Wilder Morais diz que recebeu convite pessoal de Bolsonaro para disputar o Senado 

Ex-senador afirmou que a chapa de Goiás, encabeçada pelo deputado Vitor Hugo, foi formatada diretamente pelo presidente

Concorrendo ao cargo mais disputado dessas eleições em Goiás, o ex-senador e empresário Wilder Morais afirmou ao Jornal Opção que retornou à vida pública por um convite pessoal e direto do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Nas eleições passadas, Morais, que assumiu o mandato de senador após a cassação do titular Demóstenes Torres, tentou a reeleição, pelo DEM (União Brasil), mas terminou em terceiro lugar, à frente de nomes conhecidos no estado como: ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e a ex-senadora Lúcia Vânia (PSDB). Os vitoriosos foram Vanderlan Cardoso (PSD) e Jorge Kajuru (Podemos).  

Agora, pré-candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo deputado federal Vitor Hugo (PL), até o momento, Morais tem pela frente os concorrentes declarados: deputado federal João Campos (Republicanos), Alexandre Baldy (PP), deputado federal Zacharias Calil (União Brasil), ex-deputada Denise Carvalho (PC do B), deputado federal Delegado Waldir (União Brasil) e os prováveis candidatos: ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira (PSD). Interrogado se teme disputar uma eleição para o Senado tão disputada, podendo concorrer com o ex-governador Marconi Perillo, o ex-senador comparou o momento com a disputa de 2018. “Eu também tive uma eleição passada difícil, eu comecei nas pesquisas com índices baixos e terminei em terceiro lugar, com 800 mil votos, quase o dobro do quarto colocado (ex-governador Marconi Perillo) e do quinto (ex-senadora Lúcia Vânia)”, relembra Morais, emendando com um ditado: “time que escolhe adversário, não ganha o jogo”.   

Nesse período, que separa as eleições de 2018 e 2022, Wilder Morais disputou em 2020 a vice-candidatura para prefeito de Goiânia, na chapa liderada por Vanderlan Cardoso, formada por sete partidos, PSC, PSD, PTB, PP, PMN, Avante e DEM. Os dois foram para o segundo turno e perderam para o então candidato Maguito Vilela (MDB), que morreu em janeiro do ano passado, e Rogério Cruz (Republicanos). “Eu fiquei dois anos fora da vida pública. Eu já estava achando que a minha missão já estava comprida nos cargos que exerci: senador da República e duas vezes secretários de estado, mas eu fui surpreendido pela história, ao receber um convite do presidente Jair Messias Bolsonaro, para que eu disputasse a eleição de senador pelo estado de Goiás”, revelou o ex-senador, frisando que Bolsonaro fez questão de formar a chapa goiana para a disputa eleitoral de 2 de outubro.  

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