Vereadora diz que a falta de reajuste da Educação de Goiânia é descaso e escolha política

Para Sabrina Garcez, prefeitura tem capacidade econômica para pagar categoria

Para a vereadora Sabrina Garcez (PTB), o reajuste dos servidores de Educação é dignidade e direito. Em entrevista, a parlamentar comentou sobre o aumento dado a todas as categorias no ano passado, com exceção a professores e outros profissionais do segmento educacional. “Entendo como descaso e escolha política do prefeito Iris Rezende (MDB) e a Câmara ajudará [a categoria] fazendo pressão”, garantiu.

Segundo ela, há algumas semanas esteve com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima, e colocou a estrutura da Casa de Leis à disposição da classe. “Acredito que a maioria dos vereadores são muito sensíveis a educação, pois só através dela vamos conseguir melhorar nossa cidade”, disse.

Outro ponto que Sabrina faz questão de enfatizar é que o município tem, sim, condições de pagar o reajuste. Para ela, a prova disso foi o envio de projeto que reajusta salário de auditores e procuradores da Cidade. “Fica claro a capacidade econômica do município. Vamos aproveitar e que cobrar para que se estenda a todas as categorias”, reiterou.

Descaso

Sabrina diz, ainda, que o prefeito Iris tem deixado a Educação de lado, com propostas que maquiam números, mas não resolvem. “Só está preocupado com propaganda, não se preocupa com as crianças, com as mães ou funcionários públicos”, afirmou.

A parlamentar afirma que o prefeito tem feito uma série de mudanças dentro da estrutura da de secretaria de Educação, o que tem deixado os professores inseguros até quanto ao local de trabalho. Ela também declara que um desmonte nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) foi realizado.

“No fim do ano passado, começou a tirar as crianças acima de quatro anos dos Cmeis e a colocar em outras escolas, sem estruturas. Tem investido em salas modulares, que não deram certo em outros locais, em vez de terminar obras paradas; tem diminuído o ensino integral, retirando alunos e matriculando em meio período para gerar uma segunda vaga [no contra turno]. Isso não resolve, pois pais e mães trabalham em período integral. Não resolve para os goianienses”, exemplifica.

Em nota enviada pela Secretaria Municipal de Educação, a pasta afirma:


A Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) esclarece que a remuneração dos professores obedece o estabelecido pela Lei n° 11.738/2008, cujo texto garante o piso salarial nacional profissional (PSNP) como valor mínimo proporcional do vencimento básico para jornada de 40 horas semanais, com formação em Magistério.


Em 2018, o piso salarial pago aos professores foi de R$ 2.465,51, obedecendo ao exigido legalmente, cujo valor era de R$ 2.455,35 no referido ano. Cabe ressaltar que o município de Goiânia cumpre integralmente o direito a 1/3 de hora-atividade para os professores, também exigido por lei.


A SME frisa, ainda, que além dos vencimentos iniciais, os profissionais da educação percebem adicional por titularidade, auxílio locomoção, gratificação de regência (para quem está em sala de aula) e quinquênio (10% de aumento a cada dez anos).

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