Vereador pede explicação sobre andamento das obras do BRT

Lucas Kitão pede justificativa formal da Prefeitura por lentidão da obra 

Vereador Lucas Kitão | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal

O vereador Lucas Kitão (PSL) cobra informações da Prefeitura de Goiânia a respeito do andamento das obras do Bus Rapid Transit (BRT), reinaugurada em março deste ano. Ao Jornal Opção, Kitão disse que a obra segue em ritmo lento e gerando gastos altos para a administração pública.

Ele cobra, portanto, que a Prefeitura passe informações sobre o ritmo das obras e se houve quitação do pagamento para a empreiteira responsável, que estava atrasado. “Eu fiquei sabendo que eles estão investindo apenas R$ 1 milhão por mês, para uma obra daquele tamanho, isso é quase nada”, disse.

Segundo Kitão, a Câmara Municipal já fez sua parte, ao aprovar realização de empréstimo para viabilização do término das obras. “E a Prefeitura não termina, eu queria uma justificativa formal, porque o secretário de finanças vem aqui e fala que a dívida está equalizada, mas as coisas não acontecem”, questionou.

“A gente não vê retorno de nenhuma ação do Município efetivamente”, disse ao citar, também, a obra da Marginal Botafogo. “O orçamento chegou à Câmara e a perspectiva de receita para o ano é de mais de R$ 5 bilhões, quer dizer, para onde vai tanto dinheiro?”, indagou.

Histórico

O BRT é um corredor exclusivo de ônibus que ligaria as regiões norte e sul da Capital. Sua implantação em Goiânia foi anunciada pela Prefeitura em março de 2015.  À época a obra estava orçada em R$ 242 milhões, e deveria ser iniciada em 30 dias.

Com extensão de 21,8 km, o BRT atenderia pelo menos 148 bairros da capital e de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana, e 120 mil pessoas usariam o transporte por dia. A estrutura contaria com 93 ônibus (28 veículos articulados e 65 convencionais), distribuídos em quatro linhas.

A previsão era de que a obra finalizasse em 20 meses. No entanto, ela já se arrasta já se arrasta há mais de três anos. Alegando falta de verbas, a Prefeitura já paralisou as obras por duas vezes. Ela foi retomada em março deste ano, pela segunda vez, e segue lenta.

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