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O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), saiu do salto e baixou o nível definitivamente. Estopim curto, o prefeito não suportou ser classificado de demagogo pelo deputado e candidato a vice-governador na chapa de Marcelo Miranda (PMDB), Marcelo Lelis (PV), por ter decidido se mudar para o bairro Taquari em plena campanha eleitoral. Amastha reagiu nas redes sociais utilizando um vocabulário de baixo nível: “Tremendo cara de pau; me chama de demagogo. Vagabundo que nem estudou nem trabalhou para virar gente. Desqualificado, apenas na mamata pública”.
A folha de pagamento dos servidores públicos estaduais atingiu o patamar de 68,77% da receita corrente líquida no mês de agosto, o que demonstra um inchaço e fere a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece o limite de 49%. Naquele mês foram gastos R$ 308 milhões, sinal de que há um excesso de contratos especiais e de cargos comissionados.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE), 27 candidatos desistiram de levar o projeto adiante, por falta, principalmente, de estrutura financeira para sustentar a campanha eleitoral. No rol das desistências, 19 postulantes ao Legislativo estadual e quatro a federal.
Comenta-se à boca miúda que o prefeito Carlos Amastha (PP) já não está mais na campanha do governador Sandoval Cardoso (SDD). Será que tem alguém querendo ser mais importante que o rei?
O candidato a governador pelo Pros, senador Ataídes Oliveira, lançou como principal bandeira de campanha a exótica idéia de criar uma Central Única de Compras e Contratações (CUCC) para coibir práticas de corrupção no governo. “A corrupção é hoje o maior problema do Tocantins, que tira o dinheiro de áreas prioritárias como saúde, educação e segurança pública”, justificou recentemente, durante entrevista à rádio CBN.
“O Tocantins pode dar muito certo, mas está andando a passos lentos”. A frase de efeito é da candidata ao governo pelo Psol, Eula Angelim, dita quando foi sabatinada pela OAB-TO. Isso porque, segundo ela, há um alto nível de corrupção. “O nosso partido e a nossa candidatura não será objeto de troca”, completou a candidata, cujo partido não fez coligação com nenhuma outra agremiação política.
E caso seja eleito, Ataídes disse que a tal CUCC funcionará no próprio Palácio Araguaia, ao lado do gabinete do governador. Na sua avaliação, a corrupção no Tocantins absorve cerca de 30% da receita. E reiterou: “A corrupção no nosso Estado é um câncer que precisa ser combatido.”
Andam dizendo por aí, em conversas de boteco, que o deputado estadual Sargento Aragão (Pros) daria um excelente secretário de Segurança Pública. O raciocínio tem lógica: Aragão, candidato a senador, não teria êxito nas urnas, ficando sem mandato e poderia ser muito bem aproveitado num eventual governo de Marcelo Miranda (PMDB). Seria um bom xerife, brincam os analistas de plantão.
“Eu sei que o senhor vai ganhar, mas vão deixar o senhor assumir?” perguntou uma eleitora ao candidato Marcelo Miranda (PMDB), em suas andanças pelo interior do Estado. A resposta do peemedebista foi objetiva: “Não suportamos mais essa mentira e quem a está espalhando, sabe que já perdeu a eleição”. E lançou o desafio curto e grosso ao adversário Sandoval Cardoso: “Sai do tapetão e vem disputar no voto.”
O deputado estadual Marcelo Lelis (PV), candidato a vice-governador na chapa de Marcelo Miranda (PMDB), poderá disputar pela terceira vez a prefeitura de Palmas em 2016. Obviamente, o deputado sairia fortalecido politicamente caso o peemedebista ganhe as eleições. Entretanto, a situação inspira uma incógnita: Marcelo Lelis arriscaria a disputa municipal deixando a Assembleia Legislativa nos dois últimos anos apenas para talvez assumir o governo?
As 24 cadeiras da Assembleia Legislativa podem ser renovadas em, no mínimo, 40%. Pelo menos é o que apostam os cabos eleitorais mais aguerridos, tanto do lado governista quanto da oposição. Só para se ter uma ideia: seis dos atuais parlamentares com assento naquela Casa de Leis, já estão fora do páreo: Josi Nunes e Freire Júnior são candidatos a deputado federal; Aragão a senador, Marcelo Lelis, candidato a vice de Marcelo Miranda, e Iderval Silva e José Geraldo desistiram de suas candidaturas.
A senadora Kátia Abreu considerou, na semana que passou, desrespeito à população do Estado, aos servidores públicos e ao Legislativo a decisão do governo de pedir mais 60 dias de prazo para apresentar os documentos solicitados pela CPI do Igeprev. Na semana retrasada, Kátia entregou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, documento cobrando agilidade nas investigações da Polícia Federal nas aplicações irregulares do Igeprev, que podem dar um prejuízo de R$ 1,14 bilhão no fundo dos aposentados, o que equivale a 42% dos R$ 2,7 bilhões de patrimônio do Igeprev, de acordo com os seus cálculos.
Pesquisa realizada pelo Instituto Ipeto, encomendada pelo site T1 Notícias, mostra o candidato a governador Marcelo Miranda com mais de 57%, contra pouco mais de 24% do governador Sandoval Cardoso (SD), candidato à reeleição. A vantagem do peemedebista sobre o governista ultrapassou a casa dos 32%. A eleição, segundo os dados, caminha para a definição já no primeiro turno.
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Rubem Ritter, da Aprosoja toma a palavra durante reunião com Marcelo Miranda[/caption]
O presidente da Associação dos Produtores de Soja do Tocantins (Aprosoja Tocantins), Rubem Ritter, declarou apoio à candidatura de Marcelo Miranda ao governo do Estado, e à de Kátia Abreu, que disputa à reeleição ao Senado Federal. A entidade reúne 500 produtores.
Segundo a associação, o apoio decorre do compromisso que o candidato Marcelo Miranda assumiu de encaminhar ao poder legislativo estadual a revisão da Lei Nº 2828/2014, decorrente da aprovação da Medida Provisória 26/2013, que aumentou de forma abusiva os emolumentos cobrados dos produtores rurais e da sociedade em geral pelos cartórios.
“O candidato a governador Marcelo Miranda demonstrou grande sensibilidade com as reivindicações da classe produtiva que vive da agricultura, e por isso se tornou merecedor do nosso apoio”, declarou Ritter.
Os integrantes da Aprosoja solicitaram ainda um compromisso de Marcelo Miranda para que invista na recuperação e conservação das rodovias que escoam a produção agrícola do Estado.
O vereador e candidato a deputado estadual Lúcio Campelo (PR) criticou, da tribuna da Câmara Municipal de Palmas, quinta-feira, 3, o processo eleitoral tocantinense. Segundo ele, há uma “terrível” falha de comportamento, tanto por parte da classe política quanto da sociedade, no que diz respeito ao processo eleitoral. “Quando você trata do comportamento político de uma sociedade e dos políticos, isso geralmente mexe com os brios de muita gente”, afirmou. Campelo disse que constatou no dia a dia de sua campanha falta de comprometimento da própria sociedade para com aquilo que ela espera do Estado e de seus representantes. “Vejo como uma situação vexatória o comportamento de alguns políticos dentro de nosso Estado, que buscam o poder pelo poder. Estão fazendo a política do aliciamento, em cima da miséria e da dificuldade que alguns setores de nossa sociedade têm vivido. Políticos que não medem as consequências para obter o voto, que querem o voto a qualquer preço, a qualquer custo, e que estão disseminando por esse Estado uma corrupção eleitoral desenfreada”, desabafou o parlamentar palmense.

