Vereadores da oposição criticam reajuste linear que aumenta 60% no IPTU e ITU

Paço Municipal entrou em acordo com os vereadores da base e anunciou que o reajuste será igualitário para todos os moradores de Goiânia. A partir de 2015, os valores serão reajustados em 57,8%, de acordo com o projeto

O aumento no imposto foi divulgado nesta sexta-feira pelo secretário municipal de Finanças, Jeovalter Correia | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O aumento no imposto foi divulgado nesta sexta-feira pelo secretário municipal de Finanças, Jeovalter Correia | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O aumento de 57,8% nos valores de IPTU e ITU para o próximo ano em Goiânia foi revelado na tarde desta sexta-feira (7/11) e vereadores de oposição já declaram sua insatisfação com os números apresentados. Eles criticam a linearidade do projeto e que os estudos que foram base para este valor não são relevantes.

Em entrevista coletiva, o secretário municipal de Finanças, Jeovalter Correia, expressou insatisfação por parte da prefeitura, mas declarou que foi a saída encontrada pelo prefeito Paulo Garcia (PT) – que se reuniu com vereadores da base na manhã de hoje. Ele garantiu que os valores da alíquota, que foi dividida em zonas pela cidade, dependendo da região em que os imóveis se encontram, permanecerá o mesmo do projeto já aprovado.

Oposição

Entrevistado pelo Jornal Opção Online, o vereador Elias Vaz (PSB), que vota com a oposição, disse que “a máscara finalmente caiu”. “Os números apresentados mostram aquilo que a gente já sabia: a prefeitura só quer arrecadar fundos”, declarou. O peessebista também declarou que esta medida é a “pior possível” e que “não tem nada de técnico” nos estudos que levaram a este número.

Elias fez um questionamento que para ele é algo simples e que deveria ser feito. “A população de Goiânia aumentou o seu poder aquisitivo em 57,8%?”, questionou. Tayrone Di Martino (PT), que é do mesmo partido do prefeito, mas se posiciona contra a prefeitura neste embate, também fez o mesmo questionamento pelo Twitter logo após a divulgação do número. “Qual cidadão teve aumento de quase 60% nos rendimentos do ano passado para este? Portanto, aumento é abusivo. Sou contra!”, afirmou. “Falta de planejamento é o fim de qualquer gestão. Prefeitura vai acabar com as alíquotas votadas em setembro. Tudo o que aconteceu por nada”, disse.

Felizberto Tavares (PT) passa pela mesma situação de Tayrone e diz que os valores apresentados na tarde desta sexta-feira são “um horror”.”A prefeitura está tentando acertar um valor, mas não sabe que os estudos que eles têm em mãos não são capazes de resultar em uma medida certa para ser tomada”, declarou.

“Existe um risco de sair um ‘monstro’ com essa modficação dentro da prefeitura. O Paço não conseguiu um produto final bom que é unir a arrecadação com valores concisos”, diz Felizberto. O vereador também acha que a porcentagem é muito alta.

A vereadora Cristina Lopes (PSDB) define a divulgação como uma injustiça. “Nem todos são iguais e acho que o índice é bem superior a inflação. Mas em comparação ao que se estava especulando na Câmara antes esse valor apresentado era bem maior”, ponderou.

A peessedebista afirma que os valores são altos e esse aumento no imposto nunca é certo quando se trata em angariar fundos para a prefeitura. Cristina Lopes afirma que “deveria ter uma redução de cargos e de secretarias”. “Um enxugamento da máquina, na verdade a arrecadação acompanhou o índice inflacional, então o que aconteceu mesmo foi uma má gestão”, disse. A vereadora concluiu dizendo que “não é aumentando impostos que se resolve um problema de má gestão”.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.