“Muita gente criminaliza a política, o ato de dialogar. Não é ilegal que qualquer sindicato tenha seu representante aqui”, disse Sabrina Garcêz

Foto: Lívia Barbosa | Jornal Opção

Nesta quarta-feira, 4, vereadores precisaram defender a política e o diálogo na Câmara Municipal de Goiânia. Isso, porque a presença de representantes de sindicatos representantes de imobiliárias e condomínios para dialogar sobre o Plano Diretor foi considerada por alguns como lobby — o que foi rechaçado por outros legisladores.

“O que ocorre é que muita gente criminaliza a política, criminaliza o ato de dialogar, de falar. Não é ilegal e nem imoral que qualquer sindicato tenha seu representante aqui dialogando com os vereadores”, disse a vereadora Sabrina Garcêz (sem partido).

Em sua avaliação, o Plano Diretor é um projeto muito importante para a cidade e, por isso, chama a atenção não só do setor produtivo como da população. Portanto, para ela, tem que haver serenidade por parte dos vereadores para tratar do assunto.

“E eu acredito nesse tipo de parlamento. No mandato em que nós temos que ouvir, dialogar, debater questões técnicas, mas, também, escutar a dona Maria, lá do bairro, para perceber como ela enxerga a cidade”, explicou.

Sem lobby

Ela ainda acrescenta que esse diálogo não significa que há vinculação entre o vereador e a entidade ali representada. “O parlamentar tem que ter sua independência, tem que ter maturidade para levar seu mandato. Se algum vereador entende ou viu alguma coisa ilegal, ele tem que denunciar, caso contrário, é ilação, é bobagem e Goiânia só perde com esse tipo de discussão”, pontuou.

O vereador Andrey Azeredo (MDB) concordou com Sabrina. “Política se faz buscando convergência naqueles pontos que são conflitantes e, assim, construindo caminhos, construindo pontes, gerando condições para o desenvolvimento de todos, com oportunidades justas e equânimes para todos”, disse.

E acrescenta: “Isso não quer dizer que eu me pautarei por orientação ou por pressão de quem quer que seja. Tenho as minhas posições, as minhas convicções, estudo tecnicamente os projetos, em especial este, e assim me portarei, mas dialogar, ouvir as ponderações da população é fundamental”.