Vitti avalia que projetos de austeridade “dificilmente” serão alterados na Assembleia

Propostas para garantir equilíbrio fiscal incluem cortes de gastos, aumento do fator previdenciário de servidores e criação de contribuição a empresários

Líder do governo e presidente eleito da Alego, José Vitti | Foto: Ruber Couto

Líder do governo e presidente eleito da Alego, José Vitti | Foto: Ruber Couto

Líder do governo na Assembleia, o deputado estadual José Vitti (PSDB) afirmou que os projetos de lei que integram o pacote de medidas para garantir o equilíbrio fiscal do estado (Programa de Austeridade pelo Crescimento de Goiás) “dificilmente” serão alterados na Casa.

Isso porque, de acordo com o tucano, as propostas apresentadas pelo governador Marconi Perillo (PSDB), além de extremamente necessárias, fazem parte de um pacto feito entre as gestões estaduais e a União. “Até o final da próxima semana teremos deliberados sobre todos os quatro PLs e entendemos que são difíceis de serem mexidos porque não serão adotados só em Goiás, mas em vários outros estados”, explicou.

As medidas incluem cortes de gastos com comissionados, gratificações e ajudas de custo; redução da estrutura administrativa; aumento da contibuição previdenciária dos servidores; criação de uma contribuição para empresas beneficiadas com incentivos fiscais, o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF); e a proibição de programas de regularização fiscal por dez anos.

“É um momento complicado, mas precisamos de governabilidade e estabilidade nos próximos anos. Temos que ter a responsabilidade de tomar medidas que, embora atinjam 150 mil servidores, vão beneficiar 6,6 milhões de goianos, não podemos prejudicar todo o estado”, completou.

 

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