Vereador critica “capivaras” de indicados pelo prefeito e causa discussão na Câmara

Tudo começou após Santana dizer que todos os dias tem recebido a “capivara” de alguém em seu gabinete. Insatisfeito com as acusações, Sena rebateu: “Se tiver, que apresente. Quero ajudá-lo a fiscalizar essa cidade”

O clima esquentou na Câmara Municipal de Goiânia, na manhã desta quinta-feira, 22, após o vereador Leandro Sena (Republicanos) decidir resgatar uma discussão encabeçada por Santana Gomes (PRTB) durante o último encontro em Plenário.

“O senhor fez uma insinuação muito séria ao falar sobre as ‘capivaras’ de alguns nomes da prefeitura de Goiânia”, disse o parlamentar antes de rememorar que o próprio vereador já havia afirmado que “capivara” é a expressão utilizada para se referir ao histórico daqueles com “fichas corridas” ou “processos criminais”.

Tratando-se especificamente do secretário executivo de finanças, Geraldo Lourenço de Almeida, Sena disparou: “Eu, particularmente, consegui o apoio e quase 30 assinaturas avalizando seu nome. Antes de propor qualquer indicação nos meus 25 anos de vida pública, jamais indiquei corruptos ou pessoas com fichas corridas e capivaras”.

Antes de deixar a tribuna, o vereador ainda completou: “Queria saber se o senhor tem alguma capivara no que se refere ao Geraldo Lorenzo ou a outros que ali estão [na prefeitura]. Se tiver, que apresente. Quero ajudá-lo a fiscalizar essa cidade. É importante esclarecermos à população e ao Parlamento goianiense essas questões”.

Contraponto

Depois foi a vez de Santana pedir a palavra para rebater o assunto. Da tribuna, o vereador questionou Leandro Sena: “Há quanto tempo o senhor conhece esse rapaz? Tenho certeza absoluta que não mais de um mês. Se falar que conhece ele há mais de um ano estará mentindo”.

Em seguida, disse que vai contribuir com o prefeito “é no MP [Ministério Público]”. “Ele é que é o órgão fiscalizador. Essa Câmara por ter maioria como base, às vezes faz um jogo político. Jogo de ficha corrida é policial. Muita cautela, vereador. Ele [o secretário] não obteve nenhuma assinatura. Quem obteve foi o senhor que tem prestígio e trabalho prestado”, pontuou.

No último encontro entre os pares, Santana Gomes teria dito, inclusive, que Lourenço pertence a um grupo do qual ele tem “certeza absoluta” que será fiscalizado pela Câmara. “Temos que saber se existe prefeito nessa cidade. Todos os dias tem chegado ao nosso gabinete a capivara de alguém”, disse na ocasião.

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