Vendavais e descargas atmosféricas respondem por 51,23% das interrupções no fornecimento de energia elétrica em Goiás, segundo levantamento divulgado pela Equatorial Goiás nesta sexta-feira, 2.

De acordo com a concessionária, os vendavais representam 26,56% das ocorrências. As rajadas de vento podem derrubar árvores, deslocar estruturas e romper cabos da rede de distribuição. Os raios aparecem na sequência, com 24,67%. As descargas podem atingir a rede e acionar os mecanismos de proteção, interrompendo o fornecimento.

A presença de animais na rede elétrica responde por outros 3,03% dos registros. Segundo a empresa, períodos de chuva e vento podem agravar o problema, ao lançar animais ou objetos contra as estruturas.

Monitoramento das condições climáticas

O Centro de Operações Integradas (COI) da Equatorial Goiás acompanha as condições meteorológicas nas diferentes regiões do Estado em parceria com a Climatempo. Segundo Vinicyus Lima, gerente do COI, o monitoramento permite identificar situações de risco e direcionar equipes conforme a previsão e a ocorrência de eventos climáticos.

“Mesmo com a forte influência de fatores externos, temos conseguido evoluir de forma consistente na qualidade do fornecimento. Isso é resultado direto dos investimentos em tecnologia, automação e monitoramento”, afirmou.

Além do acompanhamento meteorológico, a concessionária cita a automação da rede, a manutenção preventiva e o manejo da vegetação entre as medidas adotadas para reduzir os impactos dessas ocorrências.

Duração e frequência das interrupções

Nos dados apresentados pela empresa, a duração média das interrupções por unidade consumidora em Goiás foi de 12,66 horas. O índice é conhecido como Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC).

Já a Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), que mede o número médio de interrupções por consumidor, ficou em 5,87.

Segundo a Equatorial, os dois indicadores ficaram abaixo dos limites regulatórios estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e são os melhores da série histórica apresentada pela concessionária. A empresa também informou ter investido R$ 7 bilhões na rede elétrica de Goiás entre 2023 e 2025.

O levantamento divulgado, porém, não informa o período de referência dos indicadores nem das ocorrências usadas para calcular os percentuais atribuídos a vendavais, raios e animais.

Além das condições climáticas, a duração e a frequência das interrupções dependem de fatores como manutenção, expansão e automação da rede, bem como da capacidade de resposta da distribuidora.

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