Vereadores aprovam projeto que proíbe foie gras em Goiânia

Diferente do que ocorreu em São Paulo, lei é mais abrangente e proíbe comercialização de qualquer produto derivado de processo de alimentação forçada de animais

Fotos: Reprodução/Wikipédia e Peta UK

Para a confecção do prato, é necessária a alimentação forçada de patos e gansos | Fotos: Reprodução/Wikipédia e Peta UK

Foi aprovado, em primeira votação, na Câmara de Vereadores, projeto de lei que proíbe a comercialização de foie gras em Goiânia. Tradicional na culinária francesa e vendido em algumas casas da capital, o prato é obtido a partir da alimentação forçada de gansos e patos.

O ingrediente base de um foie gras é o fígado destes animais, que quanto maior e mais gorduroso melhor para a confecção do prato. Para tanto, produtores impõem uma alimentação forçada por canos que vão direto ao estômago das aves várias vezes ao dia.

“É um prato elitizado e obtido à custa de sacrifício animal. Não podemos aceitar essa prática oriunda de crime ambiental”, explica o vereador Elias Vaz (PSB), autor do projeto, em entrevista ao Jornal Opção.

No Brasil, São Paulo foi pioneiro na aprovação da lei que proíbe a comercialização de foie gras. Por lá, a questão levantou polêmica. Antes da sanção pelo prefeito Fernando Haddad (PT),  em junho do ano passado, juristas alegaram que a matéria seria inconstitucional, pois não caberia à prefeitura legislar sobre o comércio de um tipo específico de produto, mas sim à União.

Em Goiânia, ao que tudo indica, a polêmica não será necessária. Isso porque, conforme explica Elias Vaz, a proposta vai além da venda do prato em restaurantes. “Nossa lei é totalmente constitucional, pois abrange outro aspecto, que é o direito do município de legislar sobre questões ambientais. Nossa lei não fala especificamente sobre a questão do foie gras, mas de qualquer tipo de situação que tenha como resultado a produção de alimento com crueldade animal.”

Aprovado em primeira votação, o projeto foi encaminhado para a Comissão de Meio Ambiente da Câmara e deve voltar para o plenário para segunda votação.

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Vereador proíbe o foie gras porque tentou revogar a lei da gravidade e não deu certo. Alguém lhe disse que esta lei era federal. Se está faltando pauta pra vereador ter que trabalhar, olha, porque não visitam alguma periferia? Lá, aposto, deve estar fervilhando de ideias para aproveitar melhor o salário de vereador. Mobilizar o aparato legislativo municipal para proibir um prato que não é produzido — e que me lembre, nunca o vi servido — na cidade. Boa é a justificativa: “É um prato elitizado e obtido à custa de sacrifício animal. Não podemos aceitar essa prática oriunda de… Leia mais

Obrigada pela lei que proibe esta crueldade.Mas precisamos tambem que proiba a matança covarde com pistola a ar, facas, machados ou qualquer metodo doloroso e que cause terror.

Verdade, vamos inventar o abatedouro humanizado. Os animais, que são gente, vão agradecer.

Uma lei que proíbe um prato que nunca vi servido na capital. É como a Lisa explicando ao Homer Simpson que a pedra que ela catou no chão é um poderoso amuleto contra ataque de tigres, pois afinal, deste que ela segurou a pedra, nenhum tigre a atacou.

Homer então saca a carteira para comprar a pedra.

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