Morte de menina desaparecida e de dois tios em tanque foram “coincidência”, conclui Polícia Civil
24 junho 2026 às 12h04

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A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) considera concluídas as investigações sobre a morte da menina Maria Fernanda, de dois anos, e de seus tios, Carlos Antônio Dorneles Roldão, de 59 anos, e Carlos Júnior Dorneles de Jesus, de 29, que morreram dias depois em um reservatório de soro de leite. Apesar da proximidade temporal entre os casos e do fato de as vítimas pertencerem à mesma família, os investigadores descartaram qualquer ligação entre as duas ocorrências.
De acordo com o delegado Ramon Queiroz, responsável pelas investigações, não foram encontrados indícios de violência ou qualquer elemento que apontasse para a participação de terceiros na morte da criança. A conclusão da polícia é de que a menina se perdeu após ficar sozinha por alguns instantes e acabou morrendo de forma acidental. “Os pais deixaram ela por um momento sozinha e ela acabou se perdendo e vindo a morrer”, afirmou o delegado em entrevista ao Jornal Opção.
A possibilidade de conexão entre as duas tragédias foi rejeitada, pois não foram encontradas evidências que sustentassem essa hipótese. Segundo a Polícia Civil, os fatos ocorreram de maneira independente e a sequência de mortes dentro da mesma família foi classificada como uma coincidência trágica.
No caso dos tios de Maria Fernanda, as investigações apontaram que as mortes ocorreram após eles entrarem em um reservatório utilizado para armazenar soro de leite. Conforme explicou Ramon Queiroz, o local acumulava gases tóxicos gerados pelo processo de decomposição de resíduos orgânicos.
“É produzido um gás altamente tóxico lá que se mistura ao oxigênio e a pessoa pensa que está respirando, mas não está, e vem a falecer”, explicou.
O delegado destacou que acidentes semelhantes já foram registrados em outras ocasiões envolvendo tanques e reservatórios. Em ambientes confinados, a concentração de gases pode reduzir drasticamente a quantidade de oxigênio disponível, provocando desorientação, perda de consciência e morte em poucos minutos.
Com a conclusão dos laudos periciais e das diligências realizadas pela Polícia Civil, os dois casos foram oficialmente encerrados. As autoridades reforçam que, apesar do forte impacto causado pelas mortes e da comoção gerada na comunidade, não há qualquer evidência de que os episódios tenham sido criminosos ou estejam relacionados entre si.
A reportagem também perguntou à Polícia Científica se havia sinal de resistência nos corpos dos tios, mas ainda não obteve reposta.
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