Sargento Novandir suspeita que vítimas tenham recebido dinheiro para depor no processo movido pelo suplente de vereador Carlos Soares (PT) 

O vereador Sargento Novandir (Podemos) questionou, em entrevista ao Jornal Opção, a sentença que cassou a chapa de seu partido em 2016 e, consequentemente, seu mandato. Segundo ele, sua suspeita é de que as testemunhas que afirmaram ter recebido dinheiro para se filiarem à legenda e ajudarem a sigla a atingir a cota feminina mínima tenham sido aliciadas pelos interessados em assumir vaga na Câmara.

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“Chega a ser até inacreditável. É a primeira vez que eu vejo uma mulher participar de um estelionato e ser confessa, ir lá e revelar o esquema. Alguém comprou ela e fez que ela falasse isso. Tem 17 anos que eu trabalho na polícia, bandido que a gente pegou com a arma na mão nega o crime”, afirmou ele. “Quem levou ela no dia da audiência foi os que seriam beneficiados da sentença, a gente tem informação que da outra parte elas foram assediadas.”

Sargento Novandir disse também que, desde a sua eleição, estava “preocupado” com a influência dos que foram beneficiados pela sentença. “Desde o primeiro momento eu venho falando com o meu advogado que tinha preocupação política com os apoiadores dessas pessoas”, disse ele, em alusão, por exemplo, ao irmão de Carlos Soares, o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares.

Adiantando que vai recorrer da decisão, o vereador disse ainda que não conhece as mulheres envolvidas no caso e que, como vereador, não participa da montagem da chapa. “Vereador não tem condição de fiscalizar isso aí, quem define documentação e filiação são os dirigentes”, pontuou ele. “Mas eu acredito na Justiça e que nós vamos ganhar”, finalizou.