Doleiro diz que dinheiro era desviado para PT, PMDB e PP

Segundo o doleiro Youssef, cada partido indicava um operador para o esquema que repassa dinheiro de suborno aos políticos / Foto: Joedson Alves/Estadão Conteúdo

Segundo o doleiro Youssef, cada partido indicava um operador para o esquema que repassa dinheiro de suborno aos políticos / Foto: Joedson Alves/Estadão Conteúdo

O doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abaste­cimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa contaram detalhes à Jus­tiça Federal do Paraná na quarta-feira, 8, sobre como o dinheiro das fornecedoras da estatal mi­graram para o caixa dois do PT, PMDB e PP e abasteceram campanhas políticas em 2010.

Segundo Youssef, cada diretoria tinha um operador no esquema indicado pelos próprios partidos. Ao todo, 13 empresas foram identificadas por pagar ou repassar, a pedido de empreiteiras, dinheiro de suborno destinado aos políticos. Em depoimento, Paulo Roberto Costa afirmou que consta em uma agenda, apreendida pela Polícia Federal, que ele pagou R$ 28,5 milhões para sete políticos do PP. A­cu­sa­do de ser o mentor do grupo criminoso, Youssef disse que o operador inicial do esquema era o deputado José Janene (PP), que se encarregava de fazer a distribuição do dinheiro entre os políticos até 2010. Youssef afirmou também que, além dele, atuavam no esquema a doleira Nelma Mitsue Penasso Koda­ma, Le­onardo Meirelles e Carlos Rocha — os três foram indiciados na Operação Lava Jato. Os partidos de oposição na Câmara e no Senado devem marcar, essa semana, uma reunião de emergência da Co­missão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga negócios ilícitos na Petrobrás.

Encerrada a greve da Caixa Ecônomica

O último banco que ainda estava em greve, a Caixa Eco­nômica Federal, também optou pelo fim da paralisação na noite de terça-feira, 7. Após uma assembleia, os servidores decidiram aceitar as propostas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), assim como as demais instituições haviam feito anteriormente.

A definição aceita pelos servidores prevê um reajuste salarial de 8,5%, mais 9% no piso e 12% no vale-alimentação. Com a concordância das partes envolvidas, as agências voltaram a funcionar normalmente logo na manhã desta quarta-feira, 8.

A greve dos bancos privados e do Banco do Brasil em Goiás teve início no dia 30 de setembro e durou oito dias.

Paquistanesa e indiano vencem Nobel da Paz 

A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, de 17 anos, e o indiano Kailash Satyarthi, de 50 anos, venceram o Prêmio Nobel da Paz de 2014. A dupla foi anunciada na sexta-feira, 10, pela Academia Sueca por lutar contra a “opressão das crianças e dos jovens e pelo direito de todos à educação”.

A ativista paquistanesa tornou-se reconhecida internacionalmente pela resistência aos esforços do regime talibã em negar educação e outros direitos básicos às mulheres. Malala era a mais jovem entre os favoritos a receber o prêmio.

O indiano Kailash Satyarthi é um dos promotores da Marcha Contra o Trabalho Infantil e já resgatou mais de 60 mil crianças e adultos mantidos sob regime de escravidão em seu país.

Ferreira Gullar assume como imortal da ABL

Por votação quase unânime, a Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu na quinta-feira, 9, o poeta Ferreira Gullar para a cadeira 37 da Casa, vazia desde 3 de julho, com a morte do poeta e tradutor Ivan Junqueira. Gullar recebeu 36 dos 37 votos possíveis e foi eleito em primeiro escrutínio. Um voto foi em branco. Votaram 18 acadêmicos presentes e 18 por cartas.
O maranhense Ferreira Gullar, cujo verdadeiro nome é José de Ribamar Ferreira, nascido em São Luís, em 10 de setembro 1930, é o terceiro poeta a ocupar sucessivamente a cadeira 37. Antes de Ivan Junqueira, ela pertenceu ao pernambucano João Cabral de Melo Neto. A cadeira teve como fundador Silva Ramos, que escolheu como patrono o poeta Tomás Antonio Gonzaga.

“Ebola é o maior desafio desde a aids”

O diretor do Centro para o Controle e Prevenção de Doen­ças (CDC, sigla em inglês), Thomas Frieden, comparou hoje na sexta-feira, 9, o surto de ebola no Oeste africano com o surgimento da aids. A escalada do ebola e as dificuldades para conter o avanço da doença na África e em outros continentes foi tema de uma reunião, em Washington, entre representantes dos países mais atingidos, Banco Mundial, da ONG Médicos sem Fronteira e do CDC.

“Eu diria que, em 30 anos de trabalho com saúde pública, a única coisa parecida foi a aids”, assinalou Frieden, durante fórum promovido pelo Banco Mundial. A referência do diretor do CDC é ao desafio de conter o surto.

Com avanço de 3,3%, indústria goiana tem o segundo maior crescimento do país

O Estado de Goiás obteve índice positivo e se firmou em segundo lugar no quadro industrial nacional. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as fábricas instaladas em Goiás produziram 3,3% a mais do que em julho. O índice é quatro vezes maior do que a média nacional, que ficou em 0,7%. As indústrias de combustível e alimentos, instaladas no Estado, são as que mais influenciaram no resultado. O índice segue um crescimento registrado em agosto de 2013, cujo crescimento foi de 3,7%. Segundo informações do IBGE, a indústria de combustível avançou 15,3% em sua produtividade e a de alimentos saltou 4,7%. No País, a produção cresceu em 10 dos 14 Estados analisados pelo Instituto. Outros locais que apresentaram aumento acima da média nacional, de 0,7%, foram o Ceará (2,8%), Pernambuco (2,7%), Paraná (2,1%), Pará (2,0%) e São Paulo (0,8%). No cenário nacional, os destaques de crescimento foram os setores de máquinas e equipamentos (3,9%), as indústrias extrativas de coque (2,4%), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,5%) e de produtos alimentícios (1,1%).

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