Vereadoras não participam de sessão em protesto a episódio de machismo na Casa

Câmara de Goiânia possui 35 vereadores, sendo apenas cinco mulheres. O índice de 14% é bem próximo à média nacional, de 13,5%

Câmara de Goiânia | Foto: Reprodução

As vereadoras de Goiânia realizam um protesto na manhã desta quarta-feira, 12, contra o vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Clécio Alves (MDB). Dra. Cristina (PL), Priscila Tejota (PSD), Sabrina Garcêz (PSD), Tatiana Lemos (PCdoB) e  Léia Klebia (PSC) se recusam a participar da sessão até que o parlamentar se retrate de episódio ocorrido na semana passada.

Durante a sessão ordinária realizada no dia 4 de agosto, o vereador Clécio Alves presidia a sessão e não deu o direito de palavra à vereadora Tatiana Lemos (PCdoB) para que ela pudesse defender um projeto de sua autoria sobre prevenção à trombofilia. Na ocasião, Tatiana voltou a ser chamada de “pantera”, apelido que recebeu na Casa por seu posicionamento firme. “Corta a palavra da vereadora. É para cortar a palavra da vereadora. Agora”, disse Clécio.

As vereadoras lembram que a Câmara de Goiânia possui 35 vereadores, sendo apenas cinco mulheres. O índice de 14% é bem próximo à média nacional, de 13,5%. Após pedido do vereador Paulo Magalhães, as vereadoras retornaram ao Plenário para votar a matéria de sua autoria.

No entanto, as mulheres enfatizaram que após a votação deixariam o local novamente. Elas pediram que os parlamentares também deixassem o Plenário até que o vice-presidente se manifestasse sobre o tema. “Nós vereadoras pedimos o apoio de todos os vereadores homens dessa Casa na cobrança de uma retratação do vereador Clécio Alves, pois no momento em questão ele não ofendeu apenas à vereadora Tatiana, mas a todas as mulheres da Câmara”, defendeu Sabrina.

A sessão foi encerrada por falta de quórum e sem manifestação do vice-presidente.

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