Vigilância Sanitária interdita Churrascaria Favo de Mel e Bar Peixinho

O primeiro, que é do cantor sertanejo Marrone, funcionava sem alvará. Fiscalização encontrou alimentos vencidos, sujeira e baratas nos dois locais

| Foto: Divulgação

Segundo Tânia Agostinho, coordenadora da Vigilância Sanitária, local não tem estrutura para abrigar estabelecimento que trabalha com comida | Foto: Divulgação

A Vigilância Sanitária interditou, nesta sexta-feira (25/11), a churrascaria Favo de Mel, que pertence ao cantor sertanejo Marrone, no Setor Sul, e o bar Peixinho, no Marista. Nos dois locais, a fiscalização encontrou alimentos impróprios para consumo, ambientes sujos e com pestes e, no caso da Favo de Mel, ausência de alvará de funcionamento.

Segundo a coordenadora de fiscalização de alimentos da Vigilância Sanitária da capital, Tânia Agostinho, o local onde foi aberta a churrascaria não tem nem estrutura adequada para o funcionamento de um estabelecimento de comercialização de comida. Ela contou que o restaurante não tem condições de iluminação e ventilação suficientes, além de não ter feito um ajuste na passagem de esgoto e nem no acondicionamento do lixo.

Ela afirmou que, durante a visita, o cenário encontrado foi de muitas irregularidades: “Tinha barata viva andando na cozinha e na churrasqueira, a comida não era manuseada de forma adequada e apreendemos mais de 100 quilos de produtos entre itens vencidos, sobras e restos impróprios para consumo”, disse.

A fiscalização, que começou na quinta-feira (24) e terminou só no dia seguinte, foi feita depois que o órgão verificou no seu sistema que o estabelecimento funcionava sem alvará desde que foi inaugurado. “As condições irregulares pesam mais que a falta do alvará, mas se tivessem pedido a liberação com a situação que encontramos lá, não teríamos liberado de jeito algum”, declarou Tânia.

No Bar Peixinho, explicou ela, a interdição se deu depois de muita insistência do órgão. Segundo a coordenadora, eles vêm sendo intimados há muito tempo e se recusam a resolver as solicitações. Apenas na última fiscalização, além da sujeira e das baratas, foram apreendidos 96 quilos de alimentos vencidos.

Agora, além de multados, os locais serão interditados até que consigam corrigir o mínimo necessário para o funcionamento. Depois disso, explica Tânia, a fiscalização acompanha para ver se está corrigindo o resto, como questões estruturais, que levam mais tempo para serem resolvidas.

Problemas recorrentes

Questionada sobre o alto número de restaurantes interditados e multados na capital, Tânia defendeu que o maior problema é que os donos dos estabelecimentos se aproveitam do grande número de estabelecimentos e da dificuldade que os órgãos de vigilância e defesa do consumidor têm para fiscalizar todos frequentemente.

“Só no mês de outubro interditamos seis restaurantes e o problema é a falta de comprometimento dos gestores dos locais. Eles contam com a dificuldade do serviço público de estar presente sempre”, lamentou. “Não fazem manutenção de equipamentos; quando sobra comida, utilizam… Enfim, nós não temos pernas para acudir todo mundo ao mesmo tempo”, concluiu.

O Jornal Opção entrou em contato com os dois restaurantes, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

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