Vazão do rio Meia Ponte entra em “estado de atenção”

Tipicamente o mês de maio inaugura o período seco, que dessa vez começou “um pouquinho bem seco demais”, com uma umidade relativa do ar em torno de 25% a 30%

A vazão do Rio Meia Ponte, na altura da captação de água em Goiânia, já está abaixo de 12 mil litros por segundo, entrando para o chamado ‘estado de atenção’. Este ano, devido às chuvas irregulares, o período de estiagem chegou mais cedo no Estado. E principalmente no rio que abastece a Região Metropolitana da capital, os efeitos da seca praticamente se anteciparam dois meses, na comparação com 2020.

Segundo o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), André Amorim, tipicamente o mês de maio inaugura o período seco, que dessa vez começou “um pouquinho bem seco demais”, com uma umidade relativa do ar em torno de 25% a 30%. Ele ponderou que, “talvez o pessoal não se recorde”, mas houve no ano passado uma cheia no rio Meia Ponte que não se via há décadas, e isso ocorreu em torno do dia 20 de abril.

Demorou até que essa cheia se dissipasse, além da redução dos usos da Bacia do Meia Ponte naquele período devido à pandemia e ao trabalho de conscientização desenvolvido pela Semad. Juntos, esses fatores fizeram com que, no ano anterior, a vazão menor do rio fosse empurrada para quase dois meses à frente do que está hoje. “Então, nós estamos praticamente dois meses adiantados em relação ao ano passado”, disse sobre a situação atual.

Utilização irregular

O gerente informou ainda que a vazão do rio Meia Ponte é uma consequência das chuvas. Além disso, infelizmente, existe o problema de antropização (interferência da ação humana em ambientes naturais) dessa bacia hidrográfica ao longo dos anos, com muita pastagem e utilização irregular, o que acaba gerando uma consequência.

Ele pontou que nos últimos seis anos, as chuvas têm se mostrando bastante irregulares na Região Metropolitana. Nesse período, ponderou, se for feita uma comparação, há um déficit pluviométrico em relação à climatologia em torno de 1.300 milímetros. Como costuma chover 1.600 milímetros durante um ano, em seis anos foi perdido praticamente um ano de chuva, concluiu.

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