Vereador aponta contradições na prestação de contas da Prefeitura de Goiânia

Lucas Kitão destaca que empréstimo de quase R$ 1 bilhão será pago pelos próximos 10 anos, mas prefeito disse que entregaria gestão com dívidas zeradas

O vereador Lucas Kitão (PSL) definiu parte da prestação de contas da Prefeitura de Goiânia, realizada nesta segunda-feira, 3, como contraditória. Para o parlamentar, o anúncio do emedebista dizendo que deixará a Prefeitura de Goiânia sem dívidas se contrapõe aos empréstimos que serão feitos pelo Paço. A previsão é que a gestão municipal pegue cerca de R$ 1 bilhão emprestados, os quais serão pagos pelos próximos dez anos.

“Se ele apresenta aqui um superávit de mais de R$ 150 milhões, o que justifica pegar empréstimo para as próximas gerações de prefeitos pagarem?”, questionou. O vereador disse que há ainda outra contradição, dessa vez no uso dos recursos frutos de empréstimos.

“Por que investir apenas em pavimentação e construção de viaduto? Goiânia tem o déficit de mais de 10 mil crianças sem vaga na creche, não têm pediatras para atender nos postos. Nós temos outras prioridades além de só querer fazer viaduto e pavimentar a cidade pensando na eleição”, criticou.

Sobre isso, o prefeito Iris Rezende (MDB) afirmou que os empréstimos são “absolutamente razoáveis”. “Proporcionarão investimentos que vão gerar melhorias na Cidade, que consequentemente vai aumentar a arrecadação. A administração não pode fugir dos empréstimos, desde que sejam obras consequentes”, defende Iris.

Código Tributário

Outro ponto abordado por Kitão quanto a políticas fiscais foi a crítica ao Código Tributário apresentado pelo Paço. Segundo o vereador, está previsto a retirada de incentivos de empresas. Ele chama atenção para o que considera ser um risco na geração de empregos.

“Nossa preocupação é fomentar a economia, dar incentivos às empresas, dar incentivos à geração de impostos e não cortar na fonte achando que é melhor arrecadar a curto prazo. Essa intenção do prefeito em aumentar a arrecadação cortando os incentivos seria o mesmo que matar o carrapato sacrificando a vaca, não é por ai”, finalizou.  

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