em Belém serão expostos inexoravelmente para o mundo.

Sem maiores esforços e ressalvadas as honrosas exceções, não é difícil citar algumas intervenções federais na Região, que estão a merecer de sérias discussões, como é o caso do saneamento (abastecimento de água e esgoto e tratamento sanitário); saúde, educação e habitação.

Também cabe ressaltar a necessária e isenta avaliação da importância atual vis-à-vis a importância passada, de instituições como SUDAM; BASA; SUFRAMA e outros quetais amazônicos.

A pergunta que não cala é COMO PAUTAR UMA NOVA ENGENHARIA, AMIGA DA SUSTENTABILIDADE E MITIGADORA DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS?

Como disse recentemente no encontro Climate Week 2025, a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira: A questão climática não é de ambientalistas, ela é de desenvolvimento econômico e social.

Aldenir Paraguassú
Arquiteto Urbanista, Ambientalista e Doutor Honoris Causa pela IURJ

Meio Ambiente
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