De falta de vagas CMEIs a deficiência na malha asfáltica da Capital, parlamentares avaliam mandato como “decepcionante”

Sabrina Garcêz e Eduardo Prado | Foto: reprodução/Câmara Municipal de Goiânia

Fábio Marques, especial para o Jornal Opção

Perto de concluir seu segundo ano, o trabalho do prefeito Iris Rezende (MDB) segue duramente criticado pelo legislativo goiano. Em entrevista ao Jornal Opção na tarde desta terça-feira (6/11), a vereadora Sabrina Garcez (PTB) voltou a apontar a falta de vagas na rede de ensino infantil do município no que ela chamou de “uma gestão muito ruim”.

“Saúde e educação são gargalos que estão arrebentando com o município”, afirmou a parlamentar, que recentemente denunciou no plenário da Câmara Municipal a recusa por parte dos Centros de Educação Infantil do Município (CMEIs) de matrículas de crianças acima de três anos de idade.

Ainda de acordo com a vereadora, o quadro caminha no sentido contrário do esperado diante da promessa do atual prefeito de construir 20 novas unidades de ensino infantil. “A decepção maior se dá por Iris ter o histórico de ser um grande tocador de obras, mas não ter executado nenhuma na Capital até aqui”, explica.

Chegando a sofrer a ameaça de um impeachment, posteriormente arquivado, Iris Rezende teria alegado a herança de dívidas contraídas na gestão de Paulo Garcia como um de seus principais limitadores. Mas para o também vereador Eduardo Prado (PV), que foi contrário ao arquivamento do pedido de impeachment, mesmo com dificuldades o município segue com um elevado número de cargos comissionados que drena os cofres públicos.

O parlamentar questiona, por exemplo, a quantidade de obras paradas na região metropolitana mesmo com a apresentação de um aumento na arrecadação. Prado pretende apresentar nos próximos dias relatório sobre o tema produzido na Comissão Especial de Inquérito (CEI), que aponta prejuízo de quase R$ 1 bi em obras que permanecem inacabadas.

Seguindo o mesmo discurso, Sabrina garante que o principal problema do mandato do peemedebista não é a falta de recursos, mas sim de prioridades. “O Estado de Goiás propôs parcerias com o Município e esse, em sua desorganização, não sou executar. O que falta à gestão atual é priorizar de fato os grandes problemas da Capital e não recursos para resolvê-los”, finaliza.