William Waack se pronuncia pela primeira vez após demissão da Globo: “Não sou racista”

Jornalista escreveu um artigo no jornal Folha de São Paulo neste domingo (14)

O jornalista William Waack, demitido da Globo em dezembro, publicou neste domingo (14/1) um artigo no jornal Folha de São Paulo em que se defende das acusações de racismo. “Aquilo foi uma piada —idiota, como disse meu amigo Gil Moura—, sem a menor intenção racista, dita em tom de brincadeira, num momento particular”, escreveu.

Waack foi afastado na emissora pouco mais de um mês após um vídeo do jornalista ter vazado na internet. Nas imagens, é possível vê-lo ao lado de um comentarista, à frente da Casa Branca, em Washington (EUA), quando um carro começa a buzinar na rua. “Tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar, porque eu sei quem é… é preto. É coisa de preto”, diz ele irritado.

“Não haverá gritaria organizada e oportunismo covarde capazes de mudar essa história: não sou racista. Tenho como prova a minha obra, os meus frutos. Eles são a minha verdade e a verdade do que produzi até aqui”, termina ele no artigo.

Funcionário

O ex-funcionário da Globo, Diego Rocha Pereira, que admitiu ter gravado e vazado o vídeo que exibia William Waack fazendo um comentário racista antes de uma transmissão ao vivo no final do ano passado, entrou na redação do Jornal da Globo e tirou uma foto sentado na cadeira que antes era ocupada pelo jornalista que foi afastado.

Com ironia, Diego publicou a foto em suas redes sociais com a mensagem “O Que Acham?”, seguida das hashtags #didiconoplimplim #tvglobo #sechamareupenso.

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