Zander diz que denúncia do MP é “vazia”, “absurda” e “tem cunho político”

Vereador foi acusado pelos promotores de chefiar esquema de desvio de verbas da bilheteria do parque Mutirama

Pela primeira vez deste que foi formalmente denunciado pelo Ministério Público (MP-GO) na Operação Multigrana, o vereador Zander Fábio (PEN) se pronunciou sobre a acusação de que ele chefiava esquema de desvio de verbas do Parque Mutirama e do Zoológico. Na tribuna da Câmara, o parlamentar negou participação nas irregularidades.

Reverberando declaração do ex-presidente da Agência de Turismo e Lazer de Goiânia (Agetul) Dario Paiva na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Herança na última segunda-feira (29/8), Zander garantiu não tê-lo indicado e disse que o nome do ex-dirigente foi uma composição partidária.

Ele também fez um apelo a outros vereadores que estão em partidos que têm cargos no governo de Iris Rezende (PMDB). “Todos vocês que têm presidentes de partido que presidem algum órgão ou são secretários podem ser apontados como chefe de quadrilha. Nós não participamos do dia a dia das secretarias”, garantiu.

O vereador também acusou a investigação de ter cunho político e não ter provas bastantes: “Denúncia vazia, verdadeiro absurdo cometido”. “Todos os relatórios com relação ao meu nome são de ‘ouço dizer’ e no que ‘acha que é'”, disparou. “As mídias já me condenaram e o promotor de Justiça fez o papel de promotor de acusação.”

Zander também rebateu as acusações de que teria sido beneficiado em sua campanha eleitoral por depósitos com dinheiro do esquema. “Vereador não recebe dinheiro de ninguém. O depósito de 30 mil foi proveniente deste carro que eu vendi por R$ 41,5 mil. O de R$ 19 mil são provenientes dos meus salários. E os depósitos de R$ 3 e de R$ 6 mil estão comprovados pela senhora Elizabeth, que fez uma doação dentro da legalidade”, afirmou ele.

“O promotor disse que eu estou sendo investigado desde 2002. Se eu cheguei aqui em 2013, como que eu sou chefe de uma quadrilha que está lá desde 2002? Então, como todo respeito que tenho ao promotor, não assumo paternidade de filho que não é meu. Querem colocar nas minhas costas uma dívida que não é minha?”, questionou o parlamentar.

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